sexta-feira, 6 de março de 2026

POESIA

                                    E AGORA

            E a guerra

            Passamos por essa durissima realidade

            Era um facto consumado para a época

            Para matar, ferir e ultrajar a sociedade


            E as ausências

            Foram muito dolorosas de aceitar

            Possuidoras de muitas carências

            E poucas saudades para magoar


            E o passado

            Que tarda e tarda a ir embora

            Não quero, não quero sofrer

            Porque o meu coração chora


            E o Alentejo

            Alegrias, por terras desconhecidas

            Tudo quero fazer para te proteger

            Até à concretização das despedidas


            E o futuro

            O que virá a seguir, longe da guerra

            Muitos o muro tiveram que saltar

            Do lado de lá tudo se espera

            Porque a guerra não vai acabar

João Paiva                

Março de 2026                


ESCRITA NARRATIVA

HUMILDADE

A tia Augusta foi uma senhora que eu conheci, na qualidade de cozinheira de um restaurante que se chamava Primavera, que eu frequentava com regularidade.

Senhora já antiga, muito surda e outro tanto de simpática, nascida no Alentejo, mais propriamente numa localidade bastante conhecida que se chama Porto Covo. Terra que imortalizou uma cantiga do famoso Rui Veloso, dizem os forasteiros, mas não foi.

Aquela pequena e simpática aldeia piscatória, banhada pelo Oceano Atlântico e que algumas vezes foi vítima das descargas poluentes voluntárias ou não de algum petroleiro, cujo comandante se descuidou. Porém hoje é conhecida turisticamente pelo mundo inteiro.

Tantas palavras para quê? Perguntam vocês: Apenas para relatar um pequeno e alegre acontecimento.

Eu estava no escritório, que fica na rua da frente para o restaurante, quando a tia Augusta me veio chamar para atender um telefone.

Saí apressado juntamente com a Tia Augusta, para atender o telefone. Já no caminho perguntei-lhe:

- Tia Augusta como se chama a pessoa que me ligou?

Resposta da Tia Augusta, com aquele ar simples e humilde.

Nã sei senhor, eu desligui o tilefone

João Paiva

Março  de 2026

UMA ALDEIA NO JAPÃO

  ALDEIA ANCESTRAL E REMOTA NA REGIÃO DE KIOTO



NO MONTIJO

FESTA DOS 50 ANOS DO 
CINEMA TEATRO JOAQUIM D'ALMEIDA


 

ANGRA DO HEROISMO - ILHA TERCEIRA - AÇORES


PARECE?


 

MULHER DE VERMELHO

EM DIA DE FESTA


 

MONTEMOR-O-NOVO

 Clicar na imagem abaixo para ver o vídeo de 

Adriano Bastos

Ligar o som


UMA ALDEIA NO JAPÃO

 ALDEIA ANCESTRAL E REMOTA NA REGIÃO DE KIOTO



MÃE HÁ SÓ UMA

 FADO NA VOZ DE ALICE FARIA

Clicar na imagem abaixo e LIGAR O SOM para ouvir o fado.




quinta-feira, 5 de março de 2026

HOJE É DIA DE FESTA

 FELIZ ANIVERSÁRIO


VIAGEM AO JAPÃO

 

Aldeia remota e ancestral 

ARTESANATO

 


Peças únicas em cerâmica artística e artesanal, produzidas por  Ricardo Lopes - Olarikaya

FOTOGRAFIA


MULHER



BARCO DE PAPEL

 


EL ROCIO


 

EL ROCIO


SAÚDE!


 

EL ROCIO


AMAZONA

 

EL ROCIO



AMAZONA

 

EL ROCIO

A MULHER E O CAVALO


 

quarta-feira, 4 de março de 2026

CORRIDA SEMPRE MULHER

 


MUSEU DE JOSÉ MALHOA

 

SOARES DOS REIS

SAUDADE 1887

MUSEU DE JOSÉ MALHOA


 JOSÉ MALHOA

FESTEJOS DE S. MARTINHO

CORTEZ


NO MEIO DELAS


 

MUSEU DO CAIRO - EGITO

QUEM SOU EU?


 

IGREJA DE SANTA CATARINA - LISBOA

 


IGREJA DE SANTA CATARINA - LISBOA

 


IGREJA DE SANTA CATARINA - LISBOA

 


IGREJA DE SANTA CATARINA - LISBOA

 


POESIA

DIA DA MULHER 2


Sei, o que é falar de amor                      Porque         Quando há amor, não há dor

Quando muitos anos são passados      Demonstra    Sinal, que foram bem lembrados

Mas, falo e com muito carinho              Porque           Não há mágoas, nem espinhos


                                                    Mulheres e bem apaixonada

                                                    Em dia de muito, amor

                                                    E de paixões assolapadas

                                                    A esta vida de luz e calor


                                                    Acorrentados ao nosso amor, ficamos

                                                    Ao longo dos anos com paixão

                                                    Foi sempre com ternura que amamos

                                                    A mulher do nosso coração

João Paiva

Março 2026

ESCRITA NARRATIVA

DIA DA MULHER

Olhando para a mulher de hoje, tenho que lhe tirar o chapéu, mas quando se lhe tira o chapéu, nem sempre é pela positiva, só quero com isto dizer, que ela é completamente normal:

E bela, e ainda mais bonita, quando a comparamos à suavidade de um veleiro. Tem o maior e mais sublime coração, mas maior, muito maior em noite escura e na claridade de um relâmpago”

Mulher, filha que há pouco nasceste e já no caminho de ser mãe, aí vais, e já agora como é que aqui chegaste? Brinquei como todas as crianças, nas brincadeiras mais humildes e alegres, e claro não podia deixar de ser, aos maridos pequeninos, há uma idade em que as meninas começam a querer imitar as suas mães. A preocupação da mulher só pode ser uma: melhor que a sua progenitora, e por vezes, conseguem isso com muito mais valor.

Já foste menina, agora és adolescente:

“ Em pequenos se aprende a chamar mãe, depois se aprende a gostar, de tudo nos dá com prazer e ás vezes sem nada para dar”

A terminares o Liceu ou o secundário, e que vais fazer agora? Começaste a estudar com vista à Universidade, mas quantas coisas mais te vão surgir, a começar pela tua mudança física. A habituação a esses trâmites tira-lhe por vezes, a vontade de viver a vida que lhe pertence. A obediência aos pais vai ser alterada, quantas zangas vão nascer porque, embora o amor filial seja reciproque, existe um filho com mais afeto à mãe ou vice-versa.

Aqui acontecem sempre os descuidos, e estes sempre encobertos, por um lado o pai, pelo outro a mãe e por aí adiante. O namoro é um caso pungente, com os sucessos e insucessos, altera bastante a relação entre pais e filhos, isto é tão verdade como a violência doméstica. No dia da mulher muito se grita contra esta situação, mas continuo a pensar que a emancipação total da mulher ainda não é de sua total responsabilidade.

Foste na guerra uma guerreira, na paz uma lutadora, na doença uma enfermeira, no amor uma sonhadora”

De adolescente passas a mulher casada, aqui vais atingir o topo da carreira de mulher, esposa, mãe de filhos, trabalho profissional, educação dos filhos, trabalho doméstico, este é o maior pesadelo para a mulher, cansada da sua profissão, chega a casa cansada com os transportes, com o cuidar dos filhos e quantas vezes tem que repetir as refeições, porque há o almoço, logo a seguir o jantar, é toda uma preparação pegada. Apre “prrrr”, não tenho descanso. E quando procura o marido, depois de este a ter procurado, por uma ou duas vezes, agora este dorme e ela revolta-se , a culpa é do marido, porque antes de chegar a casa, já vai a pensar no sofá que que o espera em frente à televisão, porque ele ao chegar a casa, devia arregaçar as mangas e ir para a cozinha, ajudar a sua mulher.

Vida é isto, ontem com amor, vida é isto hoje com dor, mas continua, ontem viçosa, mas continua, hoje amorosa”

Mãe já foste, agora és avó:

Agora os netos também já sabem procurar e agarrar as tuas saias, para se esconder nelas, das partidas que fizeram à mãe ou ao pai. O Ruizinho embora seja um menino franzino, não gosta de brincadeiras simples, prefere saltar o muro do quintal da vizinha, pois as laranjas são melhores das que estão em casa.

São azedas, não prestam diz o Ruizinho arreliado, mas se as laranjas que estão na cozinha vieram do quintal da vizinha, diz a mãe incomodada. Se mais alguma vez saltares os muros para ires às laranjas, garanto-te que conto tudo ao teu pai”. O Ruizinho encolhe os ombros e nada diz. Sentado espera o pai e quando este entra em casa o Rui apressa-se a dizer-lhe, que foi ás laranjas da vizinha, mas esta conversa dá-se na presença da mãe e o pai pergunta-lhe quantas apanhaste? “oito diz o Rui”. A avó de boca aberta fica encantada com esta situação, tem um neto revolucionário, que sobe aos quintais das vizinhas. Não é nenhum” bebe” água. Quem me dera já ver-te homem, pensa a pacata avozinha.

E vai pensando, ontem com ambições e vai pensando hoje em nossos corações, é bom chegar aqui, é bom estar aqui, é bom aqui sossegar. é bom aqui para sonhar”.


João Paiva

Março 2026

HOMENAGEM A UMA MULHER: A MÃE

 



POESIA

                                HINO AO FUTURO DA VELA


            ROSA NÁUTICA


            A rosa já floriu

            O barco vai navegar

            Agora que já partiu

            A bom porto há-de chegar


                                    Navegando no escuro

                                    Mas sempre a tentar

                                    Encontar o porto seguro

                                    Para em segurança aportar


                                                Meu bem vai embarcar

                                                Num barco sem motor

                                                Persistindo encontrar

                                                O seu verdadeiro valor


            Para ti minha neta velejadora

João Paiva            

Março 2026            

O QUE EU VEJO DA MINHA JANELA

 


PINTURA

 


HORIZONTES DO H

 Sob o céu de Horta, jurei te amar,

com o azul dos Açores a nos abraçar.

Em Huambo, no brilho de um novo amanhecer,

descobri que a vida é contigo acontecer.

Por Heliópolis, sob a luz de um luar,

procurei teus olhos para me guiar.

Seja em Hanói ou no cais de Hamburgo,

é no teu abraço que o meu mundo mudo.

No verde do Horto, o beijo se faz,

no silêncio que traz a mais doce paz.

De H em H, o mundo, num abraço, pisamos,

Fica a história de amor que juntos traçamos.


Conceição Lavrador

03/março/2026

FOTOGRAFIA

 MULHER






FOTOGRAFIA

 MULHER



MULHER A PRETO E BRANCO


 

O LEQUE


 

RUSSA

QUAL O MAIS BONITO?


 

MULHERES DO SINAI

VENDEDEIRAS


 

ALENTEJO



VOU SÓ ALI!

 

MÃE


 

PENSATIVA

E AGORA?


 

OPERA DE PEQUIM

GUERREIRA


 

terça-feira, 3 de março de 2026

FOTOGRAFIA

MULHERES



ESCRITA CRIATIVA

A Raposa, o Leão e o Tigre

Na floresta, o Leão era o rei mais temido, forte e orgulhoso. O Tigre, veloz e valente, acreditava ser o verdadeiro dono do território. Já a Raposa, pequena e esperta, observava tudo em silêncio. Certo dia, o Leão e o Tigre começaram a discutir sobre quem mandava mais na floresta. A briga cresceu tanto que decidiram resolver a questão lutando até o pôr do sol. Enquanto isso, a Raposa teve uma ideia. Ela reuniu os outros animais e disse: — Enquanto eles brigam pelo poder, quem sofre é a floresta inteira. Precisamos de paz, não de força.Quando o Leão e o Tigre chegaram exaustos para a luta final, encontraram todos os animais unidos, protegendo seus lares. Envergonhados, perceberam que sua disputa só trouxe medo e desordem. O Leão abaixou a cabeça, e o Tigre recuou. — A verdadeira força — disse a Raposa — está em proteger, não em dominar. Desde então, o Leão governou com mais sabedoria, o Tigre aprendeu a controlar seu orgulho, e a Raposa mostrou que a inteligência pode ser mais poderosa que a força.

Moral: A força sem sabedoria causa destruição; a inteligência constrói harmonia.

Conceição Parreira 

Março 2026

PALAVRAS COMEÇADAS PELA LETRA

Hoje Helena acordou bem-humorada. Havia um horizonte harmonioso diante dela, cheio de histórias e hipóteses felizes. Enquanto hidratava as hortênsias no jardim, ouviu o som do helicóptero que sobrevoava o bairro histórico. Helena sempre teve o hábito de honrar horários e ajudar humanos ao seu redor. Humilde, honesta e heroica em pequenos gestos, ela acreditava que a harmonia começa com honestidade. Naquela manhã, houve algo especial: um hóspede inesperado apareceu na hospedaria da família. Era Henrique, um historiador habilidoso que falava sobre heróis antigos e fatos históricos fascinantes.  Helena ouviu tudo com humildade e humor, esperando que aquele encontro rendesse horas de histórias incríveis.

Conceição Parreira

Março 2026

MULHER

A Mulher Mundana: Entre o Mito e a

Realidade

Uma reflexão sobre a presença e o olhar feminino num mundo de

julgamentos

Dizem que há mulheres feitas de vento. Outras, de fogo. Mas, entre as esquinas e os silêncios da idade, há uma específica que sobrevive entre olhares enviesados e sorrisos cheios de segredos. Falam dela como quem fala de uma tempestade inevitável: a mulher mundana. Mundana. Palavra que carrega peso, que ressoa com o tilintar de moedas, com o rumor dos cafés ao entardecer, com o sussurro de histórias mal contadas. É mulher que caminha de cabeça erguida, olhando de frente para o mundo, sabendo, desde cedo, que cada passo pode ser motivo para um novo julgamento. Não se esconde, não se desculpa. Ocupa o espaço que tantos tentam negar-lhe. Em Lisboa, Porto, ou mesmo numa Dublin chuvosa de outono, a mulher mundana é presença inevitável. Não é só aquela que vive à margem das convenções, mas também a que reinventa todos os dias a sua própria liberdade. Falam dela com medo ou desdém, mas, sobretudo, com fascínio. Porque nela reside tudo o que a sociedade tenta domar: desejo, coragem, autonomia. A mulher mundana não necessariamente frequenta só salões ou cabarets. Pode ser a artista que recusa a vida pequena, a mãe solteira que ousou escolher outro caminho, a jovem que decidiu viajar sozinha, a executiva que se recusa a baixar o olhar perante o chefe. Mundana, para muitos, é sinónimo de mulher livre; para outros, de mulher perigosa. Ambas as leituras revelam mais sobre quem as faz do que sobre ela própria. Mas, afinal, o que teme o mundo nesta mulher? Talvez seja a constatação de que, em cada gesto seu, há uma recusa subtil às regras impostas. O medo de que a sua independência seja contagiosa, de que, ao vê-la, outras mulheres percebam que o mundo é um palco onde elas próprias podem escrever o guião. A mulher mundana não é heroína nem vilã. É humana, demasiado humana, e só por isso já incomoda. Vive exposta, é julgada—mas segue, sempre, com a altivez de quem sabe que, no fim do dia, o mundo pertence a quem ousa habitá-lo por inteiro. E enquanto houver quem tente reduzir a mulher mundana a uma narrativa de pecado ou escândalo, haverá também quem, secretamente, deseje a sua coragem. Porque, no fundo, todos ansiamos por essa liberdade: olhar o mundo sem pedir desculpa.

Conceição Parreira

Março 2026

POESIA

A Beleza da Natureza


No silêncio do bosque, ouço o coração,

O vento acaricia as folhas com ternura,

O sol dança por entre as copas, em celebração,

Embala-me a paz, suave e pura.


Há magia no perfume da terra molhada,

No brilho do orvalho ao romper da alvorada,

Na melodia discreta do riacho a correr,

Sinto-me inteiro, deixo-me renascer.


Cores mil, em frescor e harmonia,

Pássaros voam livres, desenhando alegria,

O céu é um quadro de azul infindável,

E eu, pequeno, sou parte do admirável.


Aqui encontro abrigo, esperança e razão,

A natureza acolhe, renova o coração,

No seu abraço, sou leve e sou bem,

É nela que encontro o melhor de mim, também.


Conceição Parreira

Março 2026

POESIA


A Fantasia de Alice no País das Maravilhas

Um poema inspirado na imaginação e no encanto do País das Maravilhas


No jardim do impossível, Alice vagueia,

Entre flores que dançam, coelhos que correm,

Relógios sem tempo, chapéus em assembleia,

Onde o real e o sonho juntos percorrem.

Cai a menina num poço profundo,

Espanto nos olhos, curiosidade sem fim,

Lá dentro descobre um novo mundo,

Onde tudo é loucura, e nada é ruim.

Gatos que sorriem com ar misterioso,

Rainhas impacientes a clamar por razão,

Xícaras voando num chá fabuloso,

Tabuleiros de xadrez, destino e paixão.

Risos que ecoam na floresta encantada,

Portas minúsculas, chaves perdidas,

Palavras trocadas numa charada,

Verdades esquecidas, mentiras contidas.

Na fantasia de Alice há cor e magia,

Ecos de infância a brilhar no olhar,

É sonho, é loucura, é pura poesia,

É coragem de quem se atreve a sonhar.


Conceição Parreira

Março 2026

PINTURA

 MANDALA



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