SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
sexta-feira, 20 de março de 2026
POESIA
A PRIMAVERA DA VIDA
Primavera já sorriu
Com vontade de sonhar
O que ainda não viu
E que já, o está a abraçar
Primavera está a chegar
E com ela vem o seu calor
Quão difícil foi encontrar
O seu desejado amor
Primavera como no amor
Que ainda não reparou
Nos olhos a olhar
Para o bem que encontrou
Primavera de alma pura
E por cá se fixou
Com paixão nua e dura
Foi assim que desejou
João Paiva
Março de 2026
POESIA
INÊS
A minha filha lá sabe o que faz
E Deus sabe o que fez
Acabar o curso, ainda não foi capaz
Mas para breve espera a Inês
A minha rica Inês
A neta mais fofinha
A mãe, agora sabe o que fez
Para muita alegria, minha
E agora que fazer
Para a minha filha, sem igual
Só tenho que a fazer crer
Para comigo seja sempre leal
João Paiva
Março de 2026
quinta-feira, 19 de março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
JUNCO
Quando pensei escrever sobre uma planta, cujo nome começa por "J" , escolhi, junco porquê?
A casa onde nasci situa-se junto a um pequeno esteiro que é formado com as marés do Rio Tejo, onde existe há muitos anos um juncal. Fiquei muito ligado a esta planta, porque ela servia para fazer os mais variados utensílios domésticos, assim como para as brincadeiras de criança, tais como: cestos, cabazes, chapéus e sobretudo barcos, que tentávamos copiar os barcos chineses, mas sempre com maus resultados.
Nunca me desligando dos juncos, vim a saber que o junco é uma das principais plantas a serem utilizadas na medicina convencional, seja ela caseira ou estudada em laboratórios com destino a medicamentos farmacêuticos.
Os Alemães usam nos tradicionais remédios caseiros, para tratamento da laringe e na Ásia tem muitas aplicações em muitos campos da medicina. As doenças mais conhecidas onde os produtos feitos á base de junco são: Depressão, ansiedade, insegurança e equilíbrio.
Contam-se muitas histórias sobre o medo e que esta planta é utilizada com sucesso na sua cura.
Os juncos tiveram uma grande procura quando serviram para alimentação de alguns animais, quer em verde ou em seco. Em verde eram ceifados e colocados nas respetivas mangedouras para alimentação direta, ou eram espalhados ao sol afim de secarem e seres esmagados para complemento de outras rações. Os animais que mais beneficiaram com este tipo de alimento, foram as vacas e as ovelhas, para aumento da sua produção leiteira.
Esta planta foi utilizada na construção dos primeiros barcos que atravessaram mares e oceanos, cujos juncos eram entrelaçados e amarrados com cordas. Este tipo de embarcação, na sua época eram bastantes seguros, tanto mais que se fizeram ao mar muito antes dos Vikings e das caravelas do Gama e onde chegou ás Américas muito antes de Cristóvão Colombo.
Para provar esta realidade o arqueólogo Dominique Gorlitz comandou uma expedição a bordo de um barco de junco, construído na Bolívia e que se propunha alcançar a Europa, tendo como porto de armamento Nova Iorque. Esta expedição não foi bem sucedida, dado as várias variações meteorológicas com as quais não contaram.
Em outras duas expedições ao Mediterrâneo conseguiu provar a segurança do barco "junco" e o prumo contra ventos e marés.
CURIOSIDADES:
O Junco chegou a fazer parte da lista de especiarias
O junco é utilizado no Japão para o fabrico de móveis
O junco pode servir para o tratamento de esgotos.
João Paiva
Março de 2026
POESIA
FUI AO FUNDO DO MAR
Fui ao fundo do mar
E que vi no caminho
Muitos peixes a nadar
Saudando-me com carinho
O que vieste aqui fazer
Perguntou-me o tubarão
Vim ter contigo para te dizer
Que não me metes medo, não
Depois encontrei uma sereia, de encantar
Tão bela e com enorme coração
Para junto de mim se aproximou
Pensando em casar, pediu a minha mão
Já ía a meio caminho do fundo
Encontrei um submarino em bom estado
Quis dar-me uma boleia para o seu mundo
Mas eu recusei, fiquei triste e amargurado
Ao acordar e por os pés no chão
Eu nem queria acreditar
Safou-me o meu coração
Apressei-me e fui trabalhar
João Paiva
Março de 2026
POESIA
DUAS ROSAS
Duas rosas brancas
Floridas de arlequim
São belas e francas
Quando olham para mim
Há dois corações
Em vez de um só
Perdidos no mar das emoções
Muito navegam e doridos, metem dó
O coração da minha querida
Foi-me dado com calor e paixão
Porque ia ser amarrado a um vida
Por um apertado nó, bem feito á mão
Quando um dia se partiu
Tentamos reunir os cacos
Nem um nem outro sorriu
Porque estavam em farrapos
E quando de novo se uniram
Em franca verdade e comunhão
Os ouvidos lá estavam e ouviram
As preces vindas do coração
João Paiva
Março de 2026
POESIA
JORNAL
O que fazer hoje
E o que está para vir
Há notícias que se protege
Outras serão para imprimir
O Jornal tem que sair
A impressão está a demorar
Há pressa para o imprimir
Os ardinas estão a chegar
Ao povo a notícia está no ar
Depois de muito bem imprensa
E não pode chegar devagar
Que o leitor esta com pressa
As televisões por aí estão
As notícias vêm -se em telejornais
Pois para isso se carrega no botão
Não vencendo as boas dos jornais
Não quero ainda morrer
Sem ouvir a voz do ardina
Tenho tempo para envelhecer
Com o suave pregão, em surdina
João Paiva
Março de 2026
quarta-feira, 18 de março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
SAMARRA
Tinha para aí uns 17/18 anos, quando fui junto da minha mãe e pedi-lhe:
- Mãe empreste-me a samarra do pai, está muito frio e tenho que sair com uns amigos.
- Estás a mentir, tu vais mas é , para a reunião clandestina, que se dá nos antigos armazéns, junto ao forno cal.
- Nada disso, mãe.
- Olha bem para o teu emprego, se fores apanhado como o primo Joaquim, tu perdes o emprego e depois como é?
- Nada disso, mãe, repito.
- Jura que não me mentes.
- Nada disso, mãe
Pois foi tudo isso, a reunião era relacionada com os problemas laborais das mulheres que trabalhavam nas fábricas onde se matava e preparavam as carnes dos porcos, que eram sacrificadas dentro das próprias fábricas, onde se fabricavam os chouriços e se enlatavam todos os produtos para alimentação.
Quando cheguei à reunião já ia a meio e o frio era muito, e pouco tinha ouvido dos mestres que vinham de Lisboa em defesa dos operários corticeiros e das operárias das fábricas dos porcos. Nesta altura entram de rompante, três ou quatro G.N.R, a cavalo que pretendiam prender os chefes do proletariado e mais alguns operários que por ali se encontravam e mais gente que estavam naquele local pela primeira vez.
Tinha muito respeito pelos conselhos da minha mãe, do meu pai tinha, poucos ou nenhuns porque com a vida que tinha na pesca, não estava voltado para esses problemas e também nada sabia e entendia esta nova linguagem, que eu fui aprendendo. Como empregado no Banco, sabia perfeitamente que se fosse apanhado pela guarda, ficava com o emprego em risco.
Pois, cheguei a casa sem a samarra, porque ao fugir da guarda, não me restou outra alternativa que não fosse a fuga a nado para o outro lado do rio, por isso lá se foi a samarra, pelo rio abaixo e nunca mais a vi, molhado e a tremer de frio cheguei a casa e quem conhece bem a região, sabe quantos quilómetros tive que percorrer, descalço alem de outras faltas, para não ser preso.
A minha mãe mais ralada, ficou do que eu, então prometi-lhe a não lá voltar .
João Paiva
Março de 2026
POESIA
CANOA
Canoa que fazes aqui
Estou a ver passar
O rio que sempre vi
E que me deixe navegar
Ai parada para nada serves
Vem comigo as redes lançar
E como bem sabes
Preciso de ti para pescar
Pelo rio abaixo vou partir
E preparar contigo a forma de pescar
Porque gosto de te ver sorrir
Porque muito peixe vamos apanhar
Debaixo da tua coberta
Onde se sofre de suores
É bom deixares uma aberta
Para suavizar os teus amores
Agora é só as redes lançar
E agarrar o que vier
Sem lamúrias e não fraquejar
E seja o que Deus quiser
João Paiva
Março de 2026



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