TEJO
SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
segunda-feira, 9 de março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
A PÁGINA FICOU TRISTE E ESCURA
E com com tristeza quando vou escrever um texto, que me assalta em contraste com a realidade, porque eu só quero escrever aquilo que me vai na alma, a bem ou a mal eu vou progredindo. Não importa onde quero chegar, pois que a finalidade não vai servir de amostra para ninguem.
A página que me atura, com a esferográfica em punho, tem que me dar o prazer de a ofuscar, quando tenho necessidade de a tirar cá para fora o mal que vai cá dentro.
Foi por ter descoberto um caderno muito antigo e com as folhas mais ou menos amarelas, que um dia de muita tristeza minha, me iniciou nesta maneira de escrever qualquer coisa e, como conheço duas dicas muito importantes que são:
NÃO PARES DE ESCREVER E NÃO TENHAS MEDO DE ERRAR
Estou preparado para iniciar num caderno cheio de folhas e acabar nele um qualquer conto que a partir de agora vou iniciar. O PENSAMENTO
Quero continuar a passar o tempo, como?
Passando para amanhã os pensamentos de hoje.
Há quem olhe para o mar e se perca no horizonte
Há quem olhe para a serra e se perca nas alturas
Há quem olhe para uma folha de papel e se perca no vazio
João Paiva
Março de 2026
domingo, 8 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
sexta-feira, 6 de março de 2026
POESIA
E AGORA
E a guerra
Passamos por essa durissima realidade
Era um facto consumado para a época
Para matar, ferir e ultrajar a sociedade
E as ausências
Foram muito dolorosas de aceitar
Possuidoras de muitas carências
E poucas saudades para magoar
E o passado
Que tarda e tarda a ir embora
Não quero, não quero sofrer
Porque o meu coração chora
E o Alentejo
Alegrias, por terras desconhecidas
Tudo quero fazer para te proteger
Até à concretização das despedidas
E o futuro
O que virá a seguir, longe da guerra
Muitos o muro tiveram que saltar
Do lado de lá tudo se espera
Porque a guerra não vai acabar
João Paiva
Março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
HUMILDADE
A tia Augusta foi uma senhora que eu conheci, na qualidade de cozinheira de um restaurante que se chamava Primavera, que eu frequentava com regularidade.
Senhora já antiga, muito surda e outro tanto de simpática, nascida no Alentejo, mais propriamente numa localidade bastante conhecida que se chama Porto Covo. Terra que imortalizou uma cantiga do famoso Rui Veloso, dizem os forasteiros, mas não foi.
Aquela pequena e simpática aldeia piscatória, banhada pelo Oceano Atlântico e que algumas vezes foi vítima das descargas poluentes voluntárias ou não de algum petroleiro, cujo comandante se descuidou. Porém hoje é conhecida turisticamente pelo mundo inteiro.
Tantas palavras para quê? Perguntam vocês: Apenas para relatar um pequeno e alegre acontecimento.
Eu estava no escritório, que fica na rua da frente para o restaurante, quando a tia Augusta me veio chamar para atender um telefone.
Saí apressado juntamente com a Tia Augusta, para atender o telefone. Já no caminho perguntei-lhe:
- Tia Augusta como se chama a pessoa que me ligou?
Resposta da Tia Augusta, com aquele ar simples e humilde.
Nã sei senhor, eu desligui o tilefone
João Paiva
Março de 2026




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