RECORDAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO NO 43º ANIVERSÁRIO DO GRUPO CULTURAL DE VILA FRIA-OEIRAS
SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
domingo, 8 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
sexta-feira, 6 de março de 2026
POESIA
E AGORA
E a guerra
Passamos por essa durissima realidade
Era um facto consumado para a época
Para matar, ferir e ultrajar a sociedade
E as ausências
Foram muito dolorosas de aceitar
Possuidoras de muitas carências
E poucas saudades para magoar
E o passado
Que tarda e tarda a ir embora
Não quero, não quero sofrer
Porque o meu coração chora
E o Alentejo
Alegrias, por terras desconhecidas
Tudo quero fazer para te proteger
Até à concretização das despedidas
E o futuro
O que virá a seguir, longe da guerra
Muitos o muro tiveram que saltar
Do lado de lá tudo se espera
Porque a guerra não vai acabar
João Paiva
Março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
HUMILDADE
A tia Augusta foi uma senhora que eu conheci, na qualidade de cozinheira de um restaurante que se chamava Primavera, que eu frequentava com regularidade.
Senhora já antiga, muito surda e outro tanto de simpática, nascida no Alentejo, mais propriamente numa localidade bastante conhecida que se chama Porto Covo. Terra que imortalizou uma cantiga do famoso Rui Veloso, dizem os forasteiros, mas não foi.
Aquela pequena e simpática aldeia piscatória, banhada pelo Oceano Atlântico e que algumas vezes foi vítima das descargas poluentes voluntárias ou não de algum petroleiro, cujo comandante se descuidou. Porém hoje é conhecida turisticamente pelo mundo inteiro.
Tantas palavras para quê? Perguntam vocês: Apenas para relatar um pequeno e alegre acontecimento.
Eu estava no escritório, que fica na rua da frente para o restaurante, quando a tia Augusta me veio chamar para atender um telefone.
Saí apressado juntamente com a Tia Augusta, para atender o telefone. Já no caminho perguntei-lhe:
- Tia Augusta como se chama a pessoa que me ligou?
Resposta da Tia Augusta, com aquele ar simples e humilde.
Nã sei senhor, eu desligui o tilefone
João Paiva
Março de 2026
quinta-feira, 5 de março de 2026
quarta-feira, 4 de março de 2026
POESIA
DIA DA MULHER 2
Sei, o que é falar de amor Porque Quando há amor, não há dor
Quando muitos anos são passados Demonstra Sinal, que foram bem lembrados
Mas, falo e com muito carinho Porque Não há mágoas, nem espinhos
Mulheres e bem apaixonada
Em dia de muito, amor
E de paixões assolapadas
A esta vida de luz e calor
Acorrentados ao nosso amor, ficamos
Ao longo dos anos com paixão
Foi sempre com ternura que amamos
A mulher do nosso coração
João Paiva
Março 2026
ESCRITA NARRATIVA
DIA DA MULHER
Olhando para a mulher de hoje, tenho que lhe tirar o chapéu, mas quando se lhe tira o chapéu, nem sempre é pela positiva, só quero com isto dizer, que ela é completamente normal:
“E bela, e ainda mais bonita, quando a comparamos à suavidade de um veleiro. Tem o maior e mais sublime coração, mas maior, muito maior em noite escura e na claridade de um relâmpago”
Mulher, filha que há pouco nasceste e já no caminho de ser mãe, aí vais, e já agora como é que aqui chegaste? Brinquei como todas as crianças, nas brincadeiras mais humildes e alegres, e claro não podia deixar de ser, aos maridos pequeninos, há uma idade em que as meninas começam a querer imitar as suas mães. A preocupação da mulher só pode ser uma: melhor que a sua progenitora, e por vezes, conseguem isso com muito mais valor.
Já foste menina, agora és adolescente:
“ Em pequenos se aprende a chamar mãe, depois se aprende a gostar, de tudo nos dá com prazer e ás vezes sem nada para dar”
A terminares o Liceu ou o secundário, e que vais fazer agora? Começaste a estudar com vista à Universidade, mas quantas coisas mais te vão surgir, a começar pela tua mudança física. A habituação a esses trâmites tira-lhe por vezes, a vontade de viver a vida que lhe pertence. A obediência aos pais vai ser alterada, quantas zangas vão nascer porque, embora o amor filial seja reciproque, existe um filho com mais afeto à mãe ou vice-versa.
Aqui acontecem sempre os descuidos, e estes sempre encobertos, por um lado o pai, pelo outro a mãe e por aí adiante. O namoro é um caso pungente, com os sucessos e insucessos, altera bastante a relação entre pais e filhos, isto é tão verdade como a violência doméstica. No dia da mulher muito se grita contra esta situação, mas continuo a pensar que a emancipação total da mulher ainda não é de sua total responsabilidade.
“Foste na guerra uma guerreira, na paz uma lutadora, na doença uma enfermeira, no amor uma sonhadora”
De adolescente passas a mulher casada, aqui vais atingir o topo da carreira de mulher, esposa, mãe de filhos, trabalho profissional, educação dos filhos, trabalho doméstico, este é o maior pesadelo para a mulher, cansada da sua profissão, chega a casa cansada com os transportes, com o cuidar dos filhos e quantas vezes tem que repetir as refeições, porque há o almoço, logo a seguir o jantar, é toda uma preparação pegada. Apre “prrrr”, não tenho descanso. E quando procura o marido, depois de este a ter procurado, por uma ou duas vezes, agora este dorme e ela revolta-se , a culpa é do marido, porque antes de chegar a casa, já vai a pensar no sofá que que o espera em frente à televisão, porque ele ao chegar a casa, devia arregaçar as mangas e ir para a cozinha, ajudar a sua mulher.
“Vida é isto, ontem com amor, vida é isto hoje com dor, mas continua, ontem viçosa, mas continua, hoje amorosa”
Mãe já foste, agora és avó:
Agora os netos também já sabem procurar e agarrar as tuas saias, para se esconder nelas, das partidas que fizeram à mãe ou ao pai. O Ruizinho embora seja um menino franzino, não gosta de brincadeiras simples, prefere saltar o muro do quintal da vizinha, pois as laranjas são melhores das que estão em casa.
“São azedas, não prestam diz o Ruizinho arreliado, mas se as laranjas que estão na cozinha vieram do quintal da vizinha, diz a mãe incomodada. Se mais alguma vez saltares os muros para ires às laranjas, garanto-te que conto tudo ao teu pai”. O Ruizinho encolhe os ombros e nada diz. Sentado espera o pai e quando este entra em casa o Rui apressa-se a dizer-lhe, que foi ás laranjas da vizinha, mas esta conversa dá-se na presença da mãe e o pai pergunta-lhe quantas apanhaste? “oito diz o Rui”. A avó de boca aberta fica encantada com esta situação, tem um neto revolucionário, que sobe aos quintais das vizinhas. Não é nenhum” bebe” água. Quem me dera já ver-te homem, pensa a pacata avozinha.
“E vai pensando, ontem com ambições e vai pensando hoje em nossos corações, é bom chegar aqui, é bom estar aqui, é bom aqui sossegar. é bom aqui para sonhar”.
João Paiva
Março 2026
POESIA
HINO AO FUTURO DA VELA
ROSA NÁUTICA
A rosa já floriu
O barco vai navegar
Agora que já partiu
A bom porto há-de chegar
Navegando no escuro
Mas sempre a tentar
Encontar o porto seguro
Para em segurança aportar
Meu bem vai embarcar
Num barco sem motor
Persistindo encontrar
O seu verdadeiro valor
Para ti minha neta velejadora
João Paiva
Março 2026
HORIZONTES DO H
Sob o céu de Horta, jurei te amar,
com o azul dos Açores a nos abraçar.
Em Huambo, no brilho de um novo amanhecer,
descobri que a vida é contigo acontecer.
Por Heliópolis, sob a luz de um luar,
procurei teus olhos para me guiar.
Seja em Hanói ou no cais de Hamburgo,
é no teu abraço que o meu mundo mudo.
No verde do Horto, o beijo se faz,
no silêncio que traz a mais doce paz.
De H em H, o mundo, num abraço, pisamos,
Fica a história de amor que juntos traçamos.
Conceição Lavrador
03/março/2026




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