quarta-feira, 18 de março de 2026

GLADÍOLO OU PALMA DE SANTA RITA


 

CARDOS


 

PAMPILHO BRANCO - GLEBIÓNIS - MALMEQUER


 

FRÉSIA


 

HIBISCO


 

SIMPLY RED

 


PETÚNIA HIBRÍDA


 

LÍRIO ASIÁTICO


 

GÉRBERAS


 

AEONIUM EM FLORAÇÃO


 

MESCLA DE FLORES


 

ORQUIDEA


 

AMARINE BELADIVA


 

MENINAS VÃO PARA A ESCOLA


 

AMARÍLIS


 

ORQUIDEAS


 

terça-feira, 17 de março de 2026

FLORES

 CRESTED STAPELIA LEPIDA



FLORES

 PRIMAVERA A CHEGAR



TRABALHOS MANUAIS

 


POESIA

                   PESCADORES

            Descalços era assim

            Que embarcavam

            Com bom mar ou ruím

            E sorridentes pescavam


            Com bom mar

            Era um paraíso

            Para melhor pescar

            Só precisavam de juízo


            As redes tinham que descer

            E para o fundo do mar

            Agora é só pensar no querer

            Do peixe que há para apanhar


            O arrais homem crente

            Dá largas ao seu saber

            Que tem pela frente

            Gente que não pode sofrer


            Aos muros estão a chegar

            As mulheres já repararam

            As canoas estão a entregar

            Aqueles que muito amaram

POESIA

                NAVEGANDO


            Como é bom navegar

            Sem terra para ver

            Dá-nos a possibilidade de sonhar

            E todo o tempo para viver


            Agora vejo um pássaro

            Vem docemente na amurada pousar

            Com muita alegria reparo

            Naquilo que estou a avistar


            Olhando para a água

            Vejo outro pássaro a voar

            E digo com alguma mágoa

            Ainda não vi um pássaro a nadar


            Nada mais tenho que fazer

            Se não ver pássaros a cirandar

            Mas vou ficar contente de ver

            Muitos peixes a voar


            Em todos os sentidos os vejo a nadar

            E a ficar muito contente

            Por aquele fenómeno encontrar

            E vê-los voar persistentemente

João Paiva            

Março 2026            

MAFRA

HOMENÁGEM


 Homenagem à Infantaria Portuguesa, representando soldados de diferentes épocas da história de Portugal.

MAFRA

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO BARRO


 

NENÚFAR


 

FLORES

 GÉRBERA



FLORES

 GÉRBERA



FLORES

 HORTÊNSIA



segunda-feira, 16 de março de 2026

ESTEVA EM FLOR

 


AMARÍLIS

VERMELHO INTENSO


 

BUGANVÍLIA

CACHOS


 

ORQUIDEAS COR DE VINHO PROFUNDO

FLORES DO MEU JARDIM


 

TÃO MIMOSAS


VELUDO ROXO

 

BOUQUET


 

ASTROMÉLIA

 


REINO ANIMAL

 


TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA S

 

SANTARÉM

TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA S

 

SANTARÉM

TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA S

 

SÉ CATEDRAL DE SANTARÉM

TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA S

 

SÉ CATEDRAL DE SANTARÉM

TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA S

 

SÉ CATEDRAL DE SANTARÉM

domingo, 15 de março de 2026

MANDALA ARCO IRIS

 


ESCRITA NARRATIVA

CERTO DIA

AS VELHICES DE UM AVÔ (6)

Pela tardinha estava sentado em cima do cabeço de bombordo do buke de carga "Baldrico", onde era jovem tripulante, quando este se encontrava aportado numa doca de Lisboa, ali para os lados do Poço do Bispo, esperando pela maré , que nos levasse de regresso ao Montijo, agora carregados de farinhas para alimentação dos porcos.

Tarde soalheira e cujas águas do rio, espelhavam com o por do sol. Em cima daquele mesmo cabeço tinha jantado um belo petisco, que a minha mãe tinha cuidado de arranjar, quando ía para viagem, que era composto pelos saborosos torresmos do Ti Carlos Ramos, assim como um naco de chouriço da mesma procedência e algumas maçãs, mas as riscadinhas de Palmela, que os homens do mar tanto gostavam.

Estava fazendo horas para regressar aos meus "aposentos" junto á quilha bem mesmo á proa do barco, onde estendia a minha enxerga de palha de milho e me tapava com um cobertor de papa ás riscas vermelhas, amarelas e verdes. Bordado á nossa embarcação, encontrava-se um batelão carregado de arroz a granel, o mesmo deveria ter montes de gorgulho, dado a forma como estava estivado, sem respeitar qualquer regra de higiene e limpeza.

De repente chegou ao cais um casal, que eu conheci logo o homem pois tratava- -se de um tripulante do batelão.

- Salta diz ele para a rapariga.

- Não salto, tenho medo.

- Mas salta.

- Não salto

De imediato o homem salta para o porão do batelão, mesmo para o meio do arroz, onde se enterrou sem deixar rasto.

Eu e a rapariga gritámos e vieram em nosso socorro vários tripulantes que após a minha explicação, colocaram pranchas de madeira por cima do arroz e freneticamente procuraram o homem soterrado. Tendo encontrado a cabeça, com muita dificuldade lá o puseram de fora do arroz, ele ainda respirava, depois com a ajuda de uma ligeira grua o içaram e o colocaram no convéns da proa do barco, mas vivo.

Quanto á rapariga nunca mais a vi, possivelmente já tinha recebido o que lhe era devido.

João Paiva

Março de 2026

POESIA

                BARCO NAUFRAGADO


            Os pescadores a nado, tentaram à terra chegar

            Envoltos em tão mar bravio, já não o podiam vencer

            Muito menos à terra, bendita, podiam alcançar

            O que infelizmente veio a acontecer


            Da campanha só um agarrado ao barco ficou

            E por ele já nada se podia fazer

            Mas com muita força às tàbuas se agarrou

            Desde o longo amanhecer até ao triste anoitecer


            No estado em que a alma desespera

            Onde nada se podia fazer, assim ali permaneceu

            E o mar a bater-lhe e ele com o sentido à espera

            Em volto na tempestade, algo de felicidade aconteceu


            Destroçado ele e a embarcação

            A tempestade perfeita não o largava

            E com força bruta, agarrava a sua devoção

            Pescador de barba dura, pensando que à terra voltava


            Nevoeiro, chuva, mas mar calmo viu uma gaivota

            Com os olhos que já não acreditava viu Nossa Senhora

            De certeza que era para o levar de volta

            E com a maior alegria, pensou, chegou a minha hora


            O que veio a acontecer

            Gaivota, é a nossa Senhora que nunca o deixou

            Desde as desgraçadas manhãs até ao anoitecer

            Toda a esperança ao naufrago dedicou.

João Paiva            

Março de 2026            

POESIA

                RIO DE ABRAÇO AMIGO

            Fui até ao rio passear

            Há muito que não tinha esse prazer

            Para junto das margens fui respirar

            E os carangueijos voltar a ver


            O ar que muito bem respirei

            É como se voltasse a sonhar

            Com a selvagem de tantos cheiros

            É tão henriquecedor de novo voltar


            Voltar era o que eu já devia ter feito

            E voltar a ver a enchente da ria

            La vem ela tranquila e a jeito

            E ao vermo por perto sorria


            Sorrindo perguntava o que estava a fazer

            Estou a ver-te encher com ansiedade

            E vem depressa com o encher

            Para me banhar com tanta ansiedade


            Com saudade quero depressa chegar

            Para junto da Ponte dos Vapores

            Com toda a alegria quero lembrar

            Os suspiros dos passados amores

João Paiva            

Março de 2026            

ESCRITA NARRATIVA

JOÃO TORRESMO

Para os que não sabem, o seu pai João Pedro Iça, foi um valoroso militar que foi o primeiro montijense a morrer em combate na guerra de 1914/1918 e por isso o seu nome ficou perpetuado numa rua da nossa cidade.

Ao regressar de um dia de pesca, encontrou junto aos muros do rio, um grupo de jovens dos dezassete/dezoito anos, que nadavam junto as embarcações.

- Gritou dizendo que o Manel-Zé, vai a nadar rio acima, que se recusou a embarcar no catraio e proferindo palavras desagradáveis, a maré esta a vazar e ele não vai ter força para regressar, ainda bem que os encontro aqui, por isso vão buscá-lo.

- Está bem tio João, você já não precisa do catraio, vamos aproveitar a vazante da maré e rapidamente chegaremos junto dele.

- Então tomem os remos, que são mais levezinhos e vão-se embora apressadamente.

Assim vai o grupo rio acima em direção á Base Aérea, onde se dá a junção do nosso rio com o Mar da Palha, local perigoso, dado a junção das correntes.

O Manel-Zé está distante do grupo aí umas duas a três milhas, muito tiveram que remar para o encontrar, aqui já o grupo estava preocupado por não o ter encontrado, mas não podiam esquecer que o catraio era de madeira e por isso muito pesado e como tal não podiam imprimir mais velocidade, mas tinham de o encontrar rapidamente.

Começam a perder as forças por tanto remar e os pensamentos de aflição que vinham á memória de alguns não eram nada agradáveis. pois que foi naquele local onde se encontravam, que o tio Manel morreu, não se sabendo o que aconteceu ao pescador, mas o barco foi encontrado á deriva.

Todos querem chegar ao Manel-Zé, bom nadador, muito jovem e que não sabe que um grupo de amigos o procuram, já passou muito tempo e o grupo começa a desanimar, sabendo que a maré está em preia-mar,pensam que o podem procurar com mais tranquilidade porque nesta altura não remavam contra a maré.

Finalmente chegam à fala com o Manel-Ze, que tranquilamente boiava aproveitando a enchente que o ajudava a regressar aos muros.

Quando trocaram palavras de desagrado, sobretudo pela aflição que viveram .

- O Manel-Zé, responde deixem-me em paz, não veêm que eu estou a nadar de regresso.

João Paiva

Março de 2026

O TEJO COM OS SEUS BARCOS E SUAS AVES

 


O TEJO COM OS SEUS BARCOS E SUAS AVES

 


O TEJO COM OS SEUS BARCOS E SUAS AVES

 


O TEJO COM OS SEUS BARCOS E SUAS AVES

 


O TEJO COM OS SEUS BARCOS E SUAS AVES

 


LUZ DIVINA

 MOSTEIRO DA BATALHA