sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

TEXTURAS

 ACRÍLICO SOBRE TELA



MUSEU DA CARRIS

 


MUSEU DA CARRIS - LISBOA

O PICA DO 7 


QUINTA DA REGALEIRA - SINTRA


 DA AUTORIA DE LUIGI MANINI

VILA SASSETTI - SINTRA

 


DA AUTORIA DE LUIGI MANINI

PALÁCIO BIESTER - SINTRA

 

DA AUTORIA DE LUIGI MANINI

PALÁCIO DA BOLSA - PORTO

 

PÁTIO DAS NAÇÕES

MAIS UMA OBRA DE LUIGI MANINI

CEMITÉRIO DOS PRAZERES - LISBOA

 MAUSOLÉU DA FAMÍLIA 
CARVALHO MONTEIRO


CARVALHO MONTEIRO, MAIS CONHECIDO PELO"MONTEIRO DOS MILHÕES"
MANDOU CONSTRUIR A FAMOSA QUINTA DA REGALEIRA EM SINTRA COM A AJUDA DO PINTOR E CENÓGRAFO ITALIANO LUIGI MANINI, TAMBÉM AUTOR DESTA 
OBRA DE ARTE



MEIOS DE TRANSPORTE

 MUSEU DA CARRIS



PROSA



DATILOGRAFIA


AS VELHICES DE UM AVÔ (7)


DATILOGRAFIA, foi a disciplina que fui dar, numa escola que existiu na Praça da

Republica , quando jovem e já la vão sessenta e seis e anos, quando saía do meu

trabalho, como bancário e a título gracioso ía dar aulas para as alunas e alunos

que nos procuravam.

No fim de uma aula fiz-me acompanhar por uma aluna e acabei por levá-la a

casa, que ficava ali para os lados da Rua Direita. Era graciosa, muito bonita e

trajava lindamente um vestido de chita, muito bem folhiado, calçava meias

brancas e soquetes ligeiramente acastanhadas e com atacadores de cor.

O cabelo revolto atirado para traz, de cor preto, ficava-lhe muito bem e era

gabado por todos lá na escola, apesar deste tipo de cabelo ser penteado para os

lados ela apreciava pentea-lo á sua maneira.

A miuda tinha cá um jeito para escrever máquina, e com o som das teclas

construía uma melodia, que me atirava para as nuvens. Um dia pude acariciar as

suas lindas mãos, sedosas e finas. "Como me recordo destes tempos em que

jogava ténis de mesa, ía aos bailes da 1oDezembro, praticava hoquei em patins

na Banda Democrática e velejava e muito nas canoas do rio onde o meu pai

ganhava o seu pão como pescador e sei lá o mais que fazia" Conversávamos

coisas um pouco acima da nossa juventude e íamos ficando amigos.

Depois de algumas lições e no final da aula, fui com ela rua acima até chegarmos

a sua casa, que ficava num primeiro andar, mas cujas escadas eu nunca subi,

ficava sempre no vão, até que a sua mãe a chamava para cima. Nesse dia eu

tinha a obrigação de acender a luz de presença na agência bancária onde

trabalhava e naquela noite, não sei porquê a luz ficou apagada.

A minha mãe já andava desconfiada com o atrazo das horas quando chegava

acasa e não está com meias medidas, põe o chaile pelas costas e vai direitinha á

escola e repara que a luz está apagada o que constituia uma falta grave.

Em braza pergunta por mim na escola e de lá saíu com toda a informação, voltou

a casa pegou numa vassoura de cabo comprido e abalou em minha direção, para

fazer justiça.

Encontrava-me no vão da escada, muito sossegadinho, talvez aquecendo as

mãos da pequena, enquanto faziamos juras de amor e até já tinhamos combinado

o programa para irmos ao baile 5 no próximo sábado a noite na Primeiro de

Dezembro, a sociedade que relizava espetáculos e bailes na vila.

Repentinamente, zás uma vassourada a correr-me do pescoço aos pés, isto é

pelas costas a baixo. Grande salto eu dei acompanhado de um grito da mocinha.

A minha mãe ficou toda satisfeita por me ter apanhado com a vassoura e, assim

vim correndo direitinho a casa.


Depois de tudo o que se passou, no outro dia pelas dez horas, já estava no

Banco para trabalhar, só então reparei que a luz estava apagada.

MEIOS DE TRANSPORTE

 

MUSEU DA CARRIS



PUZZLE

 MATCHU PITCHU



FOTOGRAFIA

PÔR DO SOL



PINTADO PELA MÃO NATUREZA


UM CÉU DIFERENTE


 

RIBEIRA DE VALVERDE - ÉVORA

 A RIBEIRA GALGOU A PONTE



AZULINHA

A BICICLETA DO RUI 



 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

RIBEIRA DE VALVERDE - ÉVORA

 A RIBEIRA GALGOU A APONTE


MUSEU NACIONAL DOS COCHES


LITEIRA À FRANCESA


 

MUSEU NACIONAL DOS COCHES

COCHE REAL



 

RIVIERA MAIA - MÉXICO



IGUANA


 

B DE BEJA



PRETO E BRANCO


 

LISBOA

ANFÍBIO


 

B DE BEJA

ARTE PÚBLICA - BORDALO II



CEMITÉRIO DOS INGLESES - LISBOA

 


CONVENTO DOS CARDAES

TEMPEROS CONFECCIONADOS

PELAS RESIDENTES 

CONVENTO DOS CARDAES

 DOCES E TEMPEROS CONFECCIONADOS

PELAS RESIDENTES



CONVENTO DOS CARDAES

 DETALHE DO ALTAR



LISBOA


PADRÃO DOS DECOBRIMENTOS


 

ÁGUEDA


PRAÇA CENTRAL


 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

MUSEU MILITAR - LISBOA


1.ª GUERRA MUNDIAL 



GRUTAS DE SANTO ANTÓNIO

 



GIBRALTAR

 

ESTREITO



GIBRALTAR

 

DE VIGIA



ARTESANATO

 CESTINHOS DE PÃO



CARRASQUEIRA

 CAIS PALAFÍTICO ANTES DE SER PARCIALMENTE DESTRUÍDO PELA KRISTIN



CIRCUNSTÂNCIA

Uma cela

Cinco homens

Em seis dias apreçados

Cinco gestos algemados

Por recusarem a trela


Uma ponta de aço espesso

Corta p'ra Luz a saída

Mas cá dentro pulsa a Vida

Porque a Esperança não está morta


Uma janela 

com grades

Filtra ao sol a alegria

Rouba a beleza do dia

Mas a Razão mora nela


Uma mesa 

Ao chão pregada

Cinco beliches torcidos

Lembrando esquifes fendidos

Não nos tiram a Certeza


Uma sonora

pancada

Atravessando a parede

Vem aliviar a sede

do convívio lá de fora


Um tribunal

Arbitrário

Sem lugar para a defesa

Transforma o Homem em presa

Do poderio animal


Octávio Dias

Fevereiro 2026 

B DE BEJA

CALÇADA PORTUGUESA



 

MUSEU FERROVIÁRIO

ENTRONCAMENTO


 

MUSEU FERROVIÁRIO

1900


 

FALSO ESMALTE


TEXTURA


 

HAVANA

BUICK


 

HAVANA


CARRINHA


 

HAVANA

AUTOMÓVEL


 

HAVANA


ANOS 30


 

MEIOS DE TRANSPORTE


 

HAVANA - CUBA

OUTROS TEMPOS


 

CONVENTO DE CRISTO - TOMAR

REFEITÓRIO DOS MONGES


 

MEIOS DE TRANSPORTE

 



ESCRITA NARRATIVA

COMBOIO


O comboio partiu ainda com a madrugada colada às janelas. Havia um silêncio espesso no cais, como se todos os destinos estivessem a prender a respiração. Sentei-me junto à janela, levando comigo apenas uma mala pequena e um cansaço antigo que não passava pela alfândega. À medida que o comboio avançava, os países iam-se dissolvendo como pensamentos mal acabados. Campos verdes, rios imóveis, estações com nomes difíceis de pronunciar — tudo passava com a mesma delicadeza com que se folheia um livro já lido. No reflexo do vidro, via o meu rosto misturado com a paisagem: eu também estava em trânsito, entre o que tinha sido e aquilo que ainda não sabia nomear. Havia pessoas que dormiam, outras liam, algumas olhavam o nada com devoção. Um homem de cabelos brancos desenhava mapas imaginários num caderno. Uma rapariga falava baixo ao telefone, como se confessasse um segredo ao próprio comboio. Ninguém perguntava a ninguém de onde vinha. Talvez porque todos ali estivessem a  ugir de algo — ou a aproximar-se. Quando atravessámos a fronteira invisível da Holanda, a luz mudou. Tornou-se mais clara, quase líquida. Os campos pareciam pintados com paciência e os canais surgiam como frases bem pontuadas. Senti que Amesterdão não seria apenas um lugar, mas um estado de espírito: um espaço onde o tempo anda de bicicleta e a solidão aprende a conviver com a beleza. Ao chegar, o comboio parou com um suspiro metálico. Desci devagar, como quem não quer acordar de um sonho. A cidade esperava-me sem pressa, com as suas pontes curvas e janelas abertas para dentro da vida dos outros. Percebi então que a verdadeira viagem não tinha sido até Amesterdão, mas até esse lugar raro onde finalmente me sentia em movimento outra vez. E, pela primeira vez em muito tempo, isso bastava.


Conceição Parreira

 Fevereiro 2026

MONTIJO

ZONA RIBEIRINHA


 

POESIA

                    PARA TI (Que não te conheço)


            Como é belo o teu cabelo

            Mesmo pertinho do teu olhar

            Não há na terra paralelo

            Na hora de contigo sonhar


            Logo que vejo os teus olhos

            Tenho que os meus fechar

            A idade já não perdoa

            Mas o cupido tenta entrar


            Para a alma despertar

            Ati tenho algo a dizer

            Por muito de ti gostar

            Não quero verte sofrer


            Outubro é um mês quente

            Cheio de amor e emoção

            A um desconhecido carente

            Se abre sempre um coração


            Meus olhos estão a ver

            E o teu olhar já sorria

            Não o posso esquecer

            Teu rosto já me alumia


            Estou aqui para te ver

            Estou aqui para te olhar

            Aqui para não te esquecer

            Aqui para contigo sonhar


            Dia para mim importante

            E que não posso esquecer

            Deito fora o que não presta

            Fica o resto para te oferecer

João Paiva-Fevereiro 2026            

FOTOGRAFIA

 MONTIJO



NATUREZA

 COGUMELOS



ESCRITA NARRATIVA

 

“A Folha de Papel em Branco”

Há quem tema a escuridão, quem se assuste com alturas e quem desconfie de palhaços. Mas poucos assumem o pavor mais silencioso e mais democrático de todos: a folha de papel em branco. Sim, ela mesma — aquela superfície aparentemente inocente que, segundo fontes altamente confiáveis (o meu próprio bloco de notas), já provocou mais suores frios do que provas de matemática.  Às 9h02 da manhã, hora oficial da coragem criativa, uma folha A4 impecavelmente branca foi avistada em cima de uma mesa, exibindo a sua habitual expressão vazia. Interpelada pela reportagem, manteve-se em silêncio, postura que especialistas interpretam como pressão  psicológica sobre o escritor. O escritor — que, por questões de privacidade, identificaremos apenas como “Eu Mesmo” —aproximou-se munido de uma caneta preta, na esperança de iniciar o ritual sagrado da escrita. “Hoje vai”, afirmou, com uma convicção que durou exatamente três segundos, tempo suficiente para lembrar que não fazia ideia do que escrever. A folha, impassível, observava. Testemunhas relatam que o primeiro ataque de pânico criativo aconteceu quando “Eu Mesmo” pousou a caneta e a retirou logo depois, sem deixar sequer um rabisco. O incidente foi registado como “tentativa frustrada de começar pela introdução”. Peritos em criatividade alertam que a folha em branco é astuta. Finge disponibilidade, mas apresenta uma ameaça psicológica complexa. “Ela força-nos a olhar de frente para o nada”, explica a professora de Literatura, Dra. Metáfora de Sousa, “e depois pergunta: e então, o que tens para mim?”. A situação só começou a melhorar quando o escritor abandonou a estratégia da inspiração súbita e optou pela abordagem “vamos escrever qualquer coisa antes que o café arrefeça”. O primeiro parágrafo surgiu às 9h47, seguido de um suspiro de alívio e de uma sensação de vitória proporcional a ter conseguido estacionar à primeira. No final, a folha já não estava branca. Estava povoada de palavras, frases e duas rasuras — marcas de batalha, símbolos de resistência e testemunho de que, às vezes, escrever é metade luta, metade comédia involuntária. A folha em branco não deu declarações finais, mas ficou comprovado: por mais intimidante que pareça, ela perde sempre para o escritor que ousa começar... mesmo que seja a escrever uma crónica sobre ela própria. E assim se fecha mais um caso no departamento de Crimes Criativos e Outros Desabafos Jornalísticos.


                                                                                                                    Conceição Parreira

                                                                                                                     Fevereiro 2026

QUINTA PÁTIO D'ÁGUA - MONTIJO

 ERMIDA DE SANTO ANTÓNIO