SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
quinta-feira, 26 de março de 2026
CIDADE DO MONTIJO ANTIGA ALDEIA GALEGA
quarta-feira, 25 de março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
DA ALDEIA GALEGA
AO MONTIJO DE AGORA
Tenho pena de não ter nascido aldeano, como o meu pai e a minha mãe ,assim como os meus avós, mas dá-me o sentido para escrever o que se segue:
De uma aldeia ribeirinha, bem plantada à beira rio, onde por graça dos seus habitantes, que acolheram sempre com boa harmonia todos aqueles que a estas paragens chegaram.
Para aqueles que vinham pela maré tinham o braço do rio Tejo que os traziam até aqui, depois os que vinham pelos campos, por caminhos naturais e que aqui chegaram.
O nosso rio sempre desempenhou uma tarefa muito importante e as nossas gentes começaram por arranjar forma de outras populações aqui chegarem e por isso o caminho terrestre, mais importante é aquele a que hoje damos o nome de estrada real,que se estendia para o Alentejo.
As histórias que se contam e que dão como certa é a montagem de uma estalagem por uma senhora oriunda da Galiza. Foi da maior importância, que em redor de tal unidade, se criou um polo de desenvolvimento de primeira importância para todos aqueles que por aqui passavam e por aqui foram ficando. Com estes acontecimentos e os que se avizinham, teve como consequência o desenvolvimento das pescas, da agricultura e consequentemente o comércio e não esquecendo o transporte marímo.
Os tempos iam passando e a glória deste lugar foi muito importante, não nos podemos esquecer que foram todos aqueles que para aqui vinham, criaram os seus utensílios agrícolas para melhor engrandecimento da agricultura e de igual modo criaram os apetrechos marítimos para assim melhorarem as suas condições de vida.
O desenvolvimento foi pungente e a pouco e pouco, fomos abocanhando tudo quanto eram ofícios de referência, que se tornaram muito úteis em todo o nosso aglomerado e arredores.
Pelo nosso rio foi-se desenvolvendo as pescas, que chegou a ser um forte porto piscatório, onde a abundância de peixe era notícia e tiveram fama os pescadores aldegalenses, que chegaram a ser apontados como os melhores na bacia do Tejo .Com o aparecimento das faluas e fragatas, passamos a ser um dos principais abastecedores da nossa Capital, para onde transportávamos toneladas de alimentos, com predominância os produtos porcinos, agrícolas e os nossos vinhos, que na altura começaram a ser famosos, pelo nome que deram à nossa região e que durou por bastante tempo.
Com este desenvolvimento, começamos a transportar diretamente para os grandes navios, que estavam ancorados no Mar da Palha, sobretudo uma das nossas maiores riquezas ou sejam as cortiças.
Com referência à agricultura, aqui se montaram grandes pocilgas, que deram origem às fábricas de produtos porcinos e por esta via fomos grandes fornecedores dos respetivos produtos, sobretudo para Lisboa, pois que o Rei D.João II, decretou para que a nossa carne de porco, tivesse o privilégio de ali ser consumida.
O nosso rio e os nossos campos deram vida a uma das maiores industrias do país e a maior da nossa região, isto é a cortiça, por isso obrigava a um corrupio de trabalhadores, ou sejam os sejam operários fabris, para darem conta dos trabalhos existentes. Os manufaturados da cortiça correram mundo, pois que chegaram a ser um dos produtos mais procurados a nível mundial.
Aldeia Galega, perante estes fenómenos, começa a ficar triste e outro nome tem que ser descoberto, para adquirir um sabor mais moderno, não nos podemos esquecer que por aqui ficou conhecido o Correio Mor, trabalho específico que muito ajudou a levar o nome da aldeia por esse país fora.
Ainda no campo da artes, tivemos atores famosos, no cinema, no canto, na tauromaquia, no teatro e a constituição de bandas musicais, que ainda hoje persistem.
Com grandes homens e galhardia, abraçaram e deram vida ao Montijo e que grande Montijo aqui temos. Para prosseguir e amparar este desenvolvimento, chegaram ao Montijo os barcos a vapor, que na companhia das grandes fragatas e das muitas canoas da pesca, inundaram o Tejo de alegria e trabalho.
João Paiva
Março de 2026
POESIA
ARRELIA
Hoje com a Poesia me zanguei
Não sei se estava aborrecido
Mas bem pior fiquei
E nada fiz para ficar esclarecido
A folha A4 amarrotei
E para ela fiquei a olhar
Não sei o que agora farei
Nem para aí estou voltado a pensar
Váis para o lixo
Para onde outras têm ido
Não sei se estou a pensar fixo
Ou se ainda continuo aborrecido
Agora é a caneta que não quer escrever
Tão amiga que tem sido para mim
Chegou a hora e recusa em me obedecer
E diz, para aprenderes tem que ser assim
Papel, caneta e mão
Querem voltar a estar bem comigo
Porque fazem parte do mesmo coração
E que, sem eles eu nada consigo
João Paiva
Março de 2026
terça-feira, 24 de março de 2026
segunda-feira, 23 de março de 2026
POESIA
APAGÃO
Isto é verdade
Porque hoje me lembrei
Da quanta saudade
Eu tenho quando na escuridão chorei
É uma saudade esquisita
Porque à luz do candeeiro
Fazer trabalhos de escrita
Nem com a sovela do sapateiro
Hoje é noite e de luar
Mas não tenho luz em casa
Como é que eu vou a casa arrumar
Não te amofines, que isso já passa
Mas não passou
E eu feliz por estar as escuras
Bastante da minha avó me lembrou
Com uma agulha e dedal fazer tantas costuras
Não faz mal João
Olha para o escuro e o que encontras
Somente escuridão
Menos no teu coração
Vai dormir, tenho saudades do candeio
O meu pai ganhava a vida no rio
Á luz de um candeeiro
Houvesse chuva calor ou frio
Mas já é tarde e más horas
A minha mãe gritava pelo candeeiro
Estando já ela fora de portas
A espera do padeiro
A minha avó gritava
Oh Francisco levanta-te
A mula já berrava
Adivinhando o vento de levante
Mas lá em casa já muito havia a fazer
E um dorminhoco, a sonhar com ela
Que tinha uma redação para escrever
Nem que fosse á luz da vela
Sou feliz mesmo sem luz
Agora já há eletricidade
O que na realidade me conduz
Para o campo da realidade
João Paiva
Março de 2026






