SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
sábado, 6 de junho de 2026
sexta-feira, 5 de junho de 2026
ESCRITA NARRATIVA
ORMUZ
Naquele tempo também pertenceu ás cores de Portugal, Ormuz assim se chama o território que hoje domina a crise petrolífera no mundo inteiro.
Não nos veio parar á mão por qualquer troca de favores, mas sim conquistada por valentes portugueses, cuja extirpe correu mundo.
Nesse tempo não havia petróleo, mas sim especiarias, tão cara como ouro, para a época. Afonso de Albuquerque, também chamou pela mãe para conquistar aquelas terras.
Quem sou eu para falar de história, mas houve outros portugueses, não de armas
da mão, mas sim de penas sabe-se lá de que pássaros, que escreveram a epopeia portuguesa, por toda a Ásia e não só, esses portugueses têm o nome de Fernão Lopes e Gaspar Correia.
Agora que se volta a falar da ida do homem á lua, por garbosos cosmonautas, traz-me á memória a nossa História, porque os nossos navegadores, também conheceram as partes mais escondidas do mundo, tão ricos em conhecimento, que levaram os povos de todo o mundo ao reconhecimento do nosso império. Ormuz ou seja, Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz, petróleo, Tranpe, Irão, não chegam para enriquecer o valor histórico dos nossos compatriotas, que deram mundos ao mundo.
Agora nem petróleo temos, mas existe onde nós lá existimos, tendo as nossas caravelas com as suas velas latinas ou de carangueija, que por lá ficaram algumas no fundo, mas que servem para dizer que estivemos lá quando do princípio de todo o poder do mundo. Hoje através dos grandes petroleiros, porta aviões e agora mais recentemente de drones e mísseis. Não podemos esquecer a fortaleza de Ormuz, como pequena cidade marítima, pequeno reino de Portugal era uma praça forte á entrada do Golfo Pérsico, onde o forte é bem visivel.
Foram os portugueses que por lá fizeram e ensinaram muito da nossa fé e dos nossos princípios, sob o comando de Afonso de Albuquerque. Também fomos nós que por lá instalamos e pela primeira vez, que se saiba de uma portagem e julgo que bem paga, a peso de ouro, por toda e qualquer caravela que por ali passasse.
Onde é que eu já ouvi isto nos tempos modernos.
Os homens estão a ir a vir da lua, descobrindo novos territórios, mas estão com azar, ainda não descobriram o seu Camões.
João Paiva
Junho de 2026
ESCRITA NARRATIVA
NÃO VAIS PRO MAR - 1
Dizia a minha mãe lavada em lágrimas.
Tinha eu para aí uns onze ou doze anos, quando embarquei na fragata do senhor Baldrico, cujo arrais era o meu ti Zé. (ou seja o macaco que vai ao leme), eram assim designados os arrais das embarcações. Fui como moço de convés, ou seja pau para a toda a obra e tinha como privilégio, comer à proa da fragata, tendo como companheiro o cão de bordo.
A primeira viagem foi a Alhandra carregar coconote, umas sementes africanas que eram preparadas para a alimentação dos porcos, estes animaizinhos davam de comer a milhares de montijenses, e não só.
Como eram e são bem conhecidos os enchidos, toucinhos, banhas, torresmos e sobretudo as carnes frescas.
Assim partimos do Montijo, do velho cais, que saudades, com mantimentos para dois ou três dias de viagem, onde não faltavam os torresmos do tio Carlos, o pão do tio Aníbal e ainda o bacalhau da Associação dos pescadores, aproveitando a maré a vazar, fomos fundear junto á Base Aérea, esperando pela maré do dia seguinte, que nos ajudava a prosseguir viagem até á moagem que ficava junto ao cais de Alhandra.
Quando navegávamos em pleno Mar da Palha, depois de sairmos do ancoradouro da Base Aérea, fomos surpreendidos por um valente temporal, que obrigou o meu tio a navegar para a Doca de Xabregas e com mar bastante alteroso, teve dificuldades em abordar a fragata ao cais.
Muita gente da borda de água se aglomerou para ver as dificuldades que se desenrolaram para a atracar.
Uma voz veio de terra bem segura:
-Atirem-me essa criança para terra, seus… não digo.
Ainda a Ponte de Vila Franca não tinha sido inaugurada.
João Paiva
Junho 2026
ESCRITA NARRATIVA
NÃO VAIS PRO MAR - 2
Esta viagem foi acompanhada por mau tempo, o que originou que uma viagem destas levasse dois ou três dias, levou seis ou sete a concretizar.
Após a fragata carregada e com melhoria do tempo, largamos as amarras e viemos rio abaixo até Cacilhas, porém, o mau tempo ainda não tinha terminado de todo, o que originou bastantes cuidados na travessia do Mar da Palha, onde a fragata carregada até as cintas, o mar galgava e varria os encerados, previamente colocados e bem amarrados.
O meu tio estava contente por ter apanhado este tempo que para ele era bom, o barco bordejava bastante bem. Só se esqueceu de mim, que me encontrava todo enrodilhado nas mantas que se encontravam sob o convés da proa e com um medo do tamanho do barco.
-Estás mareado? Perguntou o meu tio.
-Não, respondi, que resposta eu poderia dar.
A fragata navegava muito bem com vento forte, de modo que ainda nesse dia com toda a pressa imprimida pelo meu tio, ainda se conseguiu terminar a carga em falta na moagem de Cacilhas, para que pudéssemos regressar ao Montijo pela noite dentro, tal não aconteceu.
A saída do Doca de Cacilhas, com a maré já a vazar, faltou a água para o barco navegar e este encalhou. Agora estamos no meio do lodo sem forma de voltar ao cais e o mais importante, era como o meu tio tinha pensado chegar a casa nessa noite não se preocupou com o jantar da tripulação.
Então ficou bravo, um homem do mar arreliado é pior que, sei lá o quê
-Oh João o tio vai fazer umas papas com esta farinha que aqui está e tu comes?
-Como pois eu estou é com fome. O meu tio saca da navalha corta uma ou duas sacas, retira a farinha suficiente, água bastante quente, farinha para dentro da panela até ferver e depois de arrefecida foi um regalo para uns e para outros não só comeram, como muito refilaram. Desta forma se ceou em cima do lodo em pleno mar da palha, agora com a maré vazia e aí fomos dormir.
Já estamos a navegar para casa, hoje o mar está calmo e a corrente é boa, pois a maré está a encher o meu tio já está mais alegre em relação ao que se passou na noite anterior, mesmo a navegar é muito trabalho para tão pouca gente.
Neste tempo havia muitos bodos ou corvineiros, é aquele bicharoco que agora se chama a toda essa espécie de golfinhos.
Eu tive a oportunidade de os ver tão perto, que para mim foi um regalo, mar calmo, fragata muito carregada, quase que o mar galgava para dentro e alegria para a criança que era eu.
A viagem demorou muitos dias e a minha mãe não me deixou embarcar mais, porque durante este tempo esteve muito preocupada comigo. Assim deixei a fragata do Baldrico e fui com o meu pai para a pesca, para a campanha do tio Manel Marujo.
A assim como assim, continuei a navegar pelo Mar da Palha local que muito admiro.
Com o tempo fui despedido do mar e por outros caminhos “naveguei”.
João Paiva
Junho 2026
POESIA
OCEANO
Como é que nasceste
Como é que apareces
Como é que cresceste
Como é que desapareces
E que dizer da tua imensidão
Ali está e a perder de vista
Mesmo assim nos dás a mão
E que a tua vontade persista
Bates no gelo e este se derrete
E se desfaz e de muitos amores
És como um jovem bem carente
Que por amor sofre tantas dores
Foste cúmplice da pirataria
Que praticou em teu ventre
Não foi mais que a selvajaria
Da mais terrível e pungente
Nas noites escuras como o breu
Em que eu já não consigo sonhar
Pois não sendo eu bem um ateu
Mas por favor deixa-me navegar
João Paiva
Junho 2026
quarta-feira, 3 de junho de 2026
POESIA
DIA DA CRIANÇA
Hoje é dia lindo da criança
Eu as acompanhe por aqui
Vai toda a minha esperança
Prova de que não as esqueci
Os tempos vão difíceis, de ser
Mas que interessa isso agora
Porque sempre as vejo crescer
Andarem por esse mundo fora
Nunca deixei de as ter, vocês
As acompanho com devoção
Sempre as enchi de louvores
Como manda o meu coração
Não posso ver uma criança triste
Quero sentir o que lhe vai na alma
E carregar o peso que me assiste
E viver em paz e na sagrada calma
Quando num dia de guerra, tive que fugir
Com muitas crianças protegidas por mim
E sem saber o que fazer e para onde ir
Malditas armas que dispararam…sem fim.
João Paiva
Junho de 2026
A.jpg)
A.jpg)
.jpg)
VV.jpg)
.jpg)
A.jpg)
.jpg)
.jpg)
A.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

A.jpg)
A.jpg)
A.jpg)
A.jpg)
A.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
A.jpg)
.jpg)
A.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)




.jpg)



