SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
domingo, 12 de abril de 2026
sábado, 11 de abril de 2026
ESCRITA NARRATIVA
CICLONE
AS VELHICES DE UM AVÔ (10)
A casa da minha avó era num anexo à adega, cujo adegueiro era o meu avô, onde os meus tios também viviam, nesta altura tinha poucos meses de vida, a alcofa que me servia de berço ficou a boiar, quando um ciclone se abateu na nossa região e foi a muito custo que a minha avó Sofia me agarrou e levou-me para o sótão. Aí se aconchegaram muitas pessoas, a minha mãe não conseguia chegar até mim, devido a altura da maré, só o conseguindo quando a maré começou a baixar e só assim se conseguiu a reunião.
Nesta casa a que chamávamos a casa da avó, era a mais conhecida, porque havia sempre alguém para nos albergar, por isso era o nosso porto de abrigo. Ou porque tínhamos os calções molhados ou porque rasgámos a camisola, quando ao subirmos o valado da Tia Almerinda para irmos às laranjas, quando do nosso quintal também havia laranjas, então, as da vizinha eram as mais doces e vai daí, nestas ocasiões havia sempre uma agulha e um dedal prontos a trabalhar.
Era um prazer para os netos quando vínhamos da escola à hora do almoço, o primeiro a chegar a casa tinha direito ao ovo que encontrasse na capoeira, acabadinho de sair do cú da galinha e que a avó corria a fritá-lo estrelado, no entanto era bom que houvesse mais ovos, porque doutra forma havia briga.
Conheci bem cedo o valor da solidariedade muito vincada neste bairro dos pescadores, afinal o nosso bairro e depois havia a familiaridade, entre todos nós, porque se não éramos irmãos ou filhos, éramos com certeza primos e sim éramos primos uns dos outros e por aí fora. Dávamos pulos de contentes, descalços e mal enjorcados, mas felizes naquelas horas, porque a felicidade que sentíamos, brilhava em nossos olhos e aqueciam os nosso pés descalços, naquelas tardes de Inverno.
O primeiro ciclone da minha vida terminou, com o fim e início dos restantes ciclones, que iriam passar ao longo da minha vida.
João Paiva
Abril de 2026
POESIA
JANTAR
Em noite de lua nova
Fui convidado para jantar
E de forma fui mal servido
Que nem queria acreditar
Acreditar eu queria, bom
Se houvesse comida boa
E estranhei, só havia som
Isso, aos donos se perdoa
Perdoa a quem por bem veio
Ao malfadado, jantar infernal
Não queiram, qualquer meio
Para aos patrões fazer mal
Mal não é preciso fazer
Estamos aqui por bem
Só queremos é comer
E beber uma pinga também
Depois de já muito comer
Fartura foi o que não faltou
Estou aqui prestes a adormecer
E por fim niguém mais ralhou
João Paiva
Abril de 2026
sexta-feira, 10 de abril de 2026
"J" DE JOÃO
Junto ao tempo, o nome se faz,
onde a força encontra a paz.
Ancorado em luz e oração,
olhando o mundo com o coração.
Agraciado no seu caminhar,
um nome curto, mas pronto a brilhar.
É a marca de quem sabe
ser gracioso no dom de ser feliz.
Conceição Lavrador
Abril de 2026
"J" DE JOAQUINA
No nome guardas o tempo,
Um eco de antigamente,
Mas trazes no passo o vento
De quem vive o presente.
São sete letras de história,
Com “J”de força e de brio,
Gravas na nossa memória
O correr de um grande rio.
Joaquina, que o destino
Te seja leve e fagueiro,
Como um canto cristalino
Que ilumina o dia inteiro.
Que a tua graça perdure,
Nesse nome com raiz,
Para que a vida te cure
E te faça sempre feliz.
Conceição Lavrador
Abril de 2026
quinta-feira, 9 de abril de 2026
O SONO DA PEDRA DO JARMELO
Erguido no dorso de um monte granítico,
Onde o vento fustiga a memória da pedra,
O Jarmelo dorme um sonho fatídico,
Enquanto o tempo, em silêncio, se desterra.
Houve um rei que, de dor e de fúria cego,
Mandou arrasar e salgar a terra e o destino,
Pelo sangue de Inês, vertido no sossego,
Vingou-se o Pedro no povoado franzino.
Hoje, o ferro ergue-se, negro e austero,
Em figuras que contam a tragédia antiga,
E o que foi castro, vila e império,
É agora uma ruína que o sol abriga.
Mas entre os muros de S. Pedro e S. Miguel,
Ainda pulsa a alma de uma raça forte,
No Jarmelo escreve o seu papel,
Vencendo o esquecimento e a própria sorte.
Conceição Lavrador
Abril de 2026
quarta-feira, 8 de abril de 2026
ESCRITA NARRATIVA
JERUSALÉM
É concerteza uma das cidades mais famosas em todo o mundo, pelos melhores e piores acontecimentos, como é o caso presente.
O planalto onde se situa esta cidade, entre o mar mediterrâneo e o mar morto fica nas montanhas da Judeia. É uma cidade dividida e sem paz, precisamente o contrário, de quando foi construída e crescendo, tendo como horizonte a pacificação da Judá, é hoje uma zona de guerra que está inserida numa tremenda guerra e que para a paz da região ainda muito vai faltar á vontade dos homens.
Território que é disputado há décadas pelos israelenses e palestinos.
A religião também tem aqui a sua quota parte da estabilização por parte do judaísmo e do islamismo, a situação é difícil porque os palestinos reivindicam como sua capital, estando este território ocupado por Israel, que a ocupa desde a guerra a árabe-israel.
Jerusalém não é reconhecida como capital, pelo mundo inteiro, mas vai aparecendo notícias de reconhecimento, como fez a República Tcheca.
Apesar de muitas discussões ainda não se chegou á certeza quanto ao seu nome, mas provavelmente será a junção se Yerucha, que quer dizer legado e Sholom, que quer dizer paz.
Esta cidade foi citada pela primeira vez na Bíblia em documentos muito antigos, pelos egipcios e que já anunciavam a sua valorização na região.
Segundo a Bíblia, foi no reinado do filho do rei Davi, Salomão que a cidade prosperou e se tornou símbolo da unidade.
Muitos povos assombraram Jerusalem, como Persas, Gregos, Assírios. Com a invasão Babilónica, foi destruído o seu primeiro templo, tendo vindo a ser reconstruído, a quando do domínio Persa.
A parte mais negra como diz Flávio, a cidade foi queimada e reduzida a cinza, esta situação marcou o momento decisivo da história do povo judeu.
Jerusalem foi reconhecida pelos Estados Unidos da América, como capital de Israel.
João Paiva
Abril de 2026
.jpg)

