sexta-feira, 5 de junho de 2026

HOJE É DIA DE FESTA

FELIZ ANIVERSÁRIO


 

PRIMAVERA EM FLOR


ORQUÍDEAS BORDEAUX


 

ESCRITA NARRATIVA

  NÃO VAIS PRO MAR - 1


Dizia a minha mãe lavada em lágrimas.

Tinha eu para aí uns onze ou doze anos, quando embarquei na fragata do senhor Baldrico, cujo arrais era o meu ti Zé. (ou seja o macaco que vai ao leme), eram assim designados os arrais das embarcações. Fui como moço de convés, ou seja pau para a toda a obra e tinha como privilégio, comer à proa da fragata, tendo como companheiro o cão de bordo.

A primeira viagem foi a Alhandra carregar coconote, umas sementes africanas que eram preparadas para a alimentação dos porcos, estes animaizinhos davam de comer a milhares de montijenses, e não só.

Como eram e são bem conhecidos os enchidos, toucinhos, banhas, torresmos e sobretudo as carnes frescas.

Assim partimos do Montijo, do velho cais, que saudades, com mantimentos para dois ou três dias de viagem, onde não faltavam os torresmos do tio Carlos, o pão do tio Aníbal e ainda o bacalhau da Associação dos pescadores, aproveitando a maré a vazar, fomos fundear junto á Base Aérea, esperando pela maré do dia seguinte, que nos ajudava a prosseguir viagem até á moagem que ficava junto ao cais de Alhandra.

Quando navegávamos em pleno Mar da Palha, depois de sairmos do ancoradouro da Base Aérea, fomos surpreendidos por um valente temporal, que obrigou o meu tio a navegar para a Doca de Xabregas e com mar bastante alteroso, teve dificuldades em abordar a fragata ao cais.

Muita gente da borda de água se aglomerou para ver as dificuldades que se desenrolaram para a atracar.

Uma voz veio de terra bem segura:

-Atirem-me essa criança para terra, seus… não digo.

Ainda a Ponte de Vila Franca não tinha sido inaugurada.


João Paiva

Junho 2026

ESCRITA NARRATIVA


NÃO VAIS PRO MAR - 2


Esta viagem foi acompanhada por mau tempo, o que originou que uma viagem destas levasse dois ou três dias, levou seis ou sete a  concretizar.

Após a fragata carregada e com melhoria do tempo, largamos as amarras e viemos rio abaixo até Cacilhas, porém, o mau tempo ainda não tinha terminado de todo, o que originou bastantes cuidados na travessia do Mar da Palha, onde a fragata carregada até as cintas, o mar galgava e varria os encerados, previamente colocados e bem amarrados.

O meu tio estava contente por ter apanhado este tempo que para ele era bom, o barco bordejava bastante bem. Só se esqueceu de mim, que me encontrava todo enrodilhado nas mantas que se encontravam sob o convés da proa e com um medo do tamanho do barco.

-Estás mareado? Perguntou o meu tio.

-Não, respondi, que resposta eu poderia dar.

A fragata navegava muito bem com vento forte, de modo que ainda nesse dia com toda a pressa imprimida pelo meu tio, ainda se conseguiu terminar a carga em falta na moagem de Cacilhas, para que pudéssemos regressar ao Montijo pela noite dentro, tal não aconteceu.

A saída do Doca de Cacilhas, com a maré já a vazar, faltou a água para o barco navegar e este encalhou. Agora estamos no meio do lodo sem forma de voltar ao cais e o mais importante, era como o meu tio tinha pensado chegar a casa nessa noite não se preocupou com o jantar da tripulação.

Então ficou bravo, um homem do mar arreliado é pior que, sei lá o quê

-Oh João o tio vai fazer umas papas com esta farinha que aqui está e tu comes?

-Como pois eu estou é com fome. O meu tio saca da navalha corta uma ou duas sacas, retira a farinha suficiente, água bastante quente, farinha para dentro da panela até ferver e depois de arrefecida foi um regalo para uns e para outros não só comeram, como muito refilaram. Desta forma se ceou em cima do lodo em pleno mar da palha, agora com a maré vazia e aí fomos dormir.

Já estamos a navegar para casa, hoje o mar está calmo e a corrente é boa, pois a maré está a encher o meu tio já está mais alegre em relação ao que se passou na noite anterior, mesmo a navegar é muito trabalho para tão pouca gente.

Neste tempo havia muitos bodos ou corvineiros, é aquele bicharoco que agora se chama a toda essa espécie de golfinhos.

Eu tive a oportunidade de os ver tão perto, que para mim foi um regalo, mar calmo, fragata muito carregada, quase que o mar galgava para dentro e alegria para a criança que era eu.

A viagem demorou muitos dias e a minha mãe não me deixou embarcar mais, porque durante este tempo esteve muito preocupada comigo. Assim deixei a fragata do Baldrico e fui com o meu pai para a pesca, para a campanha do tio Manel Marujo.

A assim como assim, continuei a navegar pelo Mar da Palha local que muito admiro.

Com o tempo fui despedido do mar e por outros caminhos “naveguei”.


João Paiva

Junho 2026


POESIA

 OCEANO


                      Como é que nasceste

                    Como é que apareces

                    Como é que cresceste

                    Como é que desapareces


                    E que dizer da tua imensidão

                    Ali está e a perder de vista

                    Mesmo assim nos dás a mão

                    E que a tua vontade persista


                    Bates no gelo e este se derrete

                    E se desfaz e de muitos amores

                    És como um jovem bem carente

                    Que por amor sofre tantas dores


                    Foste cúmplice da pirataria

                    Que praticou em teu ventre

                    Não foi mais que a selvajaria

                    Da mais terrível e pungente


                    Nas noites escuras como o breu

                    Em que eu já não consigo sonhar

                    Pois não sendo eu bem um ateu

                    Mas por favor deixa-me navegar


João Paiva

Junho 2026

quarta-feira, 3 de junho de 2026

MARIA DE FÁTIMA PRATES


SOU GENTE DO BLOG

 

MARIA DE FÁTIMA PRATES


SOU GENTE DO BLOG

 

GIL DE MENDIA

SOU GENTE DO BLOG


 

GIL DE MENDIA


SOU GENTE DO BLOG

 

POESIA

            DIA DA CRIANÇA



            Hoje é  dia lindo da criança

            Eu as acompanhe por aqui

            Vai toda a minha esperança

            Prova de que não as esqueci

                                                                                                      

            Os tempos vão difíceis, de ser

            Mas que interessa isso agora

            Porque sempre as vejo crescer

            Andarem por esse mundo fora


            Nunca deixei de as ter, vocês

             As acompanho  com devoção

            Sempre as enchi de louvores

            Como manda o meu coração


            Não posso ver uma criança triste

            Quero sentir o que lhe vai na alma

            E  carregar o peso que me  assiste

            E viver em paz e na sagrada calma


            Quando num dia de guerra, tive que fugir

            Com muitas crianças protegidas por mim

            E  sem saber o que fazer e  para onde ir

            Malditas armas que dispararam…sem fim.

João Paiva            

Junho de 2026            


terça-feira, 2 de junho de 2026

KIOTO - JAPÃO


GUEIXAS

 

KIOTO - JAPÃO

LÁ VAI MAIS UMA


 

KIOTO - JAPÃO

CAMINHANDO


 

KIOTO - JAPÃO


NIJO CASTLE

 

ÁLVARO GUERRA

 VILA FRANCA DE XIRA



ERMIDA DO SENHOR JESUS DOS AFLITOS

     QUINTA DO SALDANHA - MONTIJO



MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE GUADALUPE

 


O ALENTEJO AINDA É MAIOR...

 CAMPO MAIOR



BUDAPESTE À NOITE

 MATILD PALACE - BUDAPESTE



ARTESANATO HÚNGARO

 LOJA EM BUDAPEST



E


BIKINI

 FIESA 2023



segunda-feira, 1 de junho de 2026

PORQUE HOJE É DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - LÍDIA RAMALHO


1º ANIVERSÁRIO

 

PORQUE HOJE É DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - LÍDIA RAMALHO


3 ANOS

 

PORQUE HOJE É DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - LÍDIA RAMALHO

7 ANOS

 

CAMINHADA


PASSO A PASSO SE FAZ A VIDA

 

PERNAS COM FECHO

PARA FECHAR OU PARA A ABRIR?
 

POESIA

                    VERÃO

            Verão vens para nos divertir

            Por favor não te esqueças

            Do que está para aí a vir

            Com todas as escaramuças

            

            Trazes contigo toda a boa vontade

            Alegria extravasa em teu coração

            Tens que demonstrar a lealdade

            Para poderes viver em comunhão

       

            Para cá chegares, falta pouco tempo

            Quase que apanhavas a primavera

            Não subestimes o teu pensamento

            Não te queremos levar á quimera

            

            Verão vamos receber-te

            Todos de braços abertos

            Acredita na nossa boa sorte

            E nos nossos sentidos diretos

            

            Não queiras atrás voltar

            Fica para sempre connosco

            Vai a ver que vais gostar

            Tudo encontras a teu gosto

João Paiva            

Junho de 2026            

FLORES


PETÚNIA

 

FLORES

HIBISCUS


 

A CRESCER

 


VARANDA TÍPICA SICILIANA

 


TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA P

ESCAVAÇÕES EM POMPEIA 


ARTE - BALCÃO DE UM BAR

 


FLORES


CICLAME

 

FLORES

ORQUÍDEA


 

CATO EM FLOR

 

en

LUSTRE

 ÓPERA DE BUDAPESTE



FLORES


LANTANA CAMARA

 

FLORES


HIBISCO VERMELHO

 

FLORES


MACRO CLOSE-UP

 

FLORES

CRAVO


 

FLORES


CARPELO DE UM LÍRIO LARANJA

 

BUDAPESTE Á NOITE

 NEREIDÁK KÚTJA (FONTE DAS NEREIDAS)



ARTESANATO HUNGARO

 LOJE EM BUDAPESTE



SEMENTES DE AMANHÃ

 Hoje é dia da criança,

Acorda a terra a cantar,

Renasce em nós a esperança

De ver o mundo mudar.

 

Eu tenho esperança num mundo melhor,

Onde o futuro seja mais claro,

Sem a miséria que causa horror,

Sem o adeus que custa tão caro.

 

Um mundo sem fome, sem dor,

Onde a partilha seja real,

Onde o remédio seja o amor,

E o bem vença todo o mal.

 

Nem guerra movendo a terra,

Nem armas a ditar o fim,

Que a paz floresça na serra

E cresça viva no meu jardim.

 

Conceição Lavrador

1/ junho/2026

domingo, 31 de maio de 2026

EU GOSTO É DO VERÃO

 Como é hábito, no início de cada mês, o Blog oferece música a tod@s. 

 

Em Junho termina o ano letivo e começa o Verão.

 

O Blog recorda uma música dos Fúria do Açúcar, “Eu gosto é do Verão”:

 

Espero que gostem (do verão e da música).

 

Clicar abaixo para abrir o vídeo e escutar a música



SANTO ANTÓNIO


 

PIMENTOS


ÁS VEZES SOMOS DIFERENTES

 

FIESA - ALGARVE


 

CAMINHO


 

POESIA

            SANTO ANTÓNIO

            Santo António de Lisboa

            Não foste só casamenteiro

            Até tiveste uma vida boa

            Melhor só a de milagreiro


            A ti te adoram as solteiras

            Por se acharem abensoadas

            Como dizer em boa maneira

            Que não foram amaldiçoadas


            O dia é para as casamenteiras

            Que bem estejam motivadas

            Que guardem em suas beiras

            As melhores razões de casadas


            Tens ao colo um menino

            Que não é para estranhar

            É mesmo de pequenino

            Que vai aprender a guiar


            Santo António me lembro de ti

            Julgo que não me estou enganar

            Mas creio que sempre,bem te vi

            E da melhor forma a muito gostar


            Serás bem o melhor testamenteiro

            Das meninas e mulheres casadoiras

            Será um acontecimento verdadeiro

            Cheio de emoções, cortes e tesoiras


            Trazes para o palanque o teu coração

            Para bem das noivas vais empenhar

            Não vai faltar uma boa e bela canção

            Para o Santo António poder guardar


            És o Santo mais bem conhecido

            E estimado em todas as aldeias

            Lembrar que és o mais querido

            A trazer as boas e novas ideias


            E para não seres mais papista

            Do que o papa, o companheiro

            Poder de Santo não se conquista

            Apenas tu serás bom conselheiro


            Um tostão para St. António eu pedi

            Muito para ver mealheiro engordar

            Nesta noite não posso passar sem ti

            Até que o,mealheiro vá de arrombar

João Paiva            

Maio de 2026