SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
quinta-feira, 21 de maio de 2026
ESCRITA NARRATIVA
PONTES E VIADUTOS
A Ponte ou o Viaduto tal como os conhecemos é de uma importância geográfica, económica e logística, que dificilmente seria incapaz de a descrever. Porém posso afirmar o que sinto quando por prazer ou necessidade a tenho que a transpor com toda a segurança e tranquilidade.
Penso como seria este local sem a Ponte ou o Viaduto, as dificuldades que tinham os transeuntes da época em que só ali havia duas margens e que a após a sua construção, seja ela grande ou pequena e os benefícios que proporcionaram a toda a população envolvente.
As Pontes são construídas entre margens de rios ou mesmo em mares e podem ser classificadas como ferroviárias, tráfego humano e ainda por comboios.
Os Viadutos são construídos normalmente em terra e formados em séries mais pequenas, mas interligadas.
Existem grandes diferenças entre Pontes e Viadutos, parecem iguais, mas não são.
Há Pontes que pela sua dimensão transformam um país e a sua posição estratégica numa enorme economia à vasta região em que está inserida, que beneficia toda a malha populacional.
Por falar em pontes quero dizer que assisti à inauguração da velha Ponte de Vila Franca e à alegria que atingiu toda a aquela gente humilde, que passaram a ter um monumento que será imortal nos próximos séculos.
Quanto á Ponte vinte e cinco de Abril, tive a felicidade de passar por baixo de um cabo que ligava as duas margens, quando na minha partida para a guerra de África. Tendo de novo a felicidade de quando no regresso , já passei por baixo de uma ponte que ainda não estava terminada, mantendo toda aquela azáfama de homens e máquinas no seu acabamento. Acabei mais tarde a ser um transeunte no dia da sua inauguração.
E vou entrar na terceira Ponte, a de Vasco da Gama, aqui acompanhei de perto a sua construção, que me valorizou em muito com o que ía vendo naquela magnífica construção. E o privilégio que guardo é ter tido a oportunidade de ter participado naquele monumental almoço em mesas corridas sobre a ponte, sendo considerado um dos maiores almoços do mundo, já não me lembro dos quilómetros, mas fora alguns de cumprimento.
Vou mencionar as maiores Pontes do mundo, a começar pela nossa 25 de Abril, a Vasco da Gama - Rio Neteroi - Golden Gate - Tower Bridge - Brooklyn - Danjang - Kustan Incheon - Estreito Mackinac.
A maior ponte do mundo está instalada na China, com a extensão de 165 km, cuja inauguração teve lugar em 2011.
Esta e outras pontes desafiam distâncias impressionantes, efetuadas com a ajuda das engenharias fabulosas.
Neste trabalho quero mencionar também uma grande Ponte que liga Hong Kong Zhunai a Macau, nome que está em nossos corações. Esta Ponte tem 55 km de comprimento e um túnel submarino de 7 km.
Os viadutos são estruturas que permitem a passagem de viaturas e pessoas sobretudo muito utilizadas nas zonas rurais e seu principal objetivo é permitir o fluxo de tráfico sem interromper as vias que passam por baixo.
O maior Viaduto está em França em Mielau, tem 343 m de altura e 2.640 de comprimento.
João Paiva
Maio de 2026
POESIA
ESPERAR
Esperar, esperar, esperar
Eis que estou fazendo
Neste difícil momento
Tenho la longe a quem amar
Apenas fotografias vou vendo
E assim ter um pouco de alento
Continuo a esperar, a esperar
Hoje e amanhã vamos ver
Qual será o resultado final
Penso no avião em que vou voar
E momentos felizes que vou ter
Mas, ainda nada se tornou real
Talvez venha a desilusão
Talvez venha a alegria
E eu continuo a esperar
Já sinto forte paixão
Se bem que eu a queria
E ter longe a quem amar
Esperar ou vou esperando
Esperando o resultado final
Qual será?
O meu pensamento está pensando
Que não merece a pena pensar mal
Naquilo que amanhã se verá
Tenho pena se não derem licença
Uma vez que casei há pouco
Ir para junto da minha mulher
É um favor que eu quero
Por isso ando como louco
E o meu sentimento severo
Ter pensamentos sem fim
Ter alegrias tão pequenas
Ter tristeza ter desilusão
Eu chego a ter pena de mim
E por causa das minhas penas
Despedaço o meu coração
João Paiva
Maio de 2026
NUNCA DIGAS "NUNCA"
Ao fim da tarde, a pastelaria enchia-se do ruído habitual de chávenas pousadas à pressa, conversas cruzadas e passos apressados na rua. Sentada com os amigos, Maria falava com a leveza de quem acredita conhecer, sem margem para dúvida, a vida que quer para si.
- Nunca me via a viver numa aldeia - disse, sem hesitar. - Preciso de movimento, de pessoas, de ter tudo perto. Uma vida assim nunca seria para mim.
Os amigos sorriram, divertidos com a convicção dela. O empregado, que lhes foi levar a conta, ouviu a frase e comentou, em tom de brincadeira: “nunca digas nunca”.
Mas a vida, tantas vezes discreta na forma como muda tudo, acabaria por trocar-lhe as voltas.
Algum tempo depois, a empresa onde trabalhava passou a permitir
trabalho remoto quase a tempo inteiro. Foi também nessa altura que a avó morreu, deixando-lhe a casa da família, numa aldeia do interior. Como a renda na cidade pesava cada vez mais no orçamento, Maria decidiu instalar-se ali durante uns meses, convencida de que seria apenas uma solução temporária.
Os primeiros tempos não foram fáceis. Custou-lhe o silêncio, a distância a tudo e a lentidão dos dias. No entanto, pouco a pouco, começou a descobrir um certo conforto naquela rotina mais simples: as caminhadas ao fim da tarde, o horizonte aberto e a sensação rara de viver sem estar sempre a correr.
Um dia, enviou uma fotografia da paisagem ao grupo e escreveu apenas: «Afinal, até me estou a habituar.»
Numa noite de chuva forte, a eletricidade foi abaixo durante algum tempo.
Sem televisão nem internet, Maria foi até à cozinha acender umas velas. Enquanto procurava fósforos numa gaveta antiga, encontrou uma pequena caixa de lata que nunca tinha visto.
Lá dentro havia fotografias antigas, uma receita escrita à mão e um envelope com o nome da avó. Entre os papéis amarelados, estava também uma pequena nota dobrada, como se tivesse ficado à espera de ser encontrada.
Ao abri-la, leu uma frase simples que a deixou a pensar: «A casa custa ao princípio, mas depois acaba por cuidar de nós.»
Maria ficou a olhar para a nota enquanto a chuva continuava a cair lá fora, miudinha e constante, como se a casa respirasse com ela. Naquele silêncio, já não sentiu estranheza nem distância, apenas uma paz funda e serena que lhe aquecia o peito. E foi então que percebeu que a vida, por vezes, nos conduz devagar para lugares que julgávamos não nos pertencer.
Afinal, nunca digas “nunca”.
Maria Conceição Lavrador
20/05/2026


















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