terça-feira, 19 de maio de 2026

ESCRITA NARRATIVA

ANOS SESSENTA

Estamos a viver o início dos famosos anos sessenta, trabalho para todos, estudos só para quem tem transporte, mas só com muitos sacrifícios, lá iam enchendo os comboios e camionetes, que levavam os alunos para os concelhos vizinhos, onde já havia de tudo, mas atenção às bolsas, era tudo a pagar e não havia subsídios para ninguém, salvo raras exceções para alunos brilhantes ou conhecidos de certas famílias, junto dos presidentes de câmara.

Lá se foram formando alguns doutores, enquanto outros que tinham tido melhores aproveitamentos na instrução primária, foram para pastores de porcos e outros para trabalhos parecidos, mas atenção ainda não tinham feito os doze anos e já entregavam à mãe o dinheiro que ganhavam. Se o professor Moura fosse vivo e tivesse conhecimento do que aconteceu à maioria dos seus alunos, o homem morria de desgosto.

Vivíamos sob a custódia dos anos sessenta, mas também vivíamos sob o aspeto de uma nuvem negra que se ía abatendo sobre nós. Em mil novecentos e sessenta e um, houve o assalto ao paquete Santa Maria, originou a morte ao oficial piloto, que fazia uma viagem de cruzeiro pelo mares das Caraíbas. Tendo como protagonista um capitão do Exército Português que havia sido exonerado.

A seguir veio o assalto às esquadras de polícia em Luanda e, logo a seguir, a revolta dos povos angolanos que reivindicavam a sua independência, o que causou muitas mortes, feridos e refugiados da população branca, para onde a nossa geração acabou por ser enviada para as nossas províncias ultramarinas, onde fomos incorporados numa guerra de guerrilha subversiva para a qual não estávamos preparados.

E assim foi a nossa condição durante alguns anos o que permitiu que tivéssemos alguns apoios, mas nada tivemos e aqueles que ficaram sepultados nas matas de capim, que hoje nem sequer sabemos o local do descanso eterno destes nossos camaradas.

Mas aqui é como tudo na vida, para alguns foi de boa vida, nem ouviram um tiro, para outros foi de mau até à exaustão, com perdas de vida e deficientes para sempre.

Eu fui para Angola com dupla responsabilidade, pois que a minha mulher moveu e céu e a terra para me acompanhar o que efetivamente conseguiu.

Não há folhas nem canetas que cheguem para retratar a vida de uma jovem dos dezanove aos vinte e um anos, no meio de uma companhia de militares, onde nunca ouviu um palavrão ou que alguma vez lhe tivessem faltado ao respeito.

Bem hajam a todos os oficiais, sargentos e soldados da Companhia de Caçadores Açoreana, trezentos e oitenta e dois, pelo bem que proporcionaram à minha mulher, a quem nunca faltou um jarro com água, ou uma refeição do rancho. Sobretudo quando eu não estava, dado a minha condição de furriel miliciano. E assim o tempo foi passando, levando-me à velhice, onde eu, ainda cá estou.

Fomos dois regressamos três

João Paiva

Maio de 2026

NUVENS

 


VISITA DE ESTUDO A CAMPO MAIOR

 IGREJA MATRIZ DE CAMPO MAIOR








VISITA DE ESTUDO A CAMPO MAIOR

 CENTRO INTERPRETATIVO DAS FESTAS DO POVO








ALENTEJO

 BEBEDOURO PARA ANIMAIS

(CAMPO MAIOR)



VELHO VARINO

 ESTALEIROS NAVAIS DE SARILHOS PEQUENOS



JEREZ DE LA FRONTERA

FERIA DEL CABALLO


 

S. JOÃO BATISTA

 MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE GUADALUPE



GUADALUPE

 PRAÇA DE SANTA MARIA




CÁCERES

 




GUADALUPE

 


RIO VOUGA

 "QUE AS PONTES E OS LAÇOS NÃO SE QUEBREM"



JEREZ DE LA FRONTERA


FERIA DEL CABALLO

 

LÍDIA RAMALHO


SOU GENTE DO BLOG

 

PONTE QUE LIGA CASTRO MARIM A AYAMONTE

A PONTE É UMA PASSAGEM


 

CHIANG MAY - TAILÂNDIA

UMA OPÇÃO DE VIDA


 

CHIANG MAY - TAILÂNDIA

MULHER GIRAFA


 Mundialmente conhecidas, as mulheres Karen são conhecidas com Long Neck Woman ou Mulheres Girafas. Isso porque 

CHIANG MAY - TAILÂNDIA


MULHER DA ETNIA KAYAN


 

CHIANG MAY - TAILÂNDIA


BELEZA OU TRADIÇÃO?

 As argolas de metal (geralmente de latão), ao redor do pescoço. que começam a ser usadas na infância e são adicionadas gradualmente.

CHIANG MAY - TAILÂNDIA

PAGA PARA SE DEIXAR FOTOGRAFAR


 Muitas pessoas acreditam que as argolas alongam os ossos do pescoço, mas, o que acontece na verdade, é que o peso das argolas esmaga os seus ombros e fazem com que as costelas sejam pressionadas para baixo.

CHIANG MAI - TAILÂNDIA

AS MULHERES DO POVO KAYAN, 
TAMBÉM CONHECIDAS POR 
MULHERES GIRAFAS, 
SÃO FAMOSAS PELO USO DE ARGOLAS


 

CHIANG MAI - TAILÂNDIA

MULHER GIRAFA


 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

VELEIRO

 




CATEDRAL DE SANTA MARIA - CÁCERES

 


VIRGEM MARIA

 CATEDRAL DE SANTA MARIA - CÁCERES



CAMPO MAIOR


 

CÁCERES


 

VISITA DE ESTUDO A CAMPO MAIOR

 CAPELA DOS OSSOS DE CAMPO MAIOR





VISITA DE ESTUDO A CAMPO MAIOR

 FORTALEZA DE OUGUELA






MADALENA ALMEIDA

SOU GENTE DO BLOG 


FOTOGRAFIA

 NOITE - ILHA DO PICO



PONTES

 PONTE VASCO DA GAMA



TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA P

 NOITE E NUVENS EM PORTO SANTO



POESIA

LETRA N (COISAS)

NAVIO - NACO - NAFTA - NAFTALINA - NAGALHO - NAIPADA - NAIPE - NAILON - NANOGRAMA - NULO - NAPA - NARCEJA - NARCO - NARINA - NARTA - NASTRO -NATA - NATUREZA - NAU - NAVA - NAVALHA - NEBRINHA - NECA - NEGRO -NECOSCÓPIO - NEGAÇA - NOITE.


                        POESIA

                        NASCER

            Nada sabia quando nasci

            Pouco mais sei por agora

            Ai ,do muito que aprendi

            Algum, foi , deitado fora


            Tive muita dificuldade em aprender

            O que professores queriam ensinar

            Mas nunca e bem me deixei prender

            Pelo que me quiseram impressionar


            Aprendi que o homem foi e volta à lua ir

            De cá debaixo nada ou pouco há para ver

            E lá de cima, não, não se pode deixar cair

            Porque nunca por nunca se deixar morrer


            Foi-me mostrado o que a lua tem á vista

            De cá de baixo nada mais temos a estudar

            Um olhar lá para cima e passar em revista

            E pensar, afinal apenas estamos a sonhar


            Quero acompanhar os homens ao regressar

            Será que ficaram a saber o que encontraram

            Chegam cheios de força e não querem voltar

            E guardar e bem os sonhos que por lá ficaram

João Paiva            

Maio de 2026            

CAPELA DOS OSSOS - CAMPO MAIOR


 

CÁCERES

 


ROSEIRAL

 QUINTA DO SALDANHA