sexta-feira, 22 de maio de 2026

CALLE AMARGURA - CÁCERES


 

CENTRO HISTÓRICO DE CÁCERES

 


TORRE DE LOS PÚLPITOS - CÁCERES

 


RIO GUADIANA - MÉRIDA

 


QUEIJOS E FUMEIROS - GUADALUPE

 


CARLOS RESINA SABINO

 SOU GENTE DO BLOG



VARANDA FLORIDA - GUADALUPE

 


COMÉRCIO LOCAL - GUADALUPE

 


ARCO DE SEVILLA - GUADALUPE

 


PLAZA SANTA MARIA DE GUADALUPE


 

GUADALUPE


 

CARLOS RESINA SABINO

 SOU GENTE DO BLOG



BARCOS NO TEJO

 ESTALEIROS NAVAIS DE SARILHOS PEQUENOS




BARCOS NO TEJO

ESTALEIROS NAVAIS DE SARILHOS PEQUENOS


 

ARRANJO DE FLORES

 MERCADO DO CAIS - MONTIJO



LAMPARINAS

 MUSEU DO LAGAR DE AZEITE - CAMPO MAIOR


 

BALANÇA

 MUSEU DO LAGAR DE AZEITE - CAMPO MAIOR 



CARLOS RESINA SABINO

 SOU GENTE DO BLOG



VISCONDE D'OLIVÃ

 MUSEU DO LAGAR DE AZEITE - CAMPO MAIOR 



HINO AO AZEITE

 MUSEU DO LAGAR DO AZEITE - CAMPO MAIOR



CAMPO MAIOR

 


IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

 CAMPO MAIOR



MERCEARIA

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026

REBUJITO - A BEBIDA DA FEIRA


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026

BONECA

 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026




JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026


 

JEREZ DE LA FRONTERA - FERIA DEL CABALLO - 2026

UMA DAS ENTRADS DA FEIRA


 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

CARTA DE PORTUGAL, INSULAR E DO IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



ESCOLA PRIMÁRIA

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



CASA DA COSTURA

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



ORATÓRIO

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



PEDRAS D'ARMAS - MUSEU ABERTO

 ESTAVA NUMA CASA NA RUA VASCO SARDINHA, EM CAMPO MAIOR



ESCRITA NARRATIVA

PONTES E VIADUTOS

A Ponte ou o Viaduto tal como os conhecemos é de uma importância geográfica, económica e logística, que dificilmente seria incapaz de a descrever. Porém posso afirmar o que sinto quando por prazer ou necessidade a tenho que a transpor com toda a segurança e tranquilidade.

Penso como seria este local sem a Ponte ou o Viaduto, as dificuldades que tinham os transeuntes da época em que só ali havia duas margens e que a após a sua construção, seja ela grande ou pequena e os benefícios que proporcionaram a toda a população envolvente.

As Pontes são construídas entre margens de rios ou mesmo em mares e podem ser classificadas como ferroviárias, tráfego humano e ainda por comboios.

Os Viadutos são construídos normalmente em terra e formados em séries mais pequenas, mas interligadas.

Existem grandes diferenças entre Pontes e Viadutos, parecem iguais, mas não são.

Há Pontes que pela sua dimensão transformam um país e a sua posição  estratégica numa enorme economia à vasta região em que está inserida, que  beneficia toda a malha populacional.

Por falar em pontes quero dizer que assisti à inauguração da velha Ponte de Vila Franca e à alegria que atingiu toda a aquela gente humilde, que passaram a ter um monumento que será imortal nos próximos séculos.

Quanto á Ponte vinte e cinco de Abril, tive a felicidade de passar por baixo de um cabo que ligava as duas margens, quando na minha partida para a guerra de África. Tendo de novo a felicidade de quando no regresso , já passei por baixo de uma ponte que ainda não estava terminada, mantendo toda aquela azáfama de homens e máquinas no seu acabamento. Acabei mais tarde a ser um transeunte no dia da sua inauguração.

E vou entrar na terceira Ponte, a de Vasco da Gama, aqui acompanhei de perto a sua construção, que me valorizou em muito com o que ía vendo naquela magnífica construção. E o privilégio que guardo é ter tido a oportunidade de ter participado naquele monumental almoço em mesas corridas sobre a ponte, sendo considerado um dos maiores almoços do mundo, já não me lembro dos quilómetros, mas fora alguns de cumprimento.

Vou mencionar as maiores Pontes do mundo, a começar pela nossa 25 de Abril, a Vasco da Gama - Rio Neteroi - Golden Gate - Tower Bridge - Brooklyn - Danjang - Kustan  Incheon - Estreito Mackinac.

A maior ponte do mundo está instalada na China, com a extensão de 165 km, cuja inauguração teve lugar em 2011.

Esta e outras pontes desafiam distâncias impressionantes, efetuadas com a ajuda das engenharias fabulosas.

Neste trabalho quero mencionar também uma grande Ponte que liga Hong Kong Zhunai a Macau, nome que está em nossos corações. Esta Ponte tem 55 km de comprimento e um túnel submarino de 7 km.

Os viadutos são estruturas que permitem a passagem de viaturas e pessoas sobretudo muito utilizadas nas zonas rurais e seu principal objetivo é permitir o fluxo de tráfico sem interromper as vias que passam por baixo.

O maior Viaduto está em França em Mielau, tem 343 m de altura e 2.640 de comprimento.

        João Paiva

Maio de 2026


TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA N

 NÁPOLES



POESIA

                ESPERAR

            Esperar, esperar, esperar

            Eis que estou fazendo

            Neste difícil momento

            Tenho la longe a quem amar

            Apenas fotografias vou vendo

            E assim ter um pouco de alento


            Continuo a esperar, a esperar

            Hoje e amanhã vamos ver

            Qual será o resultado final

            Penso no avião em que vou voar

            E momentos felizes que vou ter

            Mas, ainda nada se tornou real


            Talvez venha a desilusão

            Talvez venha a alegria

            E eu continuo a esperar

            Já sinto forte paixão

            Se bem que eu a queria

            E ter longe a quem amar


            Esperar ou vou esperando

            Esperando o resultado final

            Qual será?

            O meu pensamento está pensando

            Que não merece a pena pensar mal

            Naquilo que amanhã se verá


            Tenho pena se não derem licença

            Uma vez que casei há pouco

            Ir para junto da minha mulher

            É um favor que eu quero

            Por isso ando como louco

            E o meu sentimento severo


            Ter pensamentos sem fim

            Ter alegrias tão pequenas

            Ter tristeza ter desilusão

            Eu chego a ter pena de mim

            E por causa das minhas penas

            Despedaço o meu coração

João Paiva            

Maio de 2026            

A MESA ESTÁ POSTA

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



CASA DAS FLORES - CAMPO MAIOR

 


SALA DE MÚSICA

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



À LUZ DAS VELAS

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



HORA DO CHÁ

 MUSEU ABERTO - CAMPO MAIOR



NUNCA DIGAS "NUNCA"

Ao fim da tarde, a pastelaria enchia-se do ruído habitual de chávenas pousadas à pressa, conversas cruzadas e passos apressados na rua. Sentada com os amigos, Maria falava com a leveza de quem acredita conhecer, sem margem para dúvida, a vida que quer para si.

- Nunca me via a viver numa aldeia - disse, sem hesitar.  - Preciso de movimento, de pessoas, de ter tudo perto. Uma vida assim nunca seria para mim.

Os amigos sorriram, divertidos com a convicção dela. O empregado, que lhes foi levar a conta, ouviu a frase e comentou, em tom de brincadeira: “nunca digas nunca”.

Mas a vida, tantas vezes discreta na forma como muda tudo, acabaria por trocar-lhe as voltas.

Algum tempo depois, a empresa onde trabalhava passou a permitir

trabalho remoto quase a tempo inteiro. Foi também nessa altura que a avó morreu, deixando-lhe a casa da família, numa aldeia do interior. Como a renda na cidade pesava cada vez mais no orçamento, Maria decidiu instalar-se ali durante uns meses, convencida de que seria apenas uma solução temporária.

Os primeiros tempos não foram fáceis. Custou-lhe o silêncio, a distância a tudo e a lentidão dos dias. No entanto, pouco a pouco, começou a descobrir um certo conforto naquela rotina mais simples: as caminhadas ao fim da tarde, o horizonte aberto e a sensação rara de viver sem estar sempre a correr.

Um dia, enviou uma fotografia da paisagem ao grupo e escreveu apenas: «Afinal, até me estou a habituar.»

Numa noite de chuva forte, a eletricidade foi abaixo durante algum tempo.

Sem televisão nem internet, Maria foi até à cozinha acender umas velas. Enquanto procurava fósforos numa gaveta antiga, encontrou uma pequena caixa de lata que nunca tinha visto.

Lá dentro havia fotografias antigas, uma receita escrita à mão e um envelope com o nome da avó. Entre os papéis amarelados, estava também uma pequena nota dobrada, como se tivesse ficado à espera de ser encontrada.

Ao abri-la, leu uma frase simples que a deixou a pensar: «A casa custa ao princípio, mas depois acaba por cuidar de nós.»

Maria ficou a olhar para a nota enquanto a chuva continuava a cair lá fora, miudinha e constante, como se a casa respirasse com ela. Naquele silêncio, já não sentiu estranheza nem distância, apenas uma paz funda e serena que lhe aquecia o peito. E foi então que percebeu que a vida, por vezes, nos conduz devagar para lugares que julgávamos não nos pertencer.

Afinal, nunca digas “nunca”.


Maria Conceição Lavrador

20/05/2026

CASA DAS FLORES - CAMPO MAIOR