SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
domingo, 10 de maio de 2026
sábado, 9 de maio de 2026
quinta-feira, 7 de maio de 2026
ESCRITA NARRATIVA
PÉS
Depois de ter lido uma notícia, vinda de Toronto- Canadá. Onde apareceram doze pés humanos, mas calçados, que deram à costa nas praias canadianas, mas todos pertencentes aos pés direitos, de onde nasceram várias interrogações.
Pés para que serves? Para andar e levar-nos para onde quiseres, as caminhadas que fazemos, os passeios os pontapés que damos na vida, uns marcaram golos outros marcaram tristezas, mas continuas a ser um elemento da maior importância e devíamos ter mais cuidado contigo o que não acontece.
Não posso esquecer, foste o nosso primeiro orgão a pisar a lua, assim como foste o primeiro a pisar as terras das nossas descobertas e por aí fora, nunca mais deixaste de andar.
Continuas a ser um orgão famoso, sobretudo para os profissionais da bola, que já deveriam ter pensado em ti com mais carinho, como já devia ter nascido uma grande estátua a lembrar que tu existe.
Pés que foram lavados nas maravilhosa manhãs de São Marçal, aqui na Quinta do Saldanha, sobretudo pelas jovens, ao som da charanga, por altura das Festas de São Pedro, ainda ali está o tanque.
Pés, devido à minha mãe trabalhar nas limpezas do Banco, foi possível eu entrar para lá trabalhar, mas deu-lhe grandes dores de cabeça até conseguir esse desejo.
E assim foi, com treze anos comecei a trabalhar no Banco com a categoria de groom ou paquete, mas com a obrigação de tirar o Quinto ano dos Liceus ou o Curso Comercial, até aos dezoito anos, o que consegui.
Para terminar tudo isto correu bem, mas estava guardado um grande problema, eu não usava sapatos, como tal não podia ir descalço para o Banco, por isso coube á minha mãe o sacrifício de me dar as suas botas, para proteger e não só, os meus pés e poder ir trabalhar.
Grande mãe a minha.
João Paiva
Maio de 2026
quarta-feira, 6 de maio de 2026
POESIA
AMARELO (ALENTEJO)
Quando fui para o Alentejo
De amarelo o encontrei
Grande foi o meu desejo
Quando até aqui cheguei
As ceifeiras muito ceifavam
E as espigas eram amarelas
O trabalho eram das foices
Que estavam nas mãos delas
Como não pode haver ceifa
Sem entoar de uma canção
Até pode não haver a cesta
Mas de amarelo sai a paixão
Trigo que vais para a eira
Para seres bem debulhado
Trazes contigo a canceira
E de amarelo vais ser atado
As searas a ondular
De amarelo vestidas
Parecem ondas do mar
Em suas cores garridas
João Paiva
Maio de 2026
POESIA
ERVAS
Junto à terra nascem
Ervas daninhas
Junto á terra morrem
Apenas ficam as raízinhas
Ervas que são tão úteis
Sem ti o homem não podia viver
Pois é tu quem o sustenta
E a quem lhe dás de comer
De ti saem produtos
Que muitas doenças curam
Por isso o homem não te larga
E de ti anda sempre à procura
Relva macia como a neve
Aquela em que me sentei
Após longas léguas andadas
Foi sobre ti que descansei
Plantada sem trabalho
Depois fica a tua semente
E homem só a colhe
Por isso canta alegremente
Ai de ti quando nasces
Junto a uma flor
Logo tu és arrancada
Sem por ti sentirem dor
Quando já seca
Vai para o palheiro
Algum serviço ainda presta
Nem que seja do forno do padeiro
Sem que tu te rales
Sobre ti pasta o gado
Pois ele bem sabe
Que é do teu agrado
João Paiva
Maio de 2026




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