PARQUE DO SALDANHA MONTIJO
SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
terça-feira, 31 de março de 2026
segunda-feira, 30 de março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
SEMANA SANTA E PÁSCOA
A
Semana Santa é o coração da fé cristã: acompanhamos a paixão, morte e
ressurreição de Jesus Cristo, acolhendo o mistério do amor de Deus que Se
entrega por todos.
O Domingo de Ramos abre a Semana Santa,
recordando a entrada de Jesus em Jerusalém, acolhido com ramos, como Rei
humilde. Entre a alegria da multidão e o silêncio que se aproxima, somos
convidados a caminhar com Ele no mistério que estes dias nos revelam.
Na Quinta-feira Santa,
celebramos a Última Ceia: Jesus deixa-nos a Eucaristia e o mandamento do amor,
ensinando-nos a servir com humildade.
Na Sexta-feira Santa,
contemplamos a cruz: o sacrifício de Jesus é fonte de esperança e caminho de
salvação.
No Sábado Santo, a Igreja espera
em oração;
Na Vigília Pascal, proclamamos
com alegria: Cristo ressuscitou.
A Páscoa anuncia que a vida vence a morte e
renova a nossa fé.
Viver
a Semana Santa é caminhar com Jesus, confiando que a luz triunfa sobre a
escuridão.
Em
Portugal, estes dias vivem-se com devoção: procissões, sinos, andores floridos
e o silêncio das igrejas ajudam-nos a reviver os passos de Cristo em oração e
comunidade.
Entre as tradições pascais, destaca-se a troca de gestos entre afilhados e madrinhas: o ramo oferecido com carinho e o folar retribuído, muitas vezes com amêndoas e chocolates, sinais de alegria e vida nova.
Conceição Lavrador
29/03/2026
MEMÓRIAS
O ELÉTRICO Nº 18
Numa ida ao cinema encontrei uma amiga de infância que já não via há muitos anos. Quando o filme terminou acabámos por ir conversando pela rua fora. Fomos parar a um café junto à nossa antiga escola, que já não existe. Já na mesa, ela abriu a carteira e mostrou-me um documento que me fez viajar no espaço e no tempo.
Era um bilhete do elétrico nº 18 que apanhávamos todos os dias para a escola. O nosso bilhete era diferente, tínhamos que ir mais cedo do que as outras pessoas para termos acesso ao bilhete operário ida e volta. Chamava-se assim porque era mais barato do que o bilhete normal, pois no elétrico iam bastantes operários para trabalharem nas fábricas que existiam junto à escola.
A entrada nas fábricas era às 7 da manhã e a saída às 16 horas. As histórias contadas no elétrico nº 18 pelos operários eram cativantes, pois relatavam sempre o que se passava durante o dia na fábrica. Muitos dos nossos companheiros de elétrico tinham vidas duras. O Francisco, por exemplo, levava sempre a mesma comida na sua marmita: um caldo, uma fatia de pão com chouriço e nada mais.
Como eram sempre as mesmas pessoas que iam naquela viagem já éramos uma família. Às vezes, à tarde, quando regressávamos da escola, já passava um pouco da hora a que terminava a validade do bilhete, mas o nosso amigo guarda-freio, Manuel, fazia de conta que não via e não dizia nada. Que seria feito deles? Pensámos. Alguns já não estarão por cá. Estávamos a terminar o café quando ouvimos o ruído de um elétrico que atraiu o nosso olhar. Passou rápido, chiando sobre os carris. Por um segundo tive a ilusão de ver o nosso velho Manuel com as mãos no característico volante de ferro e, ao seu lado, o Francisco que nos acenava com uma mão e a sua marmita na outra.
Alice Faria
Março de 2026
domingo, 29 de março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
KIWI
Delicioso fruto, que embora não pertença às nossas hostes agrícolas, por aqui apareceu e por aqui está a eternizar-se, mas isso é bom porque se trata de um agradável fruto.
Esta planta que é o kiwi é proveniente da trepadeira angios que nos dá umas bagas de cor clara, mas a cair para o dourado, a polpa é verde, peludas no exterior e as sementes são pretas.
Oriunda da Ásia, mas que também existem grandes plantações no Brasil. Rica em vitamina C e de sabor agradável.
O nome de Kiwi é o mesmo que kiwi, pássaro que simboliza a Nova Zelândia.
Com as novas técnicas agrícolas, também já as produzimos, razoavelmente em quantidade, o que nos traz um valor acrescentado á nossa agricultura
João Paiva
Março de 2026
sábado, 28 de março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
KATMANDU-NEPAL
Levou-me a lembrar uma situação muito triste, que se passou no campo da aviação comercial no Nepal.
Um avião comercial com matricula em Katmandu, com lotação esgotada oriundo de um país do norte da Europa, foi abatido sobreterritório Ucraniano, por um avião de caça soviético.
Levou alguns anos a esclarecer este acidente e não trouxe a vida a ninguém que embarcou naquele avião que se perdeu lotado de passageiros e tripulantes.
Anos mais tarde um outro avião , com registo em Katmandu, se perdeu no seu voo regular e ainda hoje não foram abandonadas as buscas, apesar de alguns destroços que foram expostos, sabe-se sim, que todos os passageiros e tripulantes estão desaparecido há bastante tempo.
Triste fim para uma coisa que começou com a letra K.
KATMAMDU-NEPAL
Não são só desastres de avião, é também a maior cidade do Nepal que fica situada numa zona montanhosa. Por aqui se pode visitar os templos e palácios budistas e hindus.
Esta cidade que fica no centro de Nepal é rodeada pelos famosos picos dos Himalaias, onde também alberga o coração cultural e histórico do Nepal.
Por estas montanhas andou o nosso compatriota, João Garcia sendo um dos alpinistas mais reputados a nível mundial. Foi nesta região que em tempos perdeu o nariz, devido ao frio intenso da montanha, numa das suas difíceis escaladas, tendo nesta altura acontecido o acidente mortal, para com o seu companheiro de escalada, o João Garcia sobreviveu a este terrível acidente.
Dedicou toda a sua vida ao alpinismo, vindo a ser reconhecido,nacional e internacionalmente, que acabou por ser condecorado peloPresidente da Republica, com preciosa condecoração.
João Paiva
Março de 2026
sexta-feira, 27 de março de 2026
UNIVERSIDADE SÉNIOR DO MONTIJO-VISITA ESTUDO MUSEU DO PESCADOR
No passado dia 26 de Março realizou-se uma Visita de Estudo da Disciplina "Património Maritimo de Aldeia Galega" orientada pelo Professor Rui Nunes, ao Museu do Pescador da nossa cidade.
quinta-feira, 26 de março de 2026
CIDADE DO MONTIJO ANTIGA ALDEIA GALEGA
quarta-feira, 25 de março de 2026
ESCRITA NARRATIVA
DA ALDEIA GALEGA
AO MONTIJO DE AGORA
Tenho pena de não ter nascido aldeano, como o meu pai e a minha mãe ,assim como os meus avós, mas dá-me o sentido para escrever o que se segue:
De uma aldeia ribeirinha, bem plantada à beira rio, onde por graça dos seus habitantes, que acolheram sempre com boa harmonia todos aqueles que a estas paragens chegaram.
Para aqueles que vinham pela maré tinham o braço do rio Tejo que os traziam até aqui, depois os que vinham pelos campos, por caminhos naturais e que aqui chegaram.
O nosso rio sempre desempenhou uma tarefa muito importante e as nossas gentes começaram por arranjar forma de outras populações aqui chegarem e por isso o caminho terrestre, mais importante é aquele a que hoje damos o nome de estrada real,que se estendia para o Alentejo.
As histórias que se contam e que dão como certa é a montagem de uma estalagem por uma senhora oriunda da Galiza. Foi da maior importância, que em redor de tal unidade, se criou um polo de desenvolvimento de primeira importância para todos aqueles que por aqui passavam e por aqui foram ficando. Com estes acontecimentos e os que se avizinham, teve como consequência o desenvolvimento das pescas, da agricultura e consequentemente o comércio e não esquecendo o transporte marímo.
Os tempos iam passando e a glória deste lugar foi muito importante, não nos podemos esquecer que foram todos aqueles que para aqui vinham, criaram os seus utensílios agrícolas para melhor engrandecimento da agricultura e de igual modo criaram os apetrechos marítimos para assim melhorarem as suas condições de vida.
O desenvolvimento foi pungente e a pouco e pouco, fomos abocanhando tudo quanto eram ofícios de referência, que se tornaram muito úteis em todo o nosso aglomerado e arredores.
Pelo nosso rio foi-se desenvolvendo as pescas, que chegou a ser um forte porto piscatório, onde a abundância de peixe era notícia e tiveram fama os pescadores aldegalenses, que chegaram a ser apontados como os melhores na bacia do Tejo .Com o aparecimento das faluas e fragatas, passamos a ser um dos principais abastecedores da nossa Capital, para onde transportávamos toneladas de alimentos, com predominância os produtos porcinos, agrícolas e os nossos vinhos, que na altura começaram a ser famosos, pelo nome que deram à nossa região e que durou por bastante tempo.
Com este desenvolvimento, começamos a transportar diretamente para os grandes navios, que estavam ancorados no Mar da Palha, sobretudo uma das nossas maiores riquezas ou sejam as cortiças.
Com referência à agricultura, aqui se montaram grandes pocilgas, que deram origem às fábricas de produtos porcinos e por esta via fomos grandes fornecedores dos respetivos produtos, sobretudo para Lisboa, pois que o Rei D.João II, decretou para que a nossa carne de porco, tivesse o privilégio de ali ser consumida.
O nosso rio e os nossos campos deram vida a uma das maiores industrias do país e a maior da nossa região, isto é a cortiça, por isso obrigava a um corrupio de trabalhadores, ou sejam os sejam operários fabris, para darem conta dos trabalhos existentes. Os manufaturados da cortiça correram mundo, pois que chegaram a ser um dos produtos mais procurados a nível mundial.
Aldeia Galega, perante estes fenómenos, começa a ficar triste e outro nome tem que ser descoberto, para adquirir um sabor mais moderno, não nos podemos esquecer que por aqui ficou conhecido o Correio Mor, trabalho específico que muito ajudou a levar o nome da aldeia por esse país fora.
Ainda no campo da artes, tivemos atores famosos, no cinema, no canto, na tauromaquia, no teatro e a constituição de bandas musicais, que ainda hoje persistem.
Com grandes homens e galhardia, abraçaram e deram vida ao Montijo e que grande Montijo aqui temos. Para prosseguir e amparar este desenvolvimento, chegaram ao Montijo os barcos a vapor, que na companhia das grandes fragatas e das muitas canoas da pesca, inundaram o Tejo de alegria e trabalho.
João Paiva
Março de 2026
POESIA
ARRELIA
Hoje com a Poesia me zanguei
Não sei se estava aborrecido
Mas bem pior fiquei
E nada fiz para ficar esclarecido
A folha A4 amarrotei
E para ela fiquei a olhar
Não sei o que agora farei
Nem para aí estou voltado a pensar
Váis para o lixo
Para onde outras têm ido
Não sei se estou a pensar fixo
Ou se ainda continuo aborrecido
Agora é a caneta que não quer escrever
Tão amiga que tem sido para mim
Chegou a hora e recusa em me obedecer
E diz, para aprenderes tem que ser assim
Papel, caneta e mão
Querem voltar a estar bem comigo
Porque fazem parte do mesmo coração
E que, sem eles eu nada consigo
João Paiva
Março de 2026



