sexta-feira, 23 de outubro de 2026

CONSTRUÍMOS SORRISOS

 


IGREJA DE SANTA CATARINA DE ITÁLIA - MALTA

 


ALMOUROL


 

CONSTRUÍMOS SORRISOS


 

MALTA

 


REFEITÓRIO DO MOSTEIRO DE ALCOBAÇA


 

CONSTRUÍMOS SORRISOS

 


VILA NOVA DA BARQUINHA

 


quinta-feira, 22 de outubro de 2026

CONSTRUÍMOS SORRISOS

 


POESIA

 A TERRA DE NINGUÉM

Há um lugar onde ninguém mora.

Não aparece nos mapas, não tem fronteiras, nem caminhos assinalados.

É uma terra feita de espera.

Chega-se a ela quando a vida nos tira o chão e ainda não nos ofereceu um novo horizonte.

Ali, o tempo caminha descalço.

As horas deixam de contar os dias e passam apenas a respirar.

Foi nessa terra que aprendi o verdadeiro peso do silêncio.

Não o silêncio que nasce da ausência, mas aquele que nos obriga a ouvir a voz escondida dentro de nós.

No princípio, tive medo.

As paisagens pareciam vazias.

As árvores erguiam os braços como quem procura uma resposta no céu.

O vento atravessava os campos sem encontrar uma única palavra.

Depois, devagar, comecei a reparar que a terra de ninguém estava cheia de pequenas vidas.

Uma flor nascida entre as pedras.

Uma ave que insistia em cantar antes do amanhecer.

Uma semente que rompia a terra sem perguntar se era o tempo certo.

Foi então que compreendi.

Há lugares que parecem abandonados apenas porque estão à espera de um coração capaz de os reconhecer.

Também nós somos, por vezes, essa terra.

Um espaço onde a esperança parece ter partido.

Um campo onde o passado já não floresce e o futuro ainda não lançou raízes.

Mas é precisamente aí, nesse intervalo invisível, que a vida prepara o seu milagre.

Nenhum rio nasce caudaloso.

Nenhuma árvore oferece sombra no dia em que germina.

Nenhum ser humano se encontra sem primeiro se perder.

Hoje, quando volto a essa terra sem nome, já não a vejo como um lugar de abandono.

Vejo-a como o primeiro degrau de todas as recomeçadas.

Porque descobri que a terra de ninguém é, afinal, a terra onde começamos, pela primeira vez, a pertencer a nós próprios.


Conceição Parreira

Outubro de 2026

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

O REGRESSO DO BLOG

 Acabaram as férias e o blog está de volta.

Enviem trabalhos originais (Nada de cópias da net, para isso temos o Google…) de fotografia, vídeos, áudios, textos em poesia ou prosa, pintura, trabalhos artesanais como costura, bordados, cerâmica, escultura, etc.

Para começar vamos recordar as férias.



segunda-feira, 8 de junho de 2026

BALANÇO E DESPEDIDA

Junho chegou e com ele, o final das aulas e também o final do Blog.

Chegaram então as férias. 

Para alguns de nós isso significa descanso, momentos de prazer, de relax, um tempo para fazer coisas diferentes, um tempo para “nada” fazer.

As férias são um tempo ótimo para desfrutar do dito “tempo livre” e porque não para registarmos com um simples clique, momentos únicos que não voltarão a acontecer e que mais tarde nos farão sorrir.

Férias são também, tempo para balanço.

É este o balanço da atividade do nosso Blog:

MEMBROS PARTICIPANTES – 89

SEGUIDORES – 43

VISITAS AO BLOG – 104098

PUBLICAÇÕES – 5291

A todos, o Blog deseja, BOAS FÉRIAS!

Ligar o som e clicar na imagem abaixo para ver e ouvir o vídeo de final do ano.

Lídia Ramalho

Junho 2026






 

RESUMO


 

sábado, 6 de junho de 2026

SOUSENIORALDEANO

ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA SABER+ 
(Nº6 - ABRIL 2026)
DA 
UNIVERSIDADE SÉNIOR DO MONTIJO 

 

ÓLEO SOBRE TELA


 

PROSA

 A PEDRA DE AFIAR


AS VELHICES DE UM AVÔ (13)


Era o utensílio mais conhecido no meio da classe piscatória, mas o qual nunca existiu. Muito se falava nesta pedra, sobretudo quando se tratava de pregar uma partida aos mais jovens descuidados. Não eram só estes a caírem no logro, também pessoas mais idosas, volta, não volta e lá estavam a cair.

Certo dia na praia do Montijo, que ia do Samouco, até á Base Aérea, onde se incluía a praia da Quinta Rota e a praia da Casa Branca, eram assim conhecidas e frequentadas por muita gente, com bom areal e muito limpa. Para além de um  tronco de árvore que vinha pelo rio abaixo, alguns muito bem polidos, que até pareciam ter saído, das mãos de um bom torneiro, mas nada disso apenas andavam pelo rio há muitos anos, rolando pelas margens sem vontade de ir para o mar. A este rio ainda não tinha chegado a poluição, portanto era um rio rico em peixe, porque muitas espécies aqui vinham desovar.

Vamos á história da pedra afiada. Nos baixios desta zona lacustre os pescadores faziam os seus cercos com redes e paus, ou sejam os" tapa esteiros" que empregavam muitos pescadores, que por sua vez integravam os grupos que se chamavam campanhas e que eram designadas pelos nomes dos seus mestres, como a do António Nunes, a do Marujo, a do Tio Ulisses, a do Zé Pipa e outros mais.

O mestre de uma das campanhas homem sempre bem disposto e pronto para as "patifarias" sobre os mais novos: Olha lá tu, vais ter com o tio Joaquim Peludo, que está no princípio do cerco, que dista uns dois quilómetros e pede-lhe a meu mando a pedra de afiar as enchadas.

- Ok tio Manuel. E o jovem lá foi cantando e rindo, já cansado buscar a pedra, quando chegou junto do tio Joaquim, já sem folego, dá o recado do Tio Manuel e o tio Joaquim diz-lhe:

- A pedra está lá mais abaixo.

- Responde o mensageiro, está bem tio Joaquim e onde está a pedra?

- Estás a ver aquele pilar ao fundo do cerco?

- Sim estou a ver.

- Então vai lá que encontras a pedra.

Ao chegar verifica que não a podia trazer porque estava cimentada pilar.

Muito triste o jovem voltou para junto do Tio Manuel e dá-lhe a novidade.

- Pois então caíste que nem um patinho, responde-lhe o tio Manuel, no conto da "Pedra de Afiar Enchadas".

ARTESANATO


 

MUSEU DA MÚSICA MECÂNICA


 

ARTESANATO


 

ARTESANATO


 

ARTESANATO


 

MUSEU DA MÚSICA MECÂNICA


 

ARTESANATO


 

ARTESANATO


 

MUSEU DA MÚSICA MECÂNICA


 

ARTESANATO


 

ARTESANATO


 

ARTESANATO


 

BOA DISPOSIÇÃO


 

ARTESANATO


 

ARTESANATO


 

ARTESANATO


 

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MUSEU DA MÚSICA MECÂNICA


 

ARTESANATO


 

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ARTESANATO


 

ARTESANATO


 

MUSEU DA MÚSICA MECÂNICA