SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
domingo, 17 de maio de 2026
ESCRITA NARRATIVA
DEI COMIGO A PENSAR
AS VELHICES DE UM AVÔ (19)
Dei comigo a pensar, como é que o meu cabelo preto passou para branco. Quase que não dei pela mudança. Mas entre amigos ou conhecidos sempre ouvi esta expressão:
- Estás a ficar velho, tens o cabelo a branquear. Mas julgava que era só para os outros, pois que se tratava de um sintoma normal da raça humana, mas não, nós podemos ficar branquinhos de um dia para o outro e foi isso que aconteceu comigo.
Isto é verdade, a minha mãe me diz:
- Oh filho estás tão branquinho, como a mãe.
Eu fiquei paspalho a olhar para ela e ouvi-la com atenção. Verifiquei então, que em pouco tempo, mas em tão pouco tempo, fiquei completamente branco.
Fui pesquisar e o que encontrei: fotografias com diferença de dias, em que umas eram mesmo de cabelo preto e as outras mostravam o cabelo todo esbranquiçado e esta é a prova do que afirmo.
Também sei que este fenómeno acontece e aconteceu a muitas pessoas com grandes responsabilidades, com maior regularidade do que as cabeças de simples mortais. Sendo assim, penso que o branqueamento do meu cabelo, teve origem nas circunstâncias que envolveram a minha vida, quer por ter passado por bons e maus momentos, pura e simplesmente.
Conta-se que o cabelo do duque Brunwick, embranqueceu repentinamente, quando soube que a sua mulher, que a condenaram à morte por infidelidade, afinal estava inocente.
Também no reinado de Carlos V, um jovem oriundo da fidalguia e condenado à morte e que esperava ser morto no dia seguinte, ficou com o cabelo branco durante a noite e o rei ao ter conhecimento, ficou tão impressionado que lhe terá perdoado.
Diz-se que no século XVIII um mineiro foi acordado por um urso enorme, em vez de se borrar, ficou com o cabelo branco. Esta cabeça pertencia a um plebeu.
João Paiva
Maio de 2026
sábado, 16 de maio de 2026
PONTES
PONTE VASCO DA GAMA - RIO TEJO
POESIA
GAIVOTAS
Com as marés a espraiar
As gaivotas vão embora
As saudades de amargar
Deixa a gaivota que chora
O chorar de uma gaivota
Só o entende o cardume
Porque ela bem vai voltar
E a maré dela tem ciúme
Mas quando há vagas
O peixe que muito gosta
Vai deixar suas mágoas
Ao sabor da melhor rota
Quando na vazante a maré
Se quer ir juntar ao sol pôr
E o melhor sinal que obtém
Desejar graças ao seu amor
Gaivota muito gosta de procurar
O melhor peixe que tem ali à mão
O seu afiado bico não vai deixar
Perder o melhor pitéu de ocasião
João Paiva
Maio de 2026
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