SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
O REGRESSO DO BLOG
Acabaram as férias e o blog está de volta.
Enviem trabalhos originais (Nada de cópias da net, para isso temos o Google…) de fotografia, vídeos, áudios, textos em poesia ou prosa, pintura, trabalhos artesanais como costura, bordados, cerâmica, escultura, etc.
Para começar vamos recordar as férias.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
BALANÇO E DESPEDIDA
Junho chegou e com ele, o final das aulas e também o final do
Blog.
Chegaram então as férias.
Para alguns de nós isso significa
descanso, momentos de prazer, de relax, um tempo para fazer coisas diferentes,
um tempo para “nada” fazer.
As férias são um tempo ótimo para desfrutar do dito “tempo
livre” e porque não para registarmos com um simples clique, momentos únicos que
não voltarão a acontecer e que mais tarde nos farão sorrir.
Férias são também, tempo para balanço.
É este o balanço da atividade do nosso Blog:
MEMBROS PARTICIPANTES – 89
SEGUIDORES – 43
VISITAS AO BLOG – 104098
PUBLICAÇÕES – 5291
A todos, o Blog deseja, BOAS FÉRIAS!
Ligar o som e clicar na imagem abaixo para ver e ouvir o
vídeo de final do ano.
Lídia Ramalho
Junho 2026
sábado, 6 de junho de 2026
PROSA
A PEDRA DE AFIAR
AS VELHICES DE UM AVÔ (13)
Era o utensílio mais conhecido no meio da classe piscatória, mas o qual nunca existiu. Muito se falava nesta pedra, sobretudo quando se tratava de pregar uma partida aos mais jovens descuidados. Não eram só estes a caírem no logro, também pessoas mais idosas, volta, não volta e lá estavam a cair.
Certo dia na praia do Montijo, que ia do Samouco, até á Base Aérea, onde se incluía a praia da Quinta Rota e a praia da Casa Branca, eram assim conhecidas e frequentadas por muita gente, com bom areal e muito limpa. Para além de um tronco de árvore que vinha pelo rio abaixo, alguns muito bem polidos, que até pareciam ter saído, das mãos de um bom torneiro, mas nada disso apenas andavam pelo rio há muitos anos, rolando pelas margens sem vontade de ir para o mar. A este rio ainda não tinha chegado a poluição, portanto era um rio rico em peixe, porque muitas espécies aqui vinham desovar.
Vamos á história da pedra afiada. Nos baixios desta zona lacustre os pescadores faziam os seus cercos com redes e paus, ou sejam os" tapa esteiros" que empregavam muitos pescadores, que por sua vez integravam os grupos que se chamavam campanhas e que eram designadas pelos nomes dos seus mestres, como a do António Nunes, a do Marujo, a do Tio Ulisses, a do Zé Pipa e outros mais.
O mestre de uma das campanhas homem sempre bem disposto e pronto para as "patifarias" sobre os mais novos: Olha lá tu, vais ter com o tio Joaquim Peludo, que está no princípio do cerco, que dista uns dois quilómetros e pede-lhe a meu mando a pedra de afiar as enchadas.
- Ok tio Manuel. E o jovem lá foi cantando e rindo, já cansado buscar a pedra, quando chegou junto do tio Joaquim, já sem folego, dá o recado do Tio Manuel e o tio Joaquim diz-lhe:
- A pedra está lá mais abaixo.
- Responde o mensageiro, está bem tio Joaquim e onde está a pedra?
- Estás a ver aquele pilar ao fundo do cerco?
- Sim estou a ver.
- Então vai lá que encontras a pedra.
Ao chegar verifica que não a podia trazer porque estava cimentada pilar.
Muito triste o jovem voltou para junto do Tio Manuel e dá-lhe a novidade.
- Pois então caíste que nem um patinho, responde-lhe o tio Manuel, no conto da "Pedra de Afiar Enchadas".
sexta-feira, 5 de junho de 2026
ESCRITA NARRATIVA
ORMUZ
Naquele tempo também pertenceu ás cores de Portugal, Ormuz assim se chama o território que hoje domina a crise petrolífera no mundo inteiro.
Não nos veio parar á mão por qualquer troca de favores, mas sim conquistada por valentes portugueses, cuja extirpe correu mundo.
Nesse tempo não havia petróleo, mas sim especiarias, tão cara como ouro, para a época. Afonso de Albuquerque, também chamou pela mãe para conquistar aquelas terras.
Quem sou eu para falar de história, mas houve outros portugueses, não de armas
da mão, mas sim de penas sabe-se lá de que pássaros, que escreveram a epopeia portuguesa, por toda a Ásia e não só, esses portugueses têm o nome de Fernão Lopes e Gaspar Correia.
Agora que se volta a falar da ida do homem á lua, por garbosos cosmonautas, traz-me á memória a nossa História, porque os nossos navegadores, também conheceram as partes mais escondidas do mundo, tão ricos em conhecimento, que levaram os povos de todo o mundo ao reconhecimento do nosso império. Ormuz ou seja, Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz, petróleo, Tranpe, Irão, não chegam para enriquecer o valor histórico dos nossos compatriotas, que deram mundos ao mundo.
Agora nem petróleo temos, mas existe onde nós lá existimos, tendo as nossas caravelas com as suas velas latinas ou de carangueija, que por lá ficaram algumas no fundo, mas que servem para dizer que estivemos lá quando do princípio de todo o poder do mundo. Hoje através dos grandes petroleiros, porta aviões e agora mais recentemente de drones e mísseis. Não podemos esquecer a fortaleza de Ormuz, como pequena cidade marítima, pequeno reino de Portugal era uma praça forte á entrada do Golfo Pérsico, onde o forte é bem visivel.
Foram os portugueses que por lá fizeram e ensinaram muito da nossa fé e dos nossos princípios, sob o comando de Afonso de Albuquerque. Também fomos nós que por lá instalamos e pela primeira vez, que se saiba de uma portagem e julgo que bem paga, a peso de ouro, por toda e qualquer caravela que por ali passasse.
Onde é que eu já ouvi isto nos tempos modernos.
Os homens estão a ir a vir da lua, descobrindo novos territórios, mas estão com azar, ainda não descobriram o seu Camões.
João Paiva
Junho de 2026


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