SOUSENIORALDEANO
Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
POESIA
ENCRUZILHADAS DA VIDA
Das muitas que passei
Uma sempre mais me espantava
Apressado nem para ela olhei
Pois foi, a que mais esperava
E assim aconteceu
Quando numa passagem normal
O meu olhar estremeceu
Pois claro, ali estava ela afinal
Naquela encruzilhada mal passada
Fiquei com determinada visão
Dos caminhos por nós palmilhados
Só me restou a solidão
De Chamamento em chamamento
Pus-me olhar para para o além
Apenas mandava o meu pensamento
Sem coragem para receber alguém
Para que as ações ficassem bem guardadas
Todas as frases sem valor foram rodilhadas
Mesmo assim iriam ser pensadas
Por fim, não quero mais encruzilhadas
João Paiva
Fevereiro 2026
POESIA
A Efemeridade da Vida
Reflexões em Verso
No breve traço da aurora que se apaga,
Ecoa o tempo, silencioso e veloz,
O instante dança, foge e logo traga
As ilusões que moram dentro de nós.
Somos poeira que o vento leva ao nada,
Folhas caídas no outono da estação,
Risos que brilham e, em noite calada,
Desaparecem pela mão da solidão.
A vida é chama que tremula e parte,
Relâmpago breve a rasgar o céu cinzento,
Sonho que nasce, cresce e logo reparte
O seu segredo ao sabor do vento.
Por isso, ama, vive e sente agora,
Abraça o efémero, o frágil, o momento,
Pois tudo passa, tudo se evapora
No ciclo eterno do grande firmamento.
Conceição Parreira
Fevereiro 2026
POESIA
Eremita
Vivo onde o silêncio aprende a falar.
As pedras me chamam pelo nome antigo,
e o vento, paciente, termina minhas frases.
Afastei-me do ruído para escutar o essencial:
o passo lento do tempo,
a respiração funda da terra,
o coração nu das coisas simples.
Não estou só —
a solidão é apenas um outro modo de companhia.
Nela, encontro mapas feitos de sombra e luz,
e sigo, sem pressa,
como quem já chegou.
Conceição Parreira
Fevereiro 2026
POESIA
O PERDÃO COMO LIBERTAÇÃO
A felicidade vem do perdão.
A alma cura-se pelo vento
A liberdade é a raiz da gratidão
A esperança desse momento
O eco de um passado sofrido
Liberta-se sem julgamento
O sentimento de ter vencido
O rancor, a dor desse tormento
A vida renova-se com verdade
Vestida com roupa luminosa
Neste poema de humildade
Axioma da vida harmoniosa
A paz de espírito com amizade
A criação de uma alma virtuosa.
Bernardino Traquete 5-1-2026
domingo, 8 de fevereiro de 2026
sábado, 7 de fevereiro de 2026
LISBOA
Esta estátua resulta do projeto de reconstrução de Lisboa, após o terramoto de 1755.

