sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

POEMA


O PLÁTANO NO OUTONO


            Folhas caem, se soltam da mãe, pelo vento

            Despem-se de preconceitos e sorriem ao calor;

            À noite dormem ao luar, de manhã ao relento;

            Acolhem brandos abraços firmes, de seu amor;


            Voam sem asas e aterram no chão molhado,

            Renovam a vida de um mundo encantado,

            Choram saudades aos pés de sua fonte,

            Meditam desejos de outono, no seu horizonte;


            Escondem outras vidas com sua roupagem,

            São como barcos, canoas que flutuam pelo rio:

            Transportam formigas até à outra margem,

            Carregam as sementes nas costas ao frio


            Convivem em grupos com muita firmeza,

            Esperam o inverno e a primavera chegar,

            A vida, no mundo, aos poucos se renovar,

            E os plátanos viverem uma nova beleza.


Bernardino Traquete

Janeiro 2026

                  

 


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