MAREAR
Ao mar agreste fui parar
E a terra tinha que vir
Não era só para pensar
Também tinha que sorrir
O mar assim me deu
O que as estrelas dão
Naquela noite de breu
Onde só se via o clarão
Fugi do tormentoso mar
Com muita atrapalhação
Na aflição de naufragar
Acabei com os pés no chão
A desgraça pode vir do mar
O meu avô João lá morreu
Vou para sempre lembrar
Nuvem que nunca esvaneceu
Soltar cabos para largar
Agora temos que partir
Esperando que o mar
Esteja disposto a sorrir
João Paiva
Fevereiro 2026
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