Soneto do Danúbio
Corre o Danúbio antigo entre nações,
Espelho azul de impérios e memórias,
Leva nos ombros séculos de histórias
E murmura segredos às estações.
Nas margens dormem sonhos e canções,
Castelos guardam sombras transitórias,
Pontes unem saudades e vitórias,
Num rio feito de despedidas e paixões.
Viena escuta-lhe o passo em harmonia,
Budapeste reflete a sua luz,
Belgrado guarda ecos de poesia.
E o rio, eterno viajante que conduz,
Ensina à alma humana, dia após dia,
Que todo o rumo nasce e se traduz.
Conceição Parreira-Fevereiro 2026
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