segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

POESIA

Soneto do Danúbio

Corre o Danúbio antigo entre nações,

Espelho azul de impérios e memórias,

Leva nos ombros séculos de histórias

E murmura segredos às estações.

Nas margens dormem sonhos e canções,

Castelos guardam sombras transitórias,

Pontes unem saudades e vitórias,

Num rio feito de despedidas e paixões.

Viena escuta-lhe o passo em harmonia,

Budapeste reflete a sua luz,

Belgrado guarda ecos de poesia.

E o rio, eterno viajante que conduz,

Ensina à alma humana, dia após dia,

Que todo o rumo nasce e se traduz.

Conceição Parreira-Fevereiro 2026

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