JUNCO
Quando pensei escrever sobre uma planta, cujo nome começa por "J" , escolhi, junco porquê?
A casa onde nasci situa-se junto a um pequeno esteiro que é formado com as marés do Rio Tejo, onde existe há muitos anos um juncal. Fiquei muito ligado a esta planta, porque ela servia para fazer os mais variados utensílios domésticos, assim como para as brincadeiras de criança, tais como: cestos, cabazes, chapéus e sobretudo barcos, que tentávamos copiar os barcos chineses, mas sempre com maus resultados.
Nunca me desligando dos juncos, vim a saber que o junco é uma das principais plantas a serem utilizadas na medicina convencional, seja ela caseira ou estudada em laboratórios com destino a medicamentos farmacêuticos.
Os Alemães usam nos tradicionais remédios caseiros, para tratamento da laringe e na Ásia tem muitas aplicações em muitos campos da medicina. As doenças mais conhecidas onde os produtos feitos á base de junco são: Depressão, ansiedade, insegurança e equilíbrio.
Contam-se muitas histórias sobre o medo e que esta planta é utilizada com sucesso na sua cura.
Os juncos tiveram uma grande procura quando serviram para alimentação de alguns animais, quer em verde ou em seco. Em verde eram ceifados e colocados nas respetivas mangedouras para alimentação direta, ou eram espalhados ao sol afim de secarem e seres esmagados para complemento de outras rações. Os animais que mais beneficiaram com este tipo de alimento, foram as vacas e as ovelhas, para aumento da sua produção leiteira.
Esta planta foi utilizada na construção dos primeiros barcos que atravessaram mares e oceanos, cujos juncos eram entrelaçados e amarrados com cordas. Este tipo de embarcação, na sua época eram bastantes seguros, tanto mais que se fizeram ao mar muito antes dos Vikings e das caravelas do Gama e onde chegou ás Américas muito antes de Cristóvão Colombo.
Para provar esta realidade o arqueólogo Dominique Gorlitz comandou uma expedição a bordo de um barco de junco, construído na Bolívia e que se propunha alcançar a Europa, tendo como porto de armamento Nova Iorque. Esta expedição não foi bem sucedida, dado as várias variações meteorológicas com as quais não contaram.
Em outras duas expedições ao Mediterrâneo conseguiu provar a segurança do barco "junco" e o prumo contra ventos e marés.
CURIOSIDADES:
O Junco chegou a fazer parte da lista de especiarias
O junco é utilizado no Japão para o fabrico de móveis
O junco pode servir para o tratamento de esgotos.
João Paiva
Março de 2026
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