segunda-feira, 9 de março de 2026

POESIA

                     FRAGATA

            O arrais com ela, morreu

            Todo o vai e vem do rio

            Com alegria conheceu

            A morte chegou e feriu


            Todo o fardo que carregaste

            Nos teus largos porões

            Nunca por medo te arreliaste

            Mesmo com o mar de vagalhões


            O peso do carregamento

            Em tua consciência

            Nunca foi motivo de desalento

            Ou perda da tua paciência


            E agora ainda vais navegar

            Com a vela de cor garrida

            É bom ficares a pensar

            Na tua maré mais querida


            Agora ali estás encalhada

            Na vazante da maré

            Já se vê uma tábua encarquilhada

            E tu ali estás, altiva, sempre de pé

João Paiva            

Março de 2026            

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