segunda-feira, 27 de abril de 2026

ESCRITA NARRATIVA


PORTA QUE NÃO FECHAVA

NUMA NOITE DE NATAL

ANOS SETENTA

Hoje é véspera de Natal, neste dia o horário era o de um dia normal de trabalho, fechando as portas ás dezasseis horas para fecho de contas de uma Agência bancária.

- Senhor João

- Diga senhor Sequeira

- Falta-me quinhentos escudos na caixa (Era muito dinheiro para a época).

Então vamos conferir o expediente e após a contagem dos valores, conferido os documentos que originaram as contas do dia, nada foi encontrado de mal e o expediente foi dado como encerrado.

Os colegas que iam passar o Natal com a família sairam, mas os restantes tiveram que ficar, contrariados, mas havendo erros terão que ser encontrados.

Dois colegas foram a casa dos clientes com depósitos nesse dia perguntando-lhes se tinham as contas certas, afirmativo responderam os visitados.

Outros dois colegas foram a casa dos clientes que tinham levantado cheques, também nada de anormal se passou.

Não posso esquecer que estamos precisamente na noite de Natal, já passa da meia noite de mil novecentos e setenta... e tal.

Com muita tristeza de todos nos despedimos com os votos de Boas Festas.

- Senhor Sequeira, lamento mas vamos fechar o cofre e de imediato procedemos ao encerramento do mesmo, mas o cofre não fechava...ora esta. Só cá me faltava esta coisa. Não fecha porquê?

'Mais insistência, mais cuidado e nada, estamos a falar de portas enormes e pesadíssimas.

Sentei-me à secretária, descansei a minha cabeça sobre as mãos e fiquei pensando e agora.....

- Senhor João o cofre fechou, diz-me o senhor Sequeira.

- Qual o motivo da anormalidade, pergunto espantado.

- Estava um maço da notas caído entre os ferrolhos do cofre, isto é nas dobradiças das porta como tal o cofre não fechava.

Este acontecimento é selado com um abraço entre dois colegas e amigos.

João Paiva

Abril de 2026

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