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TEM MÚSICA
Chefchaouen - Marrocos
Chefchaouen foi fundada em 1471. Era
então uma pequena povoação fortificada, um kasbah, criado por
Moulay Ali ibn Rashid al-Alami como parte do sistema montado para combater a
presença portuguesa no norte de África. O fundador era primo de um chefe
tribal, Abu Youma, que já antes ali tinha encontrado refúgio e estabelecido uma
base segura para lançar ataques contra os portugueses, e que tinha morrido em
combate numa destas incursões.
Os seus habitantes eram essencialmente
de tribos Ghomara, nativas daquela área, mas com a expulsão dos Judeus da
Península Ibérica, em 1492, e com as perseguições ao Moçárabes, a população de Chefchaouen cresceu
com refugiados vindos da Europa. Durante os anos da Segunda Guerra Mundial a
comunidade judia cresceu ainda mais, com a chegada de novos refugiados que
fugiam da expansão Nazi, o que poderá ter feito alastrar a “mancha” azul de
Chefchaouen. Mas quando o conflito terminou e foi criado o Estado de Israel, a
maioria destes judeus deixou Marrocos para ali se estabelecer.
A maior atração de Chefchaouen é
a cor azul das paredes de suas casas. Mas por que motivo elas foram pintadas
desta cor?
Não existe uma razão comprovada.
A teoria mais aceita é de que, durante
a Inquisição Espanhola, logo após a fundação da cidade no século XV, vários
judeus sefarditas migraram para lá, e como costume judaico, pintaram a área em
que habitavam de azul, pois a cor remete ao céu, e consequentemente, ao divino.
Se pararmos para pensar, azul é uma cor bem comum no judaísmo, vide a bandeira
de Israel e a cidade de Safed.
Além disso, naquela época a região seria
infestada por mosquitos, e os árabes, ao verem que na área judaica da cidade os
mosquitos não permaneciam, resolveram copiar e pintar todo o resto de azul.
Isso se deve ao fato dos mosquitos associarem a cor à água, pois os insetos
gostam de estar perto dela, mas não dentro dela. Não acho essa parte muito
lógica não, até porque eu não duvido que mosquitos possam enxergar cor!
Se a cor afasta ou não os mosquitos,
não se sabe, mas certamente a cidade azul atrai outro tipo de enxame – de
turistas – que garantem que a tradição perdure, pois asseguram o movimento na
economia local.
O contrário da maioria das localidades
turísticas do Marrocos, Chefchaouen é uma cidade bem tranquila, onde é possível
caminhar, tirar fotos e observar a vida local sem muita preocupação.
Digo isso não pelo fato do Marrocos
ser um país perigoso, muito pelo contrário, mas pelo assédio de seus moradores
em cima dos turistas, muito comum em seus destinos mais turísticos. Como as
medinas marroquinas funcionam como labirintos, os locais se fazem de guias
pelas ruas da cidade para ganhar trocados. O que poderia ser um passeio pode
ser tornar um pesadelo, de tão intensas e frequentes as abordagens e de tantos
“nãos” que você terá que dizer no meio do caminho.
Isto, porém, não acontece em Chefchaouen.
Na cidade azul do Marrocos, ao contrário do que ocorre em Marrakesh e Fez, o ambiente é muito calmo. Os moradores deixam os
turistas caminharem no seu tempo, sem importunar. Além disso, Chefchaouen é uma
cidade bem menor e (ainda) pouco visitada, o que facilita a vida dos viajantes.
Fonte: Turismo de Marrocos e Vidacigana.com
1 comentário:
Muito interessante
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