sexta-feira, 12 de março de 2021

CHEFCHAOUEN



CLICAR ABAIXO PARA VER O VIDEO COM FOTOS DE JOSÉ SOUSA

TEM MÚSICA


Chefchaouen - Marrocos

 

Chefchaouen foi fundada em 1471. Era então uma pequena povoação fortificada, um kasbah, criado por Moulay Ali ibn Rashid al-Alami como parte do sistema montado para combater a presença portuguesa no norte de África. O fundador era primo de um chefe tribal, Abu Youma, que já antes ali tinha encontrado refúgio e estabelecido uma base segura para lançar ataques contra os portugueses, e que tinha morrido em combate numa destas incursões.

Os seus habitantes eram essencialmente de tribos Ghomara, nativas daquela área, mas com a expulsão dos Judeus da Península Ibérica, em 1492, e com as perseguições ao Moçárabes, a população de Chefchaouen cresceu com refugiados vindos da Europa. Durante os anos da Segunda Guerra Mundial a comunidade judia cresceu ainda mais, com a chegada de novos refugiados que fugiam da expansão Nazi, o que poderá ter feito alastrar a “mancha” azul de Chefchaouen. Mas quando o conflito terminou e foi criado o Estado de Israel, a maioria destes judeus deixou Marrocos para ali se estabelecer.

A maior atração de Chefchaouen é a cor azul das paredes de suas casas. Mas por que motivo elas foram pintadas desta cor?

Não existe uma razão comprovada.

A teoria mais aceita é de que, durante a Inquisição Espanhola, logo após a fundação da cidade no século XV, vários judeus sefarditas migraram para lá, e como costume judaico, pintaram a área em que habitavam de azul, pois a cor remete ao céu, e consequentemente, ao divino. Se pararmos para pensar, azul é uma cor bem comum no judaísmo, vide a bandeira de Israel e a cidade de Safed.

Além disso, naquela época a região seria infestada por mosquitos, e os árabes, ao verem que na área judaica da cidade os mosquitos não permaneciam, resolveram copiar e pintar todo o resto de azul. Isso se deve ao fato dos mosquitos associarem a cor à água, pois os insetos gostam de estar perto dela, mas não dentro dela. Não acho essa parte muito lógica não, até porque eu não duvido que mosquitos possam enxergar cor!

Se a cor afasta ou não os mosquitos, não se sabe, mas certamente a cidade azul atrai outro tipo de enxame – de turistas – que garantem que a tradição perdure, pois asseguram o movimento na economia local.

O contrário da maioria das localidades turísticas do Marrocos, Chefchaouen é uma cidade bem tranquila, onde é possível caminhar, tirar fotos e observar a vida local sem muita preocupação.

Digo isso não pelo fato do Marrocos ser um país perigoso, muito pelo contrário, mas pelo assédio de seus moradores em cima dos turistas, muito comum em seus destinos mais turísticos. Como as medinas marroquinas funcionam como labirintos, os locais se fazem de guias pelas ruas da cidade para ganhar trocados. O que poderia ser um passeio pode ser tornar um pesadelo, de tão intensas e frequentes as abordagens e de tantos “nãos” que você terá que dizer no meio do caminho.

Isto, porém, não acontece em Chefchaouen. Na cidade azul do Marrocos, ao contrário do que ocorre em Marrakesh e Fez, o ambiente é muito calmo. Os moradores deixam os turistas caminharem no seu tempo, sem importunar. Além disso, Chefchaouen é uma cidade bem menor e (ainda) pouco visitada, o que facilita a vida dos viajantes.

Fonte: Turismo de Marrocos e Vidacigana.com

 


1 comentário:

Manuel disse...

Muito interessante