domingo, 31 de maio de 2026

EU GOSTO É DO VERÃO

 Como é hábito, no início de cada mês, o Blog oferece música a tod@s. 

 

Em Junho termina o ano letivo e começa o Verão.

 

O Blog recorda uma música dos Fúria do Açúcar, “Eu gosto é do Verão”:

 

Espero que gostem (do verão e da música).

 

Clicar abaixo para abrir o vídeo e escutar a música



SANTO ANTÓNIO


 

PIMENTOS


ÁS VEZES SOMOS DIFERENTES

 

FIESA - ALGARVE


 

CAMINHO


 

POESIA

            SANTO ANTÓNIO

            Santo António de Lisboa

            Não foste só casamenteiro

            Até tiveste uma vida boa

            Melhor só a de milagreiro


            A ti te adoram as solteiras

            Por se acharem abensoadas

            Como dizer em boa maneira

            Que não foram amaldiçoadas


            O dia é para as casamenteiras

            Que bem estejam motivadas

            Que guardem em suas beiras

            As melhores razões de casadas


            Tens ao colo um menino

            Que não é para estranhar

            É mesmo de pequenino

            Que vai aprender a guiar


            Santo António me lembro de ti

            Julgo que não me estou enganar

            Mas creio que sempre,bem te vi

            E da melhor forma a muito gostar


            Serás bem o melhor testamenteiro

            Das meninas e mulheres casadoiras

            Será um acontecimento verdadeiro

            Cheio de emoções, cortes e tesoiras


            Trazes para o palanque o teu coração

            Para bem das noivas vais empenhar

            Não vai faltar uma boa e bela canção

            Para o Santo António poder guardar


            És o Santo mais bem conhecido

            E estimado em todas as aldeias

            Lembrar que és o mais querido

            A trazer as boas e novas ideias


            E para não seres mais papista

            Do que o papa, o companheiro

            Poder de Santo não se conquista

            Apenas tu serás bom conselheiro


            Um tostão para St. António eu pedi

            Muito para ver mealheiro engordar

            Nesta noite não posso passar sem ti

            Até que o,mealheiro vá de arrombar

João Paiva            

Maio de 2026            

TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA P

 ARENA ROMANA DE POMPEIA



TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA P

 ESCAVAÇÕES DE POMPEIA





TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA S

 VULCÃO ETNA



FLORES

 


TROCADOS


 

A IGREJA E OS BALÕES

MONTIJO EM FESTA


 

TERRAS COMEÇADAS PELA LETRA S

 SICÍLIA



ERMIDA DO SENHOR JESUS DOS AFLITOS

 QUINTA DO SALDANHA - MONTIJO



ENCARNADO


 

CASTELO DE VERÃO DE SISSI - BUDAPESTE

 


ESCRITA NARRATIVA

VOU JANTAR AO MONTIJO, NO MEU VELEIRO

Manhã cedo, tenho o barco em ordem, vistoriado pela autoridade marítima, desde a quilha ao convés, de nome Argonauta,

uma antiga traineira, que fez parte da armações algarvias na pesca do atum, foi arqueado em barco de recreio, com mastro e duas velas, sendo uma latina e a outra carangueija, um motor fixo a gasóleo, uma roda de leme antiquíssima e uma hélice em bronze, com quatro beliches, com sala de estar, casa de banho, devidamente cabinado e de popa redonda, era um belo barco, aguentava bem o mar.

Comecei a navegar neste barco em pleno Rio Sado, com a família, mas quem mais me acompanhava era a minha filha Susana e fizemos algumas viagens sozinhos.

Ganho coragem e faço-me ao mar sozinho, rota: Setúbal, porto de partida, agora pela frente Arrábida,Sesimbra, Cabo Espichel, Cascais, Forte de S.Julião da Barra, Ponte 25 de Abril, Cacilhas, Mar da Palha, Seixalinho e Montijo.

Quando estou no barco, pronto a largar os cabos e começar a navegar sozinho, não é para todos e porra foi difícil largar aquele cabo que ainda me agarrava a terra, cabo solto vamos embora, não há azimutes, não há rádio, não há qualquer instrumento de navegação, apenas uma bússola. Cá vamos eu e o meu Argonauta, estou a deixar a estibordo a doca do Naval, não tarda muito e estou em Albarquel, venho a navegar em motor, mas estou com vontade de largar as velas, mas como estou sozinho e a maré começa a encrespar, não me sinto com confiança para tal, assim continuo motorizado.

Com toda a atenção que dedico à navegação, até porque me cruzo com pesqueiros e há que ter cuidado, presto também atenção às maravilhosas paisagens da Serra da Arrábida, que esconde aos seus transeuntes, mas eu estou no mar e tenho o privilégio daquela majestosa vista.

Neste momento estou a cruzar com um pesqueiro que se aproxima de Sesimbra e que me acenam com estima e assim tenho a estibordo o cabo Espichel e vários pequenos pesqueiros, cheguei às aguas do Atlântico, que coisa tão estranha, encontro-me só no mar, mentira algumas gaivotas vieram cumprimentar-me e sou ultrapassado por bombordo por uma lancha rápida, que julgo tratar-se da autoridade marítima. Vou a navegar com Cascais á vista, por bombordo tenho toda a costa que vai do Espichel até á Trafaria, onde ficam situadas todas as maravilhosas praias da Costa da Caparica.

Vou a aproximar-me do Bugio, quero passar pela argolada ou seja o mar que fica entre o Bugio e a Trafaria, mas não arrisco, continuo a navegar em mar aberto, agora tenho à proa a linha do Estoril e vou rumar em direção à Ponte sobre o Tejo.

Entretanto aproveitei para saborear o petisco que a minha mulher me arranjou, o que quer dizer é que passo sob a ponte, mas já com a barriga cheia e aqui mais do que nunca tenho muitas gaivotas por companhia, porque me encontro precisamente na rota de entrada de navios de grande porte e consequentemente no seu rasto ficam detritos provenientes das cozinhas. Esse rasto com bom tempo é visivel.

Compreendo como é proibido aos barcos lançarem borda fora os seus detritos relacionados com a alimentação, porque também sou contra quando fazem limpezas de porões e todos aqueles produtos químicos vão parar ao mar, estou inteiramente de acordo com a resolução. Mas depois vejo todo e qualquer cidadão encher o mar de plásticos e outros utensílios e não estão sozinhos porque grande parte dos esgotos vão parar ao mar, sem qualquer tratamento ou reciclagem. Começam agora a falar em instalações para tratamento de resíduos de esgotos antes de irem parar ao mar.

Bom estou a desviar-me do rumo, olho para cima e vejo a ponte com todos aqueles carros em movimento, há um som estranho, que só o ouvimos quando navegamos junto ou sob aquela medonha estrutura. Mas vou agora perdendo aquele som e entretanto aceno à tripulação de um grande cargueiro que se faz ao mar e sou correspondido. Encosto-me à margem esquerda do Tejo por ser mais tranquila e dou comigo a fazer rumo em direção à Praça do Comércio, esta alteração deveu-se ás correntes do rio, porém deixo-me disfrutar a bela praça e da maravilhosa paisagem que ela me oferece.

Base Aérea 6 à vista e não tarda muito e estou a entrar no braço do Tejo que me leva ao Montijo. Já me arrependi de fazer esta rota porque há muito movimento do rio e sobretudo pela rota dos cacilheiros que fazem as carreiras entre o Terreiro do Paço e Cacilhas, Trafaria, Barreiro e Montijo, por ter escolhido esta rota, assumi grande responsabilidade.

Cheguei ao Mar da Palha, com o Montijo no horizonte e deixo um grande pontão a estibordo, onde grandes navios descarregam gás para o Rosarinho a fim de ser comercializado depois de enchidas as tão características garrafas.

Quando estou a navegar, tranquilamente, já com a ponte dos vapores à vista, verifico que à minha proa apareceu um cardume de robalos, como eu nunca tinha visto, corro pelo convés para apreciar devidamente aquele movimento de peixes. Porém diz-se que um marinheiro nunca vai borda fora, pois eu estive quase, tropecei num cabo solteiro que esta preso numa das pontas e aí vou eu agarrado à amura, quase a cair ao rio, lá me segurei àquilo que pude e acabei estatelado no convés juntinho ao cabeço da proa, ainda deitado voltei-me de barriga para cima e agradeci aos Deuses por não estar na água e a afogar-me, tudo por causa de um cabo solteiro, que há muito deveria ter casado.

A maré está a vazar e a corrente é contrária á minha progressão, portanto vou fundear junto ao cais da Base Aérea e esperar pela preia-mar, entretanto aproveito para descansar um pouco e acabar com o resto do petisco e também dormir. Quando acordo quero de imediato terminar a viagem e assim vou rio abaixo até ao cais, é preciso alguma cautela para não sair da cale. Esta está bem marcada, mas um descuido e atira-me para o lodo e eu não quero passar a noite no rio, até porque vou jantar a casa dos meus pais, onde já se encontra a minha mulher.

Este resto de viajem já o faço acompanhado de muita gente conhecida, que ganha a sua vida neste braço do Tejo, pessoas que conheço deste pequeno, com quem jogava à bola e ao berlinde e à noite íamos caçar morcegos com paus de vassoura. Ainda mantive conversa com estes amigos, porque vir de Setúbal de barco para jantar na casa dos meus pais, foi coisa inédita e bastante comentada, enquanto alguns me chamaram de maluco e para outros era um heroi.

Com o meu barco bem visível ao longe, a verdade é que cheguei ao cais e já lá tinha a família á minha espera, e de todos os receios já se tinham esquecido com a minhas chegada.

Entretanto é quase noite, vou só arrumar o convés e também guardar alguns apetrechos para deixar o barco bem arrumado e tudo feito por uma só pessoa, apanágio de qualquer marinheiro que quer ver sempre o seu barco bem aperaltado.

Já estou no meu Simca mil a caminho de casa dos meus pais, conduzido pela minha mulher, jantar e ir para a feira, porque estamos no S.Pedro, festas bastantes populares na nossa terra.

A noite está a terminar e nós temos que voltar para Setúbal, até porque sergunda feira é dia de trabalho para todos e o

barco terá quer ficar amarrado no cais do Montijo.

Durante a semana começo a tratar do regresso do barco a Setúbal, por isso só posso ir tratar dele no sábado á tarde e partir para a viagem de regresso, logo que a maré determine, o que veio a acontecer por volta da meia noite.

O regresso é feito com uma tripulação de cinco ou seis homens, amigos, pronto tudo bem, vamos aproveitar o que resta das festas e á uma da madrugada toda a gente a bordo, para aproveitarmos a vazante da maré, para chegar ao mar da Palha o mais cedo possível. Tive o cuidado de guarnecer o barco para dois dias de viagem, com mantimentos suficientes, por que quem vai para o mar avia-se em terra,

Já estou o bordo, pronto a receber a tripulação, composta por cinco ou seis elementos, incluindo o meu filho.

Olho para o grupo e digo, parabéns ninguém desistiu. Portanto largar a amarra e motor a trabalhar. toda a gente amontoada á proa, felizmente está uma linda noite para navegar, alguns pássaros e peixes a saltar e agora desfrutar a vista que nos é oferecida, pela iluminação das festas e por alguns foguetes que ficaram para o fim.

Primeira baliza ultrapassada, com a acalmia do rio e o barulho do motor, dá para aliviar os problemas e contar uma ou duas anedotas, já passamos o Seixalinho e não tarda estamos a passar a Base Aérea por estibordo e começamos a vislumbrar

a neblina sobre a Ponte 25 de abril, onde devemos chegar ao nascer do sol. Mas atenção estamos no Mar da Palha e aqui já não há calma, começa o mar a encrespar e alguns balanços já se notam no barco. Na cabine reparo que um ou outro companheiro a marear e começo a gozar com eles, o tempo começa a desalvorar e todo o cuidado é pouco.

Toda a gente gostou de passar por baixo da ponte, para alguns nunca mais ouve outra oportunidade, mas atenção com os balanços já caíram uns copos e umas garrafas e alguns tripulantes estão amarfanhados junto á amura da proa evitando a todo o custo de deitar carga ao mar.

Somos ultrapassados por um veleiro que a todo pano galgava as ondas em direção ao Atlântico, como se nada passasse com ele, em sentido contrário, passa por nós um pesqueiro, que navega com a proa de baixo de água, cujo mestre me aconselha a aportar a qualquer cais da margem direita, porque lá fora está muito mau tempo.

Aqui sim apercebi-me que o tempo estava toldado e comecei a ter dificuldades em voltar para traz e sobretudo quando uma onde invade o barco pela popa, situação que me obrigou a mandar vestir coletes, mas a maioria da tripulação nunca tinha tido em mãos tal objeto e alguns agarraram com toda a força mas sem o vestirem. A preocupação agora está comigo e quando vejo o meu primo Abílio vestir o colete pelos pés, ai fiquei de tal modo preocupado, que naveguei conforme o mar me deixava para junto do Forte do Bugio, porque em maior dificuldade eu levava o barco a encalhar na praia do forte o que

esteve para acontecer por breves instantes, altura em que também o meu filho tenta segurar o coco e quase vai borda fora agarrado ao pequeno barco, ele não foi, mas o coco ninguém mais o viu.

Reparo que o veleiro que horas antes me ultrapassou, para se fazer ao mar, está de volta, enquanto eu naquele turbilhão de vagas tento rumar á doca mais próxima o que veio a acontecer, mas com muita dificuldade e com toda a minha tripulação inativa, molhados, com frio, mas todos no convés, ninguém desceu para a coberta, tal foi o susto. Neste ultimo percurso fui aconselhado por mais dois mestres a seguir o rumo de levava em direção a terra.

Ainda mal tinha atracado o barco e já não tinha tripulação no barco nem os via por perto, todos abalaram para bem longe da doca, apenas um voltou para traz para me fazer companhia no regresso a Setúbal. Com o mau tempo em cima, chegou a

hora do almoço, vamos para terra procurando forma de nos alimentar convenientemente, o que na realidade aconteceu. Bem alimentados regressamos ao Argonauta e depois de uma vistoria ao barco, fui dormir enquanto o meu colega ficou a observar o movimento marítimo, mas por pouco tempo, até que me vem chamar para assistir ao acidente com um veleiro alemão, que devido ao mau tempo foi encalhar na praia do Bugio, aquela a que eu antes queria aportar.

Saíu para socorrer o veleiro, o barco de socorros a náufragos, assim como uma lancha da Guarda Fiscal, que estiveram próximo de um naufrágio, o veleiro lá ficou adornado, não sabendo mais nada, até porque se fez noite e havia que dormir, mas antes ainda fomos jantar a terra e que bem nos soube.

Pouco dormi na doca e pela madrugada já estava a pé e o que vi? Um mar sereno, sem qualquer ponta de vento. como se diz um dia maravilhoso. Apetrechar o barco, motor a trabalhar, bússola indicando o rumo até ao Cabo Espichel e aí vamos a navegar em chão de senhoras. Cruzamos e acompanhamos muitas embarcações de pesca e uma das que passou por nós foi o veleiro que no dia anterior, também ele voltou a traz em direção a doca. Quanto ao veleiro que ontem encalhou na praia do Bugio, por lá ficou, e como está bom tempo talvez se safe mais depressa.

Agora junta-se a nós um barco de recreio,que foi remodelado de uma velha embarcação muito bonita e a cair para o luxo, cujo mestre me veio cumprimentar e quis saber para onde navegávamos, depois disse-me que ía para Setúbal, pelo que navegamos á vista, mas como ele é muito veloz, lá fiquei para traz e com tempo para saborear o petisco que tinha sobrado do dia anterior e como era abundante também deu para o meu camarada. O Cabo Espichel estou a dobrar com calmaria na companhia de vários pesqueiros que trabalham, ao longo da costa e agora para dentro do Rio Sado. Tempo limpo o Sol jáqueima e tenho pela proa a vista maravilhosa da Península de Tróia, a maré está a encher e por isso estamos a navega rmuito bem, assim sendo vou direitinho ao estaleiro do Miguel.

Com vagar, nada de pressas, então não é que encalhei mesmo junto á marca, que fica mesmo em frente de Tróia, como a água começa a vazar, não tive outra alternativa que não fosse esperar pela nova maré, para desencalhar o barco, o que não foi difícil agora eu que vinha armado em navegador de mar alto, venho mesmo encalhar no mar baixo, isto é já dentro do rio, que grande melão que eu apanhei, tanto mais que os meus ex-camaradas estava na margem do rio a assistir ás manobras de desencalhe, como sempre acontece só desencalhei na maré seguinte e pela madrugada, já estou no estaleiro esperando pelo Miguel.

A entrada em Setúbal, pelo rio é linda, temos a estibordo todo o areal de Tróia, assim como também se vislumbra todo o arvoredo que em conjunto com toda a urbanização oferece aos visitantes momentos inesquecíveis, por bombordo temos toda a paisagem da Serra da Arrábida, sobre o rio onde se encontram as belas praias inseridas na baía mais linda do mundo e neste dia limpo e tranquilo, originou que fizesse a melhor viagem entre Montijo e Setùbal.

Os meus familiares chamavam-me maluco por fazer estas viagens, porque haviam alguns profissionais do rio que nunca tinham navegado no Mar da Palha, chegavam à Base Aérea e voltavam para o cais.

Mas sempre que eu estava atracado no Montijo, tinha sempre pescadores comigo que se admiravam das viagens que eu fazia e sobretudo ajudavam a limpar o fundo do barco, dado as muitas algas que se prendiam no casco.

Até que um dia caiu mau tempo e o barco que tinha sido ancorado, mais ou menos tranquilo, no entanto a ondulação suspendeu a ancora e foi arrastado para junto de uma velha muralha. Antes de o barco bater nas pedras alguns familiares foram noutra embarcação e conseguiram salvar o argonauta, quando estes estava prestes a bater nas pedras, ainda hoje guardo uma ancora que me ofereceram após terem salvo o barco. Aqui fica um grande abraço para todos aqueles que praticaram tal ação.Todos eram pescadores, aqui e ainda meus familiares.

Estava escrito que o meu barco se iria afundar devido ao mau tempo que assolou o Rio Sado.

João Paiva

Maio de 2026

MARIA FERNANDA CONCEIÇÃO

 SOU GENTE DO BLOG



KIOTO - JAPÃO

A BELEZA DAS GUEIXAS

A Segunda guerra Mundial, trouxe um grande declínio na arte das Gueixas, pois em 1944. tudo no mundo das gueixas, incluindo casas de chá, bares. casas de gueixas foram forçados a fechar, e todos os funcionários foram colocados a trabalhar nas fábricas ou noutros lugares para trabalharem para esforço de guerra no Japão. O nome gueixa também perdeu algum status durante este tempo porque as prostitutas passaram a se referir como gueixas para militares americanos.

Cerca de um ano depois, as casas foram autorizadas a reabrir. As poucas mulheres que voltaram para as áreas de gueixas decidiram rejeitar a influência ocidental e retomar as formas tradicionais de entretenimento e vida. 

A imagem da gueixa foi formada durante o passado feudal do Japão, e agora é a imagem que se deve manter para permanecer a cultura gueixa.

ROSAS

 


LANTANA

 


NAGYCSARNOK - MERCADO DE BUDAPESTE

 


KIOTO - JAPÃO Kioto

GUEIXA EM KIYOMIZU TEMPLE

Gueixa, é uma artista tradicional japonesa cujas funções consistem em entreter em festas, reuniões ou banquetes, sejam exclusivamente, femininos, masculinos, ou mistos.

PARLAMENTO DE BUDAPESTE

 


sábado, 30 de maio de 2026

POESIA

                    PRAIA

            Quero, vou para uma praia

            Para aquela, onde possa ir

            Caminho para que não caia

            E que lá me possa divertir


            Em marcha lenta a buzinar

            Ainda nem à areia cheguei

           Já me estou e muito a fartar

            Pois não sei se por lá ficarei


            Já descalcei os lindos chinelos

            Metem areia por todo o lado

            São chatos simples e singelos

            Vou abandoná-los ficar calado


            Ainda ao almoço não cheguei

            Não sei o que é que vou comer

            Mas de certeza uma coisa já sei

            Que o vou pagar,mas sem saber


            Agora vou para o mar

            Tomar um bom banho

            É proibido mergulhar

            O mar está medonho

João Paiva            

Maio de 2026            

VIVA O VERÃO

 






AZUL

 





ESCRITA NARRATIVA

QUADRO NEGRO ESCOLAR

Quem não se lembra de ver aquele quadro negro, quando entrou pela primeira vez na sua sala de aulas, quer na escola de uma cidade ou de uma aldeia, fosse ela grande ou pequena.

Ali está suspenso na principal parede da sala de aulas, normalmente por cima ou ao lado da secretária do ou da professora, por norma acima de um estrado de madeira. Na sua prateleira onde era visto o apagador e os respetivos cotos de giz.

Ao entrar na sala de aulas, quantas crianças se assustaram ao verem que ali estava um objeto que no seu futuro escolar muito tinha que com ele partilhar.

A começar pelo a e i o u, passando pelos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0, a imensidade de textos e de formas matemáticas, passaram por aquela superfície lisa, que permitia aos alunos um dos

eternos meios de ensino, que emocionaram grandes e pequenos cérebros. Pois que aquele quadro não era mais do que um utensílio de enorme valia, que se espraiou pela vida fora, não olhando para as camadas mais protegidas, como de igual modo procedeu para com os mais desprotegidos.

Nos primeiros dias de aulas era visível a dificuldade das crianças, perante aquela bisarma negra que metia medo ao susto, mas que com o tempo se foi moldando ao feitio de cada um e por fim passou a ser um dos seus, mesmo quando alguma lágrima subtil se manifestava perante professores e alunos. Da mesma forma ali estava para receber os mais rasgados elogios dos professores, que eram proferidos diretamente aos alunos na sua prestimável presença.

Cheguei a pensar que aquela superfície negra que ali estava plantada naquela parede, mais parecia o sol incandescente que ali nascia todos os dias, primeiro para nos alumiar, depois para nos aquecer ou refrigerar e que levava a ter que assistir as desavenças, que eram originadas, para que o apagador ficasse numa só mão para que o limpasse dos escritos originados pelo giz, porque aquele objeto nada mais tinha para ser limpo, a não ser quando obrigatoriamente ficasse ás escuras, depois de muito ter servido e agora tinha como companheira a imensa escuridão da sua irmã que era da sua cor.

Não fico por aqui, certo dia a professora pede ao Manuel, que tire do cacifo um mapa e que o pendure no quadro e diga o que lá encontra, Manuel assim respondeu sobre a Oceania, agora Joaquim faz o mesmo e Joaquim fez o mesmo, de novo Oceania, agora António e o mesmo Oceania. No intervalo a professora troca a posição dos mapas no cacifo. José tira o mapa e lê, Europa, tudo bem agora o João que diz América, rebenta uma gargalhada na sala de aulas, não desrespeitando a professora, sim com a conivência do quadro que não denunciou a tramóia, obrigado quadro negro.

TIC TAC

RELÓGIO DO  ESCRITÓRIO DO IMPERADOR FRANCISCO JOSÉ



MANUEL DA CUNHA NEIVA

 SOU GENTE DO BLOG



JOÃO DA VEIGA SERRA

 SOU GENTE DO BLOG






JARDIM

 


HORTÊNSIA


 

NAGYCSARNOK - MERCADO DE BUDAPESTE

 


CASTELO DE VERÃO DE SISSI - BUDAPESTE

 


ESTÁTUA DE SÁNDOR PETŐFI - BUDAPESTE

 


ARTESANATO HUNGARO

 


BUDAPESTE À NOITE

 HOTEL PÁRISI UDVAR



Viver com Vital_idade

 Desde Outubro passado que a disciplina é lecionada pela professora Lara Caeiro.

Este ano lectivo foi um ano piloto, pois tem a parceria com a Universidade Aberta e mais 4 Universidades Seniores: Mêda, Cantanhede, Horta e Ponte de Lima.

Foram abordados vários temas que têm a ver com o envelhecimento ativo e composto por 2 semestres com vários módulos. Em cada módulo foram apresentados temas por pessoas especializadas nos temas e a seguir houve sempre um debate entre todas as Universidades Seniores com a apresentação de trabalhos pelos alunos.

Para mim, e como está a chegar ao fim o respetivo ano letivo, foi muito gratificante o convívio e partilha entre todos e muita aprendizagem. 

Para exemplificar o contexto das aulas, segue um vídeo.

Alice Faria