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Chaves - Portugal
Chaves é uma cidade raiana portuguesa do distrito de Vila Real, Região do Norte, sub-região do Alto Tâmega, com cerca de 18 500 habitantes no seu perímetro urbano, sendo por isso a segunda maior cidade do Distrito de Vila Real. É sede de um município com 591,23 km² de área e 41 243 habitantes (2011), subdividido em 39 freguesias.
O município é limitado a norte por Espanha, a leste pelo município de Vinhais, a sudeste por Valpaços, a sudoeste por Vila Pouca de Aguiar e a oeste por Boticas e Montalegre.
Como principais vias de acesso apresenta a EN103 (começa em Neiva, perto de Viana do Castelo, onde entronca com a EN13, e prolonga-se por uma paisagem multifacetada pelo Este do Alto Minho, e por toda a zona Norte de Trás-os-Montes, passando por localidades como Braga, Chaves, Vinhais, até acabar em Bragança) e a A24(Chaves-Viseu). Apresenta também uma zona industrial com várias empresas de destaque regional. Pode-se afirmar que é uma cidade empreendedora pois, a nível de turismo, apresenta casas de turismo rural e bons restaurantes para os grandes apreciadores de gastronomia Transmontana.
São numerosos os vestígios aqui presentes, legados por civilizações pré-históricas que levam a admitir mesmo a existência de povoamentos no longínquo período Paleolítico. É considerado deste período um instrumento de pedra encontrado na encosta da serra do Brunheiro. Porém, são abundantes os achados procedentes do Neolítico, do Calcolítico de Mairos, Pastoria, S.Lourenço, etc e das civilizações proto-históricas, nomeadamente nos múltiplos Castros situados no alto dos montes que envolvem toda a região do Alto Tâmega.
Foram as legiões romanas, que há dois milénios, dominaram esses homens, que até aí tinham vivido, como deuses, alcandorados no cimo das montanhas e se instalaram de modo especial no vale, fertilíssimo do Tâmega. Fixaram-se onde hoje é a cidade e distribuíram pequenas fortificações pelas alturas circundantes, aproveitando, para tais guardas-avançadas, alguns dos castros conquistados. Edificaram, presumivelmente, a primeira muralha que envolveu o aglomerado populacional; construíram a imponente ponte de Trajano, sobre a via Bracara-Asturica; tiraram proveito das águas quentes mínero-medicinais, implantando balneários termais; exploraram filões auríferos e outros recursos do solo e subsolo.
Tanta importância adquiriu este núcleo urbano, nessa época, que foi elevado à categoria de Município, quando no ano 79 dominava Vespasiano, primeiro César da Família Flavia. Será esta a origem de Aquae Flaviae, designação antiga da atual cidade de Chaves.
Situar-se-ia o imponente núcleo monumental e centro cívico da cidade no cerro envolvente da área hoje ocupada pela Igreja Matriz. O seu actual recorte lembra ainda o traçado de um acampamento romano, com o Fórum, o Capitólio e a Decumana que seria a rua Direita. De facto, neste perímetro foram encontrados os mais relevantes vestígios arqueológicos a testemunhá-lo, expostos no Museu da Região Flaviense, sendo mesmo de evidenciar uma lápide alusiva a um combate de gladiadores. A florescência da dominação romana verificou-se até ao início do século III, apagando-se gradualmente com a invasão dos povos denominados vulgarmente por Bárbaros. As invasões dos Suevos, Visigodos e Alanos, provenientes do leste europeu, puseram termo à colonização romana. As guerras entre Remismundo e Frumário que disputavam o direito ao trono, tiveram como consequência uma quase total destruição da cidade, a vitória de Frumário e a prisão do Idácio, notável Bispo de Chaves.
O período de dominação bárbara durou até que os mouros, povos do Norte de África, invadiram a região e venceram Rodrigo, o último monarca visigodo, no início do século VIII.
Com a invasão dos árabes, também o islamismo invadiu o espaço ocupado pelo cristianismo o que determinou uma azeda querela religiosa e provocou a fuga das populações residentes para as montanhas noroestinas com as inevitáveis destruições. As escaramuças entre mouros e cristãos duraram até ao século XI.
A cidade começou por ser reconquistada aos mouros no século IX, por D. Afonso, rei de Leão que a reconstruiu parcialmente. Porém, logo depois, no primeiro quartel do século X, voltou a cair no poder dos mouros, até que no século XI, D. Afonso III, rei de Leão, a resgatou, mandou reconstruir, povoar e cercar de muralhas.
Da presença islâmica remanesce, quase tão somente na cultura popular, uma grande variedade de lendas interligando castros, tesouros fabulosos e mouras encantadas.
Foi, provavelmente, por volta de 1160 que Chaves foi integrada no país que já era então Portugal, com a relevante intervenção dos lendários Ruy e Garcia Lopes tão intimamente ligados à história desta terra.
Pela sua situação fronteiriça, Chaves era vulnerável ao ataque dos invasores. D. Dinis, como medida de protecção, mandou levantar o Castelo e a fortificação muralhada que ainda hoje dominam o burgo citadino e a sua periferia, num grande raio.
Em 1253 realizou-se em Chaves. o casamento de D. Afonso III com a sua sobrinha D. Beatriz, filha de Afonso X, o Sábio; foi o Bolonhês quem concedeu à povoação o seu 1º foral, a 15 de Maio de 1258; D. Manuel I outorgaria novo foral em 1514. Aquando da Guerra da Independência, D. João I montou em redor de Chaves um cerco que durou 4 meses; tendo-se-lhe rendido a praça,.O senhorio da vila foi então dada a D. Nuno Alvares Pereira, que o viria a ceder a D. Afonso, seu genro, fundador da Casa de Bragança, na qual Chaves, se conservou durante vários séculos.
A Cidade foi cenário de diversos episódios bélicos no século XIX, nela se tendo celebrado, a 20 de Setembro de 1837, a designada Convenção de Chaves, após o combate de Ruivães, pondo termo à revolta cartista de 1837, conhecida pela revolta dos marechais. Em Chaves travou-se a 8 de Julho de 1912, o combate entre as forças realistas de Paiva Couceiro e as do governo republicano, chefiadas pelo coronel Ribeiro de Carvalho, de que resultou o fim da 1ª incursão monárquica.
A 12 de Março de 1929 Chaves foi elevada à categoria de cidade.
Espanha - Castelo de Monterrei
O castelo de Monterrei é uma fortificação medieval, declarada Monumento Nacional, das melhor conservadas da Comunidade Autónoma da Galiza (Espanha).
Situa-se na capital do concelho auriense de Monterrei, paróquia de Santa Maria, no cume duma colina que domina o amplo vale do rio Támega, na confluência entre os caminhos de Puebla de Sanabria e Ourense.
Esta fortificação esteve em poder de algumas das mais poderosas linhagens da Galiza: os Ulloa, os Zúñiga, os Viedma, os Fonseca, os Acevedo e finalmente a Casa de Alba.
O lugar foi vila do conde D. Gutiérrez Menéndez, pai de São Rosendo, a princípios do século X, sendo a primeira notícia documental sobre o castelo de 950.
No século XII, o primeiro rei de Portugal Afonso Henriques, neto de Afonso VI de Castela e Leão, edificou o castelo, porém este rapidamente passou para o reino de Leão e Castela com a assinatura do Tratado de Tui em 1137, renunciando Afonso Henriques a possessões e pretensões na Galiza.
A comarca fazia parte do senhorio do Mosteiro de Celanova. Os seus abades consideravam o castelo de Monterrei como uma ameaça para a sua autoridade; isto fez que procurassem a protecção da Coroa, chegando a obter, em 1213, do rei Afonso X o privilégio que ordenava a demolição das defesas do castelo.
Em 1366 o castelo serviu de refúgio para o rei Pedro I o Cruel no transcurso da guerra civil que o enfrentou a Henrique de Trastâmara.
Anos mais tarde, o rei João I de Castela concedeu os direitos sobre o castelo a Diego López de Zúñiga. Seu filho levou o título de Visconde de Monterrei, não sendo até a nomeação dos Reis Católicos que lhe concederam o título de 1º Conde de Monterrei a Sancho Sánchez de Ulloa e Monterroso, que herdara o património em 1461 após recorrer aos tribunais durante quase vinte anos com Francisco de Zúñiga.
Neste lugar entrevistaram-se em 1506 Filipe I de Castela e o Cardeal Cisneros.
Na Idade Moderna construíram-se sob a direção dos engenheiros da Coroa Juan de Villaroel e Carlos de Grunemberg dois recintos abaluartados auxiliares que fechavam e defendiam o convento dos franciscanos e o dos jesuítas.
Neste lugar foi impresso o primeiro incunábulo galego, com a primeira imprensa de tipos móveis: a 3 de Fevereiro de 1494 foi estampado o "Missale Auriense", o primeiro livro editado em Galiza. A vida cultural desta pequena corte nobiliária teve a sua importância, chegando a dar docência em gramática, artes e teologia.
Fonte Site da Câmara Municipal de Chaves e Wikipedia
1 comentário:
Chaves, a cidade onde cheguei no início do ano de 1967, para fazer parte do Batalhão de Caçadores 1916 com destino a Mueda, Sagal e Diaca, em Cabo Delgado - Moçambique. Vou regularmente àquela cidade, onde se têm vindo a realizar os convívios dos veteranos de guerra do meu Batalhão. Por isso a conheço bem e a fotografo regularmente.
O slide show está muito interessante. Parabéns pelas fotografias e pelo texto.
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