segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

POEMA DE NATAL

        UM NATAL DE ESPERANÇA


Era noite. Silêncio na rua,

Luz ténue bailava na janela nua.

O frio, vestido de prata e véu,

Lembrava estrelas caídas do céu.

No centro da sala, um pinheiro sorria,

Coberto de sonhos, fitas e poesia.

Ao seu redor, esperança em papel,

Desejos escritos com tinta de mel.

Lá fora, o vento sussurrava canções,

Aconchegando corações e ilusões.

Crianças espreitam, olhos a brilhar,

Por entre cortinas, ansiosas a esperar.

O aroma do pão quente invade o lar,

Mistura de riso, ternura no ar.

Mãos entrelaçadas à volta da mesa,

Partilham silêncios, partilham certeza.

No relógio, a meia-noite chegou,

Com sinos antigos, o tempo parou.

Uma voz doce segredou ao ouvido:

“É Natal, meu amor, estás bem-vindo.”

Assim, nesta noite de luz e bondade,

Brota no peito a verdadeira amizade.

E ao som da neve, que dança no chão,

Desperta no mundo a paz, o perdão.


Conceição Parreira

Dezembro 2025

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