UM NATAL DE ESPERANÇA
Era noite. Silêncio na rua,
Luz ténue bailava na janela nua.
O frio, vestido de prata e véu,
Lembrava estrelas caídas do céu.
No centro da sala, um pinheiro sorria,
Coberto de sonhos, fitas e poesia.
Ao seu redor, esperança em papel,
Desejos escritos com tinta de mel.
Lá fora, o vento sussurrava canções,
Aconchegando corações e ilusões.
Crianças espreitam, olhos a brilhar,
Por entre cortinas, ansiosas a esperar.
O aroma do pão quente invade o lar,
Mistura de riso, ternura no ar.
Mãos entrelaçadas à volta da mesa,
Partilham silêncios, partilham certeza.
No relógio, a meia-noite chegou,
Com sinos antigos, o tempo parou.
Uma voz doce segredou ao ouvido:
“É Natal, meu amor, estás bem-vindo.”
Assim, nesta noite de luz e bondade,
Brota no peito a verdadeira amizade.
E ao som da neve, que dança no chão,
Desperta no mundo a paz, o perdão.
Conceição Parreira
Dezembro 2025
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