MARÉ CHEIA
Há dias estava na antiga ponte dos vapores, a ver o pôr do Sol,
quando reparo no movimento da enchente da maré, então
verifico o contraste de entre o pôr do sol e a enchente do rio.
Agora o Sol foi embora e eu fiquei com o rio, para fazer este
trabalho e só me apercebi que o tinha concluído, quando terminei
as duas ultimas quadras.
MARÉ CHEIA
Olho a maré, a subir lentamente
Tudo e por todo o lado, quer engolir
Parece o desabrochar duma rosa
Quando esta começa a florir
Ainda a maré está a encher
E a lama já está com conforto
E algo mais pode acontecer
É pois dar vida, ao que parece morto
De regresso ao mar
Apressa-se o caranguejo
Com o seu andar devagar
Não se atrapalha com o arquejo
O baixa mar já era
Pois agora é para acordar
Já passou a hora da sossega
Toca a todos o pescar
Em terra fico a espera
Que o mar comece a descer
Para bem do meu amor
Que tarda a não aparecer
E como é uma deusa do mar
Que a terra quer voltar
Não importa o que tenho de esperar
Pois que, é com ela que vou sonhar.
João Paiva
Janeiro 2026
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