segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

POESIA

         MARÉ CHEIA

            Há dias estava na antiga ponte dos vapores, a ver o pôr do Sol,

            quando reparo no movimento da enchente da maré, então

            verifico o contraste de entre o pôr do sol e a enchente do rio.

            Agora o Sol foi embora e eu fiquei com o rio, para fazer este

            trabalho e só me apercebi que o tinha concluído, quando terminei

            as duas ultimas quadras.


          MARÉ CHEIA

            Olho a maré, a subir lentamente

            Tudo e por todo o lado, quer engolir

            Parece o desabrochar duma rosa

            Quando esta começa a florir


            Ainda a maré está a encher

            E a lama já está com conforto

            E algo mais pode acontecer

            É pois dar vida, ao que parece morto


            De regresso ao mar

            Apressa-se o caranguejo

            Com o seu andar devagar

            Não se atrapalha com o arquejo


            O baixa mar já era

            Pois agora é para acordar

            Já passou a hora da sossega

            Toca a todos o pescar


            Em terra fico a espera

            Que o mar comece a descer

            Para bem do meu amor

            Que tarda a não aparecer


            E como é uma deusa do mar

            Que a terra quer voltar

            Não importa o que tenho de esperar

            Pois que, é com ela que vou sonhar.

João Paiva            

Janeiro 2026           

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