quinta-feira, 12 de março de 2026

POESIA

                        NAUFRÁGIO


            E mais ou menos, quando

            O mar se altera e enfurece

            E há sempre um barco afundando

            Levando para o fundo quem padece

            

            O mar não quer amainar

            Há uma tripulação aflita

            Que tenta em aflição se salvar

            Mas há outra que apenas só grita

            

            O tripulante lá ficou agarrado

            Aquilo que tinha à mão

            Sentindo-se o maior desgraçado

            Agarrado à fotografia do irmão


            Aos Santinhos também pediu

            Sobretudo ao seu Santo Padroeiro

            E Ele lá conseguiu

            Enviar-lhe um fiel companheiro


            Não veio um, mas sim uma companheira

            Nas vestes de uma gaivota

            Surgindo naquela manhã milagreira

            Que o conseguiu trazer de volta

João Paiva            

Março de 2026            

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