MAR
Por essas rotas a diante
Os olhos postos no infinito
Quero ver a terra distante
Sem navegar por instinto
É como sentir o coração
Que muito tem para nos dar
E com muita preocupação
Porque continua a trabalhar
O mar por vezes nos engana
Convidando-nos a navegar
É como a simpática cigana
Com o querer de nos enganar
Marinheiro tens que ser afoito
Com o mar não se pode brincar
Agora estamos feitos num oito
E ninguém que nos possa salvar
Noutro dia subi a um farol
Manhã com névoa de serrar
Que nem consegui ver o sol
Nem aquela imensidão de mar.
João Paiva
Março de 2026
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