terça-feira, 12 de maio de 2026

ESCRITA NARRATIVA

ESCOTILHA QUE NÃO FOI MONTADA

Fui ao fundo do mar, numa manhã tranquila, em que as searas não ondulavam, porque queriam imitar a tranquilidade do mar.

Alguém que estava por perto de um porto de armamento de uma frota pesqueira, resolveu perguntar a um velho pescador, se o mar estaria em condições de o receber até ao seu fundo.

O velho barbudo de espessa barba branca, onde nem um só cabelo preto a sua barba suportava, respondeu:

- Se é para ir ao fundo do mar, através dessas folhas de papel, dir-lhe ei que vá e que não conte comigo para qualquer ajuda, porque não vai precisar, tem papel e lápis e é tudo quanto basta.

Se for em corpo presente eu estarei aqui até o senhor voltar.

Boa resposta ouviu o futuro escafandro, que logo se preparou para mergulhar. No caminho para o fundo, logo encontrou um tubarão que rodeava o calado das embarcações em busca de alimentos, o tubarão assustado, mostrou a sua dentadura, mas o nosso anfíbio não se amedrontando, mandou-o navegar para outros mares.

Continuando a descoberta do mar, por aqui é quase noite, mas para sua satisfação dá de caras com uma sereia e ainda por ser uma encantadora residente nestes mares, tão azuis.

No pensamento da sereia labutava um certo desejo e ao ver aquele mergulhador, bem aprumado e nadando como um golfinho, logo lhe pediu o seu coração e como a resposta foi positiva, largou-o sorrindo e contente em direção ao fundo do mar.

Agora o mais difícilcil da viagem deste aventureiro dos mares, quase que chocou com um submarino e que lhe quis dar boleia, mas o mergulhador recusou tão recompensa oferta, doada, por aquele bom submarino.

O mergulhador já um tanto aflito, voltou á superfície.

            Ao acordar e pôr os pés no chão

            Nem queria acreditar

            Safou lhe o bom coração

            Apressou-se e foi trabalhar

João Paiva            

Maio de 20026            

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