quarta-feira, 6 de maio de 2026

POESIA

     AMARELO (ALENTEJO)

            Quando fui para o Alentejo

            De amarelo o encontrei

            Grande foi o meu desejo

            Quando até aqui cheguei


            As ceifeiras muito ceifavam

            E as espigas eram amarelas

            O trabalho eram das foices

            Que estavam nas mãos delas


            Como não pode haver ceifa

            Sem entoar de uma canção

            Até pode não haver a cesta

            Mas de amarelo sai a paixão


            Trigo que vais para a eira

            Para seres bem debulhado

            Trazes contigo a canceira

            E de amarelo vais ser atado


            As searas a ondular

            De amarelo vestidas

            Parecem ondas do mar

            Em suas cores garridas

João Paiva            

Maio de 2026            

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