AMARELO (ALENTEJO)
Quando fui para o Alentejo
De amarelo o encontrei
Grande foi o meu desejo
Quando até aqui cheguei
As ceifeiras muito ceifavam
E as espigas eram amarelas
O trabalho eram das foices
Que estavam nas mãos delas
Como não pode haver ceifa
Sem entoar de uma canção
Até pode não haver a cesta
Mas de amarelo sai a paixão
Trigo que vais para a eira
Para seres bem debulhado
Trazes contigo a canceira
E de amarelo vais ser atado
As searas a ondular
De amarelo vestidas
Parecem ondas do mar
Em suas cores garridas
João Paiva
Maio de 2026
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