ORMUZ
Naquele tempo também pertenceu ás cores de Portugal, Ormuz assim se chama o território que hoje domina a crise petrolífera no mundo inteiro.
Não nos veio parar á mão por qualquer troca de favores, mas sim conquistada por valentes portugueses, cuja extirpe correu mundo.
Nesse tempo não havia petróleo, mas sim especiarias, tão cara como ouro, para a época. Afonso de Albuquerque, também chamou pela mãe para conquistar aquelas terras.
Quem sou eu para falar de história, mas houve outros portugueses, não de armas
da mão, mas sim de penas sabe-se lá de que pássaros, que escreveram a epopeia portuguesa, por toda a Ásia e não só, esses portugueses têm o nome de Fernão Lopes e Gaspar Correia.
Agora que se volta a falar da ida do homem á lua, por garbosos cosmonautas, traz-me á memória a nossa História, porque os nossos navegadores, também conheceram as partes mais escondidas do mundo, tão ricos em conhecimento, que levaram os povos de todo o mundo ao reconhecimento do nosso império. Ormuz ou seja, Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz, petróleo, Tranpe, Irão, não chegam para enriquecer o valor histórico dos nossos compatriotas, que deram mundos ao mundo.
Agora nem petróleo temos, mas existe onde nós lá existimos, tendo as nossas caravelas com as suas velas latinas ou de carangueija, que por lá ficaram algumas no fundo, mas que servem para dizer que estivemos lá quando do princípio de todo o poder do mundo. Hoje através dos grandes petroleiros, porta aviões e agora mais recentemente de drones e mísseis. Não podemos esquecer a fortaleza de Ormuz, como pequena cidade marítima, pequeno reino de Portugal era uma praça forte á entrada do Golfo Pérsico, onde o forte é bem visivel.
Foram os portugueses que por lá fizeram e ensinaram muito da nossa fé e dos nossos princípios, sob o comando de Afonso de Albuquerque. Também fomos nós que por lá instalamos e pela primeira vez, que se saiba de uma portagem e julgo que bem paga, a peso de ouro, por toda e qualquer caravela que por ali passasse.
Onde é que eu já ouvi isto nos tempos modernos.
Os homens estão a ir a vir da lua, descobrindo novos territórios, mas estão com azar, ainda não descobriram o seu Camões.
João Paiva
Junho de 2026
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